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Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-25T12:31:09-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Resultados

Ações da Petrobras sobem forte com ‘filme’ do balanço melhor que o ‘trailer’

Com os dados de produção já conhecidos, o grande destaque do balanço da Petrobras veio da linha de despesas, com queda no custo de extração de petróleo

25 de outubro de 2019
12:31
Petrobras
Plataforma da Petrobras. - Imagem: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

O filme do balanço do terceiro trimestre da Petrobras conseguiu ser ainda melhor do que o trailer. O lucro recorrente de R$ 9,973 bilhões superou as projeções dos analistas, que já eram otimistas depois dos dados de produção divulgados pela estatal na semana passada.

A reação na bolsa não poderia ser diferente. Por volta das 12h05, as ações preferenciais (PETR4) eram negociadas em alta de 4,03%, cotadas a R$ 29,46. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

Com os dados de produção já conhecidos, o grande destaque do balanço da Petrobras veio da linha de despesas. O custo médio de extração da companhia caiu para US$ 9,7 por barril de óleo equivalente (boe). No pré, o custo no trimestre foi de apenas US$ 5/boe.

O endividamento da estatal, que chegou nos piores momentos a ameaçar o futuro da companhia, segue em trajetória de queda. A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 90 bilhões, uma redução de US$ 11 bilhões no trimestre.

Lembrando que a Petrobras poderá elevar o pagamento de dividendos além do mínimo legal quando a dívida bruta cair abaixo de US$ 60 bilhões.

Enquanto não pode elevar os dividendos, a empresa anunciou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor de R$ 2,6 bilhões, equivalente a R$ 0,20 por ação ordinária e preferencial.

Apesar do bom desempenho de hoje, ainda há um fator que segura as ações da Petrobras: a esperada oferta de ações da estatal que estão na carteira do BNDES.

"O feedback que tivemos da maioria dos investidores é que não há pressa para entrar com uma oferta potencial de US$ 12 bilhões a caminho", escreveram os analistas do Bradesco BBI, em relatório a clientes. Leia a seguir a reação de alguns dos principais analistas que cobrem a Petrobras e as recomendações para os papéis:

UBS: Pouco a pouco o pássaro constrói seu ninho

Recomendação: compra

Preço-alvo: R$ 34,00

"A empresa está voltando aos trilhos com melhoras importantes na produção, custos e redução do endividamento. Ainda há um caminho pela frente, com o aumento da produção, conclusão da transferência de direitos e desinvestimentos adicionais. No entanto, vemos consistência e acreditamos que a empresa está no caminho certo."

Itaú BBA: 'Dito e feito'

Recomendação: outperform (compra)

Preço-alvo: R$ 38,00

"Os resultados bateram tanto as nossas projeções quanto o consenso de mercado, impulsionados em grande parte pelo segmento de exploração e produção (E&P), que registrou custos menores do que o previsto."

Bradesco BBI: Custos em queda e excepcional fluxo de caixa

Recomendação: outperform (compra)

Preço-alvo: R$ 38,00

"A Petrobras vem entregando tudo (ou quase tudo) o que tinha como objetivo: (1) venda de ativos, (2) crescimento da produção, (3) desalavancagem e (4) menor custo de capital."

BTG Pactual: Resultados fortes com crescimento de produção com qualidade

Recomendação: compra

Preço-alvo: US$ 17/ADR

"Reiteramos nossa recomendação de compra e o status da Petrobras como uma de nossas 'top picks', apesar do cenário desfavorável para o preço do petróleo. Mais do que apenas uma história de aumento da produção, a Petrobras continua a entregar resultados acima do esperado em margens e geração de caixa."

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