Menu
2019-10-25T18:15:17+00:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Bolsa e dólar hoje

Em semana de recordes, Ibovespa fecha em alta e já acumula ganho de mais de 20% no ano; dólar volta para os R$ 4

Com aprovação da reforma da Previdência e balanços positivos de empresas com grande peso no Ibovespa, bolsa avança e dólar recua, mas não consegue furar patamar psicológico de R$ 4

25 de outubro de 2019
10:34 - atualizado às 18:15
Lutador comemora vitória
Ibovespa bateu recorde de fechamento na quarta-feira e novo recorde intradiário nesta sexta. - Imagem: Shutterstock

Na semana marcada pela aprovação da reforma da Previdência na sua última etapa no Congresso, o otimismo contagiou os mercados e levou o Ibovespa a novos recordes. O dólar à vista, por sua vez, viu certo alívio e retornou ao patamar de R$ 4.

Com isso, a bolsa terminou a semana com ganho de 2,52% e uma alta de nada menos que 22,20% no ano. Já a moeda americana recuou 2,69% na semana, e já perde 3,54% em outubro. No ano, porém, o dólar à vista ainda tem alta de 3,53%.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Depois de bater novo recorde de fechamento na quarta-feira, quando terminou o pregão aos 107.543 pontos, o Ibovespa perdeu um pouco de força, mas ainda continuou sendo embalado pelas boas perspectivas com o andamento da agenda de reformas.

Nesta sexta-feira (25), a boa reação do mercado aos balanços de companhias com grande peso no índice também contribuiu, levando o Ibovespa a terminar o pregão de hoje com alta de 0,35%, aos 107.363 pontos. Pela manhã, o índice chegou a subir cerca de 1%, alcançando, na máxima, 108.083 pontos, novo recorde intradiário.

Quanto ao dólar, apesar da despressurização, a moeda tem tido dificuldade de cair abaixo do patamar psicológico dos R$ 4, apesar de já ter testado o nível mais de uma vez durante esta semana.

No início da tarde, a moeda americana chegou a R$ 3,9933 na mínima do dia, com a notícia de que as negociações comerciais entre Estados Unidos e China avançaram mais alguns passos.

O recuo, porém, também perdeu força, e a moeda americana fechou com queda de 0,91%, a R$ 4,0079, menor patamar desde 16 de agosto. Um recuo abaixo desse nível dependeria de notícias mais significativas que possam afetar a cotação.

Os juros futuros fecharam em queda em todos os prazos com o recuo do dólar e a expectativa de novos cortes na Selic na próxima reunião do Copom.

Os DIs com vencimento para janeiro de 2021 caíram de 4,457% para 4,40%. Os DIs para janeiro de 2023 caíram de 5,48% para 5,41%. Já os contratos com vencimento para janeiro de 2025 recuaram de 6,151% para 6,07%.

Acordo EUA-China avança

As bolsas de Nova York abriram sem direção única nesta sexta, mas os três principais índices americanos passaram a apresentar alta firme, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos ter afirmado que o país e a China fizeram progresso nas discussões comerciais e chegaram perto de finalizar partes do acordo de fase 1.

O Dow Jones fechou em alta de 0,56%, a 26.956 pontos; o S&P 500 avançou 0,40%, a 3.022; e o Nasdaq teve ganho de 0,70%, a 8.243 pontos.

Os investidores também acompanharam a temporada de balanços nos Estados Unidos. Ontem, a Amazon divulgou números que frustraram o mercado, com a primeira queda no lucro líquido em mais de dois anos. Os papéis da companhia recuaram mais de 1% no pregão de hoje.

Petrobras e Vale entre as maiores altas

As ações de Vale e Petrobras operaram em alta durante todo o pregão, ficando entre as maiores altas do Ibovespa no dia, em reação aos balanços positivos divulgados ontem à noite.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) fecharam em alta de 3,28%, enquanto as ordinárias (PETR3) avançaram 2,92%.

O lucro líquido da petroleira veio acima das expectativas do mercado. Em conferência com investidores para comentar os resultados, a estatal disse esperar que sua métrica de alavancagem, que compara geração de caixa e endividamento, atinja a marca de 1,5 vez no ano que vem. Hoje, é de 2,58 vezes (quanto menor, menos endividada é a companhia).

Confira a cobertura do Seu Dinheiro para o balanço da Petrobras e também as reações dos analistas aos números.

  • EXCLUSIVO: Receba "1929", o livro que mudou a vida de tantos investidores e pode mudar a sua também.

Já os papéis da Vale (VALE3) subiram 3,87%, em reação à forte geração de caixa no terceiro trimestre e à expectativa de retomada de pagamento de dividendos em 2020. Já os papéis da Bradespar (BRAP4), que investe majoritariamente em Vale, tiveram o melhor desempenho do Ibovespa no dia e avançaram 4,07%.

Apesar de o lucro líquido ter vindo abaixo das expectativas dos analistas ouvidos pelo "Broadcast", o serviço de notícias em tempo real do "Estadão", a companhia voltou a dar lucro após dois trimestres de prejuízo e reduziu seu endividamento.

A mineradora disse que ainda considera, no seu endividamento, as provisões feitas em janeiro por conta da tragédia de Brumadinho, no valor de US$ 4,7 bilhões. Por esta razão, sua dívida líquida, que seria de US$ 5,3 bilhões, está em quase US$ 10 bilhões.

Confira a nossa matéria sobre o balanço da Vale e saiba como foi a teleconferência da mineradora com analistas.

Ambev em queda livre

As ações da Ambev (ABEV3), por outro lado, reagiram muito mal aos números divulgados nesta manhã, que decepcionaram os analistas. As ações da companhia despencaram 8,29%, a maior queda do Ibovespa.

A empresa de bebidas registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 2,498 bilhões no terceiro trimestre, 11,6% menor que no mesmo período de 2018. O Ebitda ajustado recuou 4%, para R$ 4,410 bilhões.

Nas operações brasileiras, o Ebitda caiu caiu 13,3%, para R$ 2,404 bilhões, com uma alta dos custos por produtos vendidos (CPV).

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Novidades à vista

Bolsonaro anuncia a aliados saída do PSL e que trabalhará para criar novo partido

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) disse esperar que Bolsonaro presida o novo partido. Segundo ela, a primeira convenção da sigla será realizada em 21 de novembro. Ainda de acordo com ela, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) sairá de imediato do partido.

Seu Dinheiro na sua noite

Um buraco na estrada do céu

Uma súbita perda de altitude, seguida por uma forte turbulência, me pegou durante um voo com a família para a Europa, em 2015. Eu já havia passado por instabilidades do tipo antes, mas essa foi a primeira sem o aviso prévio do piloto. Éramos 20 pessoas entre adultos e crianças que partiam para celebrar as […]

Depois do fracasso

Área não arrematada no leilão de petróleo e gás deverá ser apreciada pelo PPI

De acordo com o governo, os parâmetros de bônus de assinatura e de lucro-óleo deverão ser revistos para baixo

Novidades

Fundação de Bill Gates e esposa estão de olho em projeto que cria metal que flutua

A iniciativa da Universidade de Rochester envolve o desenvolvimento de uma estrutura que pode ser utilizada para construir navios ou cidades flutuantes. As informações são da Business Insider

Relação mais que abalada

Trump volta a atacar Fed e diz que BC americano coloca EUA em desvantagem competitiva

Trump voltou a dizer que o Fed, que reduziu a taxa dos Fed funds três vezes neste ano, foi “muito lento” ao cortar juros

Tema mais do que esperado

CAE do Senado aprova projeto de autonomia do Banco Central

Relatório, do senador Telmário Mota (PROS-RR), confere a chamada autonomia formal ao BC, para execução de suas atividades

Comércio

Trump: Acordo com China está próximo, mas só aceitamos se for bom para os EUA

Presidente Donald Trump disse que não culpa a China pelas trapaças no comércio internacional, mas sim seus antecessores que não fizeram nada

Já que não vale PEC...

Alcolumbre levanta possibilidade de Assembleia Constituinte para discutir prisão em 2ª instância

Parlamentares pressionam o presidente do Senado a pautar uma Proposta de Emenda à Constituição autorizando a prisão após segundo julgamento

caso na justiça

Santander ganha causa no TST contra analista demitida por texto contrário a Dilma

Em junho de 2014, a funcionária do banco foi responsável por um documento divulgado a um grupo de clientes que afirmava que a reeleição da então presidente seria negativa para os mercados

Projeção do Fausto

Se passar dos R$ 4,20, dólar pode ir a R$ 5

Neste vídeo, o analista gráfico faz projeções para Ibovespa, S&P 500, dólar, ouro e petróleo, além de falar de 16 ações para ficar de olho

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements