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Já os demais benefícios para a Oi, como a mudança para o regime de autorização no negócio de telefonia fixa, só devem acontecer após a regulamentação da Anatel
A aprovação no Senado do projeto de lei complementar que mudou o marco regulatório do setor de telecomunicações ainda vai levar algum tempo para se traduzir em benefícios para a Oi. Mas no curto prazo a mudança na legislação libera a encrencada operadora de telefonia a vender imóveis que não são usados pela companhia.
Em relatório a clientes, os analistas do Itaú BBA apontam que a Oi pode obter R$ 2 bilhões com a venda de 30 imóveis, sendo que os 20 ativos com maior liquidez podem ser vendidos por aproximadamente R$ 1,2 bilhão. A venda dos imóveis é possível graças à mudança na legislação que torna mais clara a definição dos chamados ativos reversíveis.
Já os demais benefícios para a operadora, como a mudança para o regime de autorização no negócio de telefonia fixa, só devem acontecer após a regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o que deve levar pelo menos um ano, de acordo com os analistas do Itaú BBA.
Enquanto isso, a Oi precisa levantar dinheiro para manter as operações. Em reuniões promovidas pelo banco com investidores, a administração da Oi comentou sobre o novo plano estratégico da companhia e reiterou os planos da venda da participação na empresa angolana Unitel e em torres de telefonia móvel no quarto trimestre deste ano.
A tele angolana pode ser avaliada em US$ 1 bilhão na operação, enquanto que as torres podem render R$ 900 milhões para a companhia.
O Itaú BBA possui recomendação "outperform" (equivalente a compra) para as ações da Oi. No pregão de hoje, os papéis da operadora eram negociados em alta de 1,85% por volta das 15h15, cotados a R$ 1,10. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
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