🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Entrevista

Avon vai seguir padrões de sustentabilidade da Natura

A chegada da Avon ao portfólio também ajudará a reduzir a dependência da Natura do mercado brasileiro, afirmou o presidente do conselho do grupo, Roberto Marques

Estadão Conteúdo
25 de dezembro de 2019
11:26 - atualizado às 11:07
avon-natura
Imagem: Shutterstock / Montagem SD

A Natura vai iniciar o novo ano pronta para um grande passo: incorporar a gigante Avon, uma aquisição anunciada em maio e que já recebeu todas as aprovações regulatórias ao redor do mundo. Segundo o presidente do conselho de administração da Natura, Roberto Marques, trazer uma marca tão grande para dentro de casa traz desafios tanto de negócio quanto de imagem corporativa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Avon, conhecida pelo apelo popular, virá para compor o portfólio do grupo Natura & Co., que hoje inclui também a australiana Aesop e a britânica The Body Shop. Apesar de praticar preços populares, a Avon vai se encaixar nas exigências corporativas de sustentabilidade do grupo do qual passará a fazer parte.

"A Avon vai entrar nesse processo - em quanto tempo vamos chegar lá teremos de ver." A chegada da Avon ao portfólio também ajudará a reduzir a dependência do grupo do mercado brasileiro. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O que a listagem na Bolsa como Natura & Co. traz de benefício para a empresa?

É um avanço importante na governança, pois deixa mais clara para os acionistas a criação da holding. Agora temos todos os negócios embaixo dela, algo que coincide com os 50 anos da Natura. E somos um grupo com exposição global.

Quanto da receita já vem de fora do País?

Com a Avon, entre 60% e 70% do faturamento virá de fora do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como presidente da holding, qual é o seu papel para direcionar as marcas?

Acreditamos em autonomia com interdependência. Cada um dos negócios cria seu valor, e a gente também entende que existem oportunidades de colaboração e priorização. O papel do grupo é de coordenação. Recentemente, a Natura entrou na Malásia, em um trabalho de muita colaboração com a The Body Shop, que tem franquias na Ásia. Na América Latina, a Natura está liderando o lado operacional da The Body Shop, porque entende melhor as buscas dos consumidores brasileiro e latino-americano. Meu papel é orquestrar isso.

Leia Também

E como criar essa colaboração sem uma invadir o território da outra?

Posicionamentos claramente definidos. E o posicionamento da The Body Shop, apesar de ter algumas similaridades da Natura, é mais ativista e feminista. Já a Natura está mais ligada à sustentabilidade, tem uma conexão muito grande da Amazônia com ingredientes da biodiversidade. E ambas trabalham muito com as comunidades locais.

A Avon vai ter a função de ser a marca mais popular da Natura?

É isso. A Avon é uma das marcas mais queridas de cosméticos no mundo. Ela entrega muita qualidade a um preço acessível. O que eles chamam nos EUA de value for money. Tem um posicionamento mais massivo e de menos prestígio do que Aesop, Natura e The Body Shop. Dessa forma, a gente passa a ter um portfólio muito completo. A qualidade dos produtos da Avon é reconhecida mundialmente. A marca é muito democrática.

A Natura tem padrões muito firmes de sustentabilidade. Dá para aplicar isso à Avon?

Cada marca, quando entrou para o grupo, estava em um momento diferente dessa jornada. Este ano a gente está celebrando o fato de a The Body Shop ter sido certificada como uma B-Corp (selo dado a empresas que operam dentro dos mais altos padrões sociais e ambientais). Com a ajuda da Natura, e pelo fato de fazer parte do grupo, a gente conseguiu fazer isso no processo mais rápido da certificação da B-Corp já feito. Temos o objetivo de a Aesop também chegar à certificação em 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Avon vai entrar nesse processo - em quanto tempo vamos chegar lá teremos de ver. A Avon recentemente comunicou o compromisso de não fazer testes em animais, em um esforço que vinha de algum tempo. A resposta é sim (a Avon vai seguir as regras de sustentabilidade da Natura), mas em tempos distintos (das demais marcas).

Os negócios do Japão e dos EUA ficaram de fora da compra da Avon pela Natura. O grande desafio para a Natura, agora, é ganhar relevância no mercado americano?

A gente já tem presença de Aesop e The Body Shop nos EUA. E temos uma loja da Natura, que usamos como aprendizado. E obviamente os EUA estão fora do acordo com a Avon. Os EUA são o maior mercado de cosméticos do mundo. Vamos continuar olhando os EUA. O Japão também é um mercado importante, no qual também temos a presença de The Body Shop e Aesop. Estamos iniciando um processo de entrada da Natura na China por meio de uma plataforma (conjunta) com Body Shop e Aesop. Também avaliamos a chegada com uma presença física na China sem comprometer o nosso posicionamento em não fazer testes em animais.

Apesar da redução de dependência do mercado brasileiro, o País ainda vai representar mais de um terço dos negócios do grupo. Como a Natura & Co. vê a economia em 2020?

Com otimismo cauteloso. Este ano ainda teve um crescimento muito pequeno. Mas algumas das mudanças mais estruturais começam a gerar um impacto positivo. Obviamente, vamos ter de monitorar como as reformas estruturais se traduzem do ponto de vista de consumo.

Como fica a listagem da Avon no exterior?

Ela vira NTCO (Natura & Co.). O pagamento de um negócio global será feito em ações a uma companhia listada nos EUA. É um marco importante para a B3. Os acionistas da Avon vão receber em ADRs (da Natura & Co), que passarão a ser negociadas na Bolsa de Nova York.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Abrir o capital fora do País, como fez a XP, pode ser um caminho para a Natura?

Por enquanto, estamos comprometidos com a B3, mas sempre olhamos oportunidades de estruturação. Neste momento, vamos ficar listados aqui, lançando ADRs no mercado americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA BERLINDA?

Minerva (BEEF3) ainda promete quase 30% de alta — mas XP decide ligar sinal amarelo antes do balanço do 4T25. Ação ainda vale o risco?

24 de fevereiro de 2026 - 10:01

Preço-alvo cai e corretora alerta para riscos crescentes no curto prazo; veja o que está em jogo no 4T25, segundo os analistas

250 MIL M²

Novo bairro, novo interessado: BTG oferece à Tecnisa (TCSA3) R$ 260 milhões por 26% da Windsor, dos Jardins das Perdizes

24 de fevereiro de 2026 - 9:33

A Tecnisa detém 52,5% do capital social da Windsor, responsável pelo novo “bairro” planejado de São Paulo

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) já está afiado na arte da guerra, mas e os resultados? O que esperar do balanço do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 6:01

Depois de alguns trimestres lutando contra a concorrência acirrada de asiáticas e Amazon, a plataforma argentina entra em mais uma divulgação de resultados com expectativas de margens pressionadas, mas vendas fortes e México em destaque

RETORNO AO ACIONISTA

Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciam juntas mais de R$ 260 milhões em dividendos; recompra de ações entra no pacote de anúncios

23 de fevereiro de 2026 - 19:36

Além dos proventos, a companhia aprovou um programa para recomprar até 55 milhões de ações preferenciais e 1,4 bilhão de ações ordinárias

MAIS RECURSOS

Riachuelo (RIAA3) prepara follow-on para levantar até R$ 400 milhões e expandir lojas: JP Morgan diz o que fazer com as ações

23 de fevereiro de 2026 - 18:40

Empresa distribuiu os recursos provenientes da venda do shopping Midway, no valor de R$ 1,6 bilhão, aos acionistas e agora busca levantar capital para expandir lojas

VAI TROCAR DE DONO?

Grupo Ultra vai vender a joia da coroa? Ipiranga entra no radar de gigantes globais do petróleo, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 17:59

Segundo coluna de O Globo, Ultrapar teria contratado o BTG Pactual para avaliar a venda da rede de postos

JOIA RARA?

‘Escondido’ entre os gigantes, este banco pode entregar mais de 70% de valorização, aposta a XP

23 de fevereiro de 2026 - 16:48

Com foco no crédito consignado e rentabilidade acima da média do setor, esse banco médio entra no radar como uma tese fora do consenso; descubra quem é

VACA LEITEIRA?

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) turbina retorno após balanço do 4T25 — com direito a JCP, recompra e devolução bilionária aos acionistas

23 de fevereiro de 2026 - 14:42

A dona da Vivo confirmou R$ 2,99 bilhões em JCP, propôs devolver R$ 4 bilhões e ainda aprovou recompra de R$ 1 bilhão; ação renova máxima histórica na B3

FIM DE UM CICLO

Pátria zera posição na SmartFit (SMFT3) após 15 anos com venda de R$ 900 milhões em ações, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 14:25

Com a operação, o Pátria encerra um ciclo iniciado há cerca de 15 anos na rede de academias, em mais um movimento típico de desinvestimento por parte de gestoras de private equity após longo período de participação no capital da companhia

APOSTA NOS METAIS BÁSICOS

De olho no cobre: Vale (VALE3) anuncia investimento de US$ 3,5 bilhões em Carajás e atualiza projeções de caixa; confira os números

23 de fevereiro de 2026 - 13:15

Plano prevê aumento gradual dos investimentos até 2030 e reforça foco da mineradora nos metais da transição energética

VEJA O QUE DIZ O CEO

Azul (AZUL53): depois da recuperação judicial relâmpago, fusão com Gol sai de cena de vez e aérea mira no “crescimento responsável”

23 de fevereiro de 2026 - 12:30

Após concluir o Chapter 11 em apenas nove meses, a Azul descarta fusão com a Gol e adota expansão mais conservadora, com foco em rentabilidade e desalavancagem adicional

AGORA VAI?

Na corrida para a privatização, Copasa (CSMG3) emite debêntures de R$ 2 bilhões e define bancos responsáveis pela oferta secundária de ações

23 de fevereiro de 2026 - 11:50

Enquanto discussões sobre a desestatização avançam, a Copasa também emite papéis direcionados para investidores profissionais

REFORÇO DE CAPITAL

Após quase triplicar na B3, Banco Pine (PINE4) lança follow-on e quer levantar até R$ 400 milhões na bolsa

23 de fevereiro de 2026 - 11:13

Após um rali expressivo na bolsa nos últimos meses, o banco anunciou uma oferta subsequente de ações para fortalecer balanço; veja os detalhes

DE OLHO NA BOLSA

Cosan (CSAN3) considera IPO da Compass Gás e Energia, em meio a crise na Raízen (RAIZ4)

23 de fevereiro de 2026 - 10:34

A empresa de distribuição de gás surgiu quando a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, foi adquirida pela Cosan em 2012

AMIANTO NO TALCO?

Natura paga US$ 67 milhões para encerrar processo da Avon nos EUA relacionado a acusações de câncer causado por talco

23 de fevereiro de 2026 - 9:40

A Natura diz que o pagamento para encerrar o caso da Avon não se constitui em reconhecimento de culpa; acusação é de que produtos dos anos 1950 estavam contaminados com amianto

ENTREVISTA COM CEO

Exclusivo: CEO do Bradesco (BBDC4) rebate críticas ao resultado: “disseram que não tínhamos mais como crescer, mas mostramos o contrário”

23 de fevereiro de 2026 - 6:12

Após dois anos no comando do banco, Marcelo Noronha detalhou com exclusividade ao Seu Dinheiro o plano para reduzir custos, turbinar o digital e recuperar o ROE

APERTO DE MÃOS

Vale (VALE3) firma acordo de R$ 2,6 bilhões com grupos indianos para impulsionar exportação de minério de ferro

22 de fevereiro de 2026 - 14:43

A mineradora poderá impulsionar a exportação da commodity ao país asiático com o novo projeto

APÓS CRISE DO MASTER

BRB confirma que governo do DF irá capitalizar o banco com 12 imóveis públicos, levantar até R$ 2,6 bilhões e garantir liquidez financeira

22 de fevereiro de 2026 - 12:43

Segundo o governo, os imóveis poderão servir como garantia para a captação de recursos, principalmente num possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

NEGÓCIO COMPLEXO

Luz amarela na Braskem (BRKM5): Cade decide aprofundar análise sobre entrada da IG4

21 de fevereiro de 2026 - 15:10

A operação, que chegou ao xerife do mercado em dezembro de 2025, prevê uma mudança radical na estrutura de poder da petroquímica

NOVO CAPÍTULO

Azul (AZUL53) conclui Chapter 11 nos EUA e diz estar pronta para crescer após reestruturação bilionária; dívida foi reduzida em US$ 2,5 bilhões

20 de fevereiro de 2026 - 19:42

Companhia aérea informou que reduziu pagamentos financeiros em mais de 50% e concluiu processo em menos de nove meses

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar