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Será hoje?

Se não tiver acordo, parecer da reforma da Previdência pode ir à votação sem Estados e municípios

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tenta fechar acordo com governadores e sessão da comissão especial deve acontecer só no fim do dia

Samuel Moreira, relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara
Samuel Moreira, relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara - Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Os relatórios de bancos e corretoras e colocam a terça-feira como dia decisivo na Câmara dos Deputados para o andamento da reforma da Previdência. As negociações seguem em torno da inclusão ou não de Estados e municípios e há atrito dentro do próprio PSL sobre regras mais frouxas de aposentadorias para atender policiais.

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Por ora, o que se pretende é que o processo de votação do texto do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) comece ainda hoje na Comissão Especial.

Se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não lograr acordo com governadores, o texto vai à votação sem os entes federados, que poderiam ser reincluídos no plenário da Câmara. Se a reforma não atingir Estados e municípios podemos considerar uma "derrota de todos", pois quando eles "quebram" a conta é dividida por todos, já que o Tesouro tem de prover ajuda.

O presidente da Comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM) ainda não convocou sessão para hoje, mas a previsão é de que o colegiado se reúna apenas no fim da tarde. Antes de ir à votação de fato, os deputados precisam apreciar os requerimentos feitos para retirar a matéria de pauta.

A corrida contra o tempo, pois se pretende levar a matéria a plenário antes do recesso, também encontra obstáculos dentro do próprio PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

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Deputados do partido querem a inclusão de regras diferenciadas de aposentadoria para servidores da segurança pública, como policiais legislativos, Policiais Federais e outros.

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Assim, abre-se duas frentes de negociação. Uma incontornável, com a própria oposição que deve obstruir os trabalhos, e outra com o que seria ou deveria ser a base de apoio do governo.

No mercado há ao menos duas posições sobre o tema. Temos aqueles que acreditam que mais algumas semanas de atraso não geram problema. O que importa é a direção e ela é pela aprovação da reforma.

Outro grupo se mostra um pouco mais reticente, temendo que o tema “esfrie” depois do recesso parlamentar que começa no meio do mês, e que o governo tenha de fazer mais concessões em termos de esforço fiscal para aprovar o texto.

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