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WTI para dezembro fechou em alta de 1,22%, a US$ 57,23 o barril, e o Brent para janeiro teve alta de 1,33%, a US$ 62,96 o barril

Os contratos futuros de petróleo fecharam em território positivo nesta terça-feira pelo terceiro pregão consecutivo, em meio ao otimismo com as negociações comerciais sino-americanas e expectativas de queda na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O petróleo WTI para dezembro fechou em alta de 1,22%, a US$ 57,23 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro teve alta de 1,33%, a US$ 62,96 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
No início da tarde, o jornal South China Morning Postinformou que Pequim quer compromissos "mais sólidos" de Washington sobre remoção de tarifas antes de fechar um acordo comercial e que, sem isso, a visita do líder chinês, Xi Jinping, aos EUA seria "politicamente difícil". A notícia, porém, não afetou os contratos futuros de petróleo, que continuaram operando com foco no otimismo comercial.
Antes, a Dow Jones Newswires havia noticiado que EUA e China consideram suspender algumas tarifas de importação para garantir a assinatura do acordo comercial de "fase 1", que está em negociação. Além disso, o Financial Times havia informado que os americanos poderão retirar tarifas que incidem sobre US$ 112 bilhões em importações chinesas.
O apetite por ativos de risco também foi apoiado hoje pelo índice de atividade de serviços dos EUA medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), que subiu a 54,7 em outubro, superando a expectativa de alta a 53,5.
No caso do petróleo, contribuiu também a declaração da Opep de que sua oferta da commodity diminuirá continuamente nos próximos cinco anos, o que tende a elevar os preços. A Opep e aliados, incluindo a Rússia, vão debater se mantêm ou aprofundam os cortes na produção combinada, atualmente em 1,2 milhão de barris por dia (bpd), durante reunião marcada para 5 de dezembro.
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Na opinião do analista da DTN Dominick Chirichella, o mercado do petróleo está começando a se tornar um pouco mais otimista, "com uma combinação de condições econômicas melhores, diminuição da contagem de plataformas de perfuração nos EUA e rumores de que a Opep aprofundará seu corte de produção na reunião de dezembro".
Para os analistas do ING Warren Patterson e Wenyu Yao, no entanto, a alta nos preços do petróleo "deve durar pouco", devido ao tamanho do superávit que é esperado para a produção da commodity energética no primeiro semestre de 2020. "O risco para essa visão é se a Opep+ surpreender o mercado em dezembro anunciando cortes ainda mais profundos do que o esperado para 2020", ponderam os especialistas.
Amanhã, os investidores acompanharão a divulgação de dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) sobre estoques de petróleo nos EUA na semana encerrada em 1º de novembro. Logo mais, às 18h30, são divulgadas as estimativas do American Petroleum Institute (API).
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