Ibovespa fica perto do zero a zero, em linha com as bolsas globais; dólar cai a R$ 4,12
O Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira em alta, dando continuidade aos ganhos da semana passada. O dólar à vista oscila perto do zero a zero, com um leve viés negativo.

Após cinco sessões no campo positivo, o Ibovespa encontra dificuldades para se sustentar em alta. Numa sessão marcada pela ausência de grandes fatores de influência, tanto no Brasil quanto no exterior, o índice apenas flutua perto da estabilidade, brigando para permanecer acima dos 111 mil pontos.
Por volta de 17h05, o Ibovespa operava em alta de 0,01%, aos 111.141,40 pontos — na mínima, tocou os 110.928,67 pontos (-0,18%) e, na máxima, foi aos 111.453,05 pontos (+0,29%). O dólar à vista, por outro lado, teve um dia mais tranquilo: fechou em queda de 0,42%, a R$ 4,1293.
Lá fora, o dia é igualmente morno nas bolsas: nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,25%), o S&P 500 (-0,19%) e o Nasdaq (-0,22%) operam em leve baixa; na Europa, as principais praças acionárias também tiveram perdas moderadas.
Os mercados financeiros globais seguem de olho nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, mas a semana contará com outros fatores importantes para as operações. Em destaque, aparecem as decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, na quarta-feira (11) — até lá, os investidores tendem a assumir uma postura mais prudente.
No front da guerra comercial, as conversas entre americanos e chineses não tiveram desdobramentos concretos ao longo de fim de semana. A única manifestação mais palpável veio do governo de Pequim, que disse esperar que as negociações levem a um resultado "satisfatório" — uma declaração que não serviu para trazer muita luz aos mercados.
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As conversas entre as potências são particularmente importantes para os agentes financeiros porque, no próximo dia 15, os Estados Unidos começarão a impor uma nova rodada de taxações sobre as importações chinesas. Assim, há a expectativa quanto ao fechamento de um acordo entre as partes, de modo a suspender ou, ao menos, cancelar essas tarifas.
Mas, por mais que os diálogos não tenham avançado nos últimos dias, o mercado segue apostando num desfecho amigável para o impasse. Nesse sentido, mesmo os dados pouco animadores da balança comercial chinesa foram incapazes de trazer pessimismo às operações — no limite, os agentes financeiros apostam que os números aumentam a necessidade da China chegar a um acordo.
Agitação corporativa
Por aqui, destaque para o noticiário corporativo: as ações ON do Smiles (SMLS3) disparam 19,03% e os papéis PN da Gol (GOLL4) têm ganho de 2,58% — mais cedo, a companhia aérea formalizou uma nova proposta para a incorporação de sua controlada, através de uma troca de ações. Você pode ler uma análise completa a respeito dessa operação nessa matéria especial.
Outro papel que se destaca no pregão de hoje é Itaú Unibanco PN (ITUB4), em alta de 2,68%. Os papéis têm se beneficiado com a proximidade do IPO da XP Investimentos nos Estados Unidos — o Itaú é dono de 49,9% da empresa.
Na ponta negativa do Ibovespa, NotreDame Intermédica ON (GNDI3) e JBS ON (JBSS3) e aparecem entre os piores desempenhos desta segunda-feira, com perdas de 3,35% e 3,32%, nesta ordem.
Juros estáveis
As curvas de juros acompanham destoam do alívio no dólar à vista e apresentam comportamentos relativamente estáveis, tanto na ponta curta quanto na longa. Os mercados seguem apostando num corte de 0,5 ponto na Selic, na próxima quarta-feira — assim, os DIs tendem a ficar "em modo de espera" nos próximos dias.
Veja como estão as principais curvas de juros neste momento:
- Janeiro/2021: de 4,59% para 4,62%;
- Janeiro/2023: estável em 5,72%;
- Janeiro/2025: de 6,35% para 6,34%;
- Janeiro 2027: estável em 6,70%.
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