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Levantamento da EPFR Global mostra como a China se tornou o emergente mais relevante nos últimos 20 anos e não por acaso lidera entradas e saídas de capital
A consultoria EPFR Global é famosa pelo detalhado levantamento que faz da movimentação de dinheiro ao redor do mundo ao acompanhar 100 mil fundos com cerca de US$ 34 trilhões em ativos. O foco da semana é o estrago que a guerra comercial faz nos fundos de ações emergentes, mas o que chama atenção para nós é como o Brasil deixou de ser relevante.
Depois de fazer sua análise semanal de dados, a EPFR Global constata que a China ampliou ainda mais seu peso relativo dentro do grupo, sendo o país mais importante em alocações quando os gestores pensam em mercados emergentes globais (GEM, na sigla em inglês).
Já o Brasil, que ocupou a segunda colocação até o começo de 2009, aparece agora como quinto colocado, perdendo para Taiwan, Coreia do Sul e Índia, como mostra a tabela abaixo.
Vale destacar, também o período entre 2000 e 2009, quando ficamos em segundo, mas rivalizamos com a China em termos relativos. Agora, a China é quatro vezes mais relevante.

A EPFR não aprofunda as discussões sobre essas movimentações no ranking, mas isso pode ser lido como mais um reflexo da política econômica da última década e suas deletérias consequências.
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Por outro lado, isso reforça a percepção de que o Brasil seria uma das melhores oportunidades para ingresso de recursos, como já discutimos aqui.
Mais uma vez, a recuperação do protagonismo e do dinheiro, que é o que importa, passa pela agenda de reformas, como bem explicou Paulo Guedes nesta semana.
De volta aos dados da semana, as retiradas dos fundos de ações da China pesam sobre toda a categoria emergentes. Além da guerra comercial, a EPFR lembra que dados não oficiais sugerem uma economia mais fraca que os números do governo chinês. Além disso, a liquidação de um banco pela primeira vez em 20 anos lembrou os investidores do risco de crédito da economia chinesa.
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