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Administração da companhia atribuiu o ganho acima do apresentado em 2017 principalmente à melhora do resultado financeiro em 2018
A Light encerrou o quarto trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 92 milhões, levemente acima do apresentado no mesmo período do ano anterior, de R$ 91 milhões, variação de 1,3%. A administração da companhia atribui esse ganho principalmente à melhora do resultado financeiro. "Ao longo de 2018, a Companhia manteve o foco na estratégia da melhora do perfil da dívida a fim de reforçar seu compromisso com a liquidez", diz a Light no informe de resultados.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado consolidado foi de R$ 430 milhões, o que representa uma queda de 44%, devido a efeitos não
recorrentes ocorridos no quarto trimestre de 2017, como o ajuste do valor justo do ativo indenizável da concessão (VNR) na distribuidora e o reconhecimento de indenização operacional na comercializadora, além de redução do mercado faturado e aumento das perdas.
A margem Ebitda ajustado também caiu, para 15,9%, de 23,8% em igual intervalo de 2017. O mercado total faturado apresentou queda de 3,5% no trimestre, para 6.954 GWh, e o cativo, de 6,5%, para 4.595 GWh. As perdas totais (carga/fio) em 12 meses foram de 23,95% no quarto trimestre, acima de 21,92% no mesmo período do ano anterior.
O indicador de covenants Dívida Líquida/EBITDA ficou em 3,63 vezes ao final do quarto trimestre, menor que o limite máximo de 3,75 vezes estabelecido contratualmente para as dívidas com covenants de manutenção. Mas o indicador de covenants EBITDA/Juros foi de 3,17 vezes, acima do limite mínimo de 2,00 vezes. A dívida líquida ao final do período era de R$ 8,017 bilhões, 11,3% maior que no quarto trimestre de 2017.
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
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Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG
A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano
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Bancos credores e os detentores de títulos de dívida estão entendendo que segregar os negócios de usinas e os de distribuição de combustíveis pode ter um sentido econômico relevante para todos
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