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Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

Alô, alô balanços

Lucro líquido da Latam tem alta de mais de 120% e chega aos US$ 148,658 milhões no último trimestre de 2018

Ainda assim, a empresa teve maior gasto com combustível em 2018 com aumento de US$ 664 milhões nos custos e perda de US$ 157,7 milhões por conta da taxa cambial.

Bruna Furlani
Bruna Furlani
13 de março de 2019
7:36 - atualizado às 9:55
Avião da Latam
Avião da Latam. - Imagem: Shutterstock

A companhia aérea Latam divulgou, ontem à noite (12), os resultados do quarto trimestre de 2018. A empresa registrou lucro líquido de US$ 148,658 milhões, o que representa um crescimento de 121,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já na comparação anual, a Latam apresentou lucro líquido de US$ 181,935 milhões, ou seja, uma alta de 17,1%, quando comparado a 2017. O valor é o maior resultado desde a associação feita entre a Lan e a Tam.

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Ainda assim, a empresa teve maior gasto com combustível em 2018 com aumento de US$ 664 milhões nos custos e perda de US$ 157,7 milhões por conta da taxa cambial.

No quesito Ebitda, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização do último trimestre do ano ficou em US$ 542,612 milhões, uma alta de 3,6%. Já no acumulado de 2018, o Ebitda terminou o ano com queda de 1,7% e fechou em US$ 1.686.764

O resultado operacional do último trimestre do ano, por sua vez, aumentou 9,3% e ficou em US$ 295,153 milhões. Mas, se olharmos para o ano todo, o resultado operacional fechou em US$ 705,119 milhões, o que representa uma desvalorização de 1,3% em relação ao ano anterior. Uma das razões foi o aumento de 29,7% nos preços do querosene na aviação.

Além disso, ao final do trimestre, a dívida financeira bruta da LATAM foi de US$ 7,3 bilhões, uma redução de US$ 629,9 milhões em relação ao ano anterior, diminuindo sua alavancagem de 4,5x para 4,3x em setembro de 2018. Para 2019, a empresa possui aproximadamente US$ 986 milhões em vencimentos de dívidas.

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Também houve expansão da margem operacional da companhia. No último trimestre do ano, a margem operacional atingiu 10,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento está ligado a alta de 2,3% nas receitas de passageiros e ao fato de que as despesas operacionais ficaram relativamente estáveis durante o período, apesar do aumento de 27,9% nos custos de combustível.

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E 2018, como foi?

Na justificativa da companhia, "o ano de 2018 foi desafiador para a indústria de aviação sul-americana, com aumento nos preços dos combustíveis, instabilidade política anterior à eleição presidencial no Brasil, volatilidade econômica na
Argentina e desvalorização das moedas locais, que impactou a demanda por viagens internacionais".

A empresa ainda acrescentou que durante o ano passado alcançou alguns marcos como uma redução de US$ 2,2 bilhões nos compromissos de frota entre 2018 e 2021 e o anúncio da intenção de adquirir a participação minoritária da Multiplus, que foi aprovada pela CVM em fevereiro de 2019. Assim, a empresa lançou uma oferta pública de aquisição, que ocorrerá entre os dia 1 de março e 1 de abril, para os 27,3% que pertencem aos acionistas minoritários, ao preço de R$ 26,84 por ação.

Houve também a aprovação para implementar os Joint Business Agreements (JBAs) entre a LATAM, a American Airlines e a IAG. Além disso, em fevereiro de 2019, a Latam Airlines aumentou o seu capital votante na TAM de 49% para 51%, mas sem alterar a administração e a operação da Latam Airlines Brasil.

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A Latam também disse, em 2018, o custo por Ask excluindo combustível (custo operacional dividido pelo total de assentos-quilômetro oferecidos) caiu 10,8%, em relação ao ano anterior. E destacou que, em fevereiro deste ano, a companhia inaugurou um Centro de Manutenção de Linha (CML) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o que deve reduzir os custos anuais em cerca de US$ 5,5 milhões.

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