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Atual Cogna teve um lucro de R$ 20 milhões, impactada por despesas financeiras por conta da dívida contraída para a aquisição da Somos, entre outras coisas
No primeiro balanço após a reestruturação da Kroton - que, inclusive, mudou seu nome para Cogna - a empresa reportou uma queda no lucro, levando em conta diferentes critérios. Em resposta, as ações estão praticamente estáveis. Por volta das 11h, os papéis ordinários (COGN3) tinham leve queda, de 0,11%, sendo negociados a R$ 9,49. Acompanhe nossa cobertura de mercados.
O resultado da companhia é divulgado logo após a Yduqs, que atua no mesmo setor, reportar um lucro de R$ 152,2 milhões - dentro do esperado por analistas - e suas ações sofrerem uma queda de 3,6%. Hoje, os papéis (YDUQ3) caem 0,11%.
No terceiro trimestre, a Cogna teve lucro líquido de R$ 20,723 milhões - queda de 94,04% na comparação com igual período do ano anterior. Mas na análise ajustada pela amortização de intangível e mais valia de estoque, lucro foi de R$ 135 milhões - uma queda de 62,2%.
Nesse critério, a margem líquida ajustada teria caído 19,7 pontos porcentuais, de 28,6% para 8,9%. Na receita líquida, a Kroton teve avanço de 21,3% no terceiro trimestre, chegando a R$ 1,516 bilhão.
Entre os fatores que levaram a esse desempenho, a Kroton cita o maior volume de despesas financeiras por conta da dívida contraída para a aquisição da Somos, além do aumento dos níveis de depreciação e amortização devido à norma contábil IFRS 16, que entrou em vigor em janeiro deste ano.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também apresentou queda no período, passando de R$ 571,2 milhões para R$ 511,5 milhões, recuo de 10,5%. A margem Ebitda caiu 12 pontos porcentuais, para 33,7%.
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A empresa também atribui o resultado a um menor resultado operacional decorrente de pressões de base verificadas no Ensino Superior e à diferente sazonalidade do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) no Ensino Básico.
De acordo com a Kroton, a menor rentabilidade no trimestre é consequência do maior nível de provisionamento para suportar os produtos de parcelamento da instituição e também da diferente sazonalidade do PNLD. A empresa menciona ainda um aumento de despesas de marketing e das referentes a novas unidades e maturação de cursos no Ensino Superior.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 246,0 milhões, piora de 12,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Segundo a Kroton, o resultado vem na esteira do ocorrido no primeiro semestre, e reflete os encargos financeiros referentes à dívida contraída para fazer frente ao pagamento da Somos, além do impacto da adoção do IFRS16.
"Como consequência do aumento do endividamento e do passivo gerado pela nova regra contábil, observa-se um impacto direto na linha de juros sobre empréstimos e arrendamento, elevando consideravelmente o montante de despesa financeira da companhia", diz a empresa.
No mês passado, a Kroton anunciou uma reestruturação e uma troca nome para Cogna. “Kroton” passou a responder exclusivamente pelo segmento de graduação no ensino superior no B2C.
Em outra frente, a Platos atua no mercado B2B do ensino superior, trabalhando com uma plataforma física e digital, serviços e produtos para diferentes instituições de ensino.
Já a Saber é para operação B2C na educação básica, que inclui todas as 54 escolas próprias ou com contratos de gestão, além de englobar também a operação que presta serviços para a educação básica pública. A Saber possui 1% de participação de mercado na gestão de escolas privadas.
A Vasta é para B2B na educação básica, que inclui a plataforma de serviços para as escolas. Essa frente tem como marca de relacionamento com seus clientes a Somos Educação, empresa que conta com um faturamento superior a R$ 800 milhões por ano.
*Com Estadão Conteúdo
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