O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em sua breve fala no 1º de maio, presidente coloca o trabalho como iniciativa própria e não como algo a ser provido pelo Estado
O presidente Jair Bolsonaro parece estar sendo cobrado por não ter falado do desemprego ou da reforma da Previdência em seu pronunciamento de 1º de maio, Dia do Trabalho. No entanto, o que chama atenção, de fato, é ausência de outro ponto, o Estado.
Creio que essa é a primeira vez na história republicana que um mandatário não fala das benesses que o Estado fez ou fará em nome dos trabalhadores.
Tivemos, sim, a reafirmação do compromisso de restringir o papel do Estado, que vai se retirar para que os trabalhadores e a livre iniciativa conduzam o processo de produção de riqueza.
“Esse é o compromisso do meu governo com a plena liberdade econômica, única maneira de proporcionar, por mérito próprio e sem interferência do Estado o engrandecimento de cada cidadão”, disse o presidente.
Vale repetir aqui o “mérito próprio e sem interferência do Estado” no que pode ser visto como uma formalização do “tirar o Estado do cangote de quem produz”, que está nas falas não só do presidente, mas também nos discursos dos demais membros da equipe econômica.
Há um simbolismo grande dessa fala acontecer no 1º de maio e um dia depois da edição da Medida Provisória da Liberdade Econômica, que não por acaso norteou a fala do presidente.
Leia Também
A MP da Liberdade Econômica pode ser vista como uma carta de alforria do trabalhador e do empreendedor. É a primeira lei que busca reduzir o excesso de Estado, que se traduz em autorizações, alvarás, carimbos, fiscais e, claro, propinas e “jeitinhos”, que qualquer cidadão tem que lidar para ficar em conformidade com o Estado.
A fala do presidente traduz a essência liberal do diagnóstico do ministro Paulo Guedes, de que o Estado cresceu tanto que corrompeu todas as relações políticas, econômicas e até sociais. A redução do Estado, concorde, ou não, é um mandato vindo das urnas, consciente e/ou inconsciente.
Aqui também entra algo dito pelo secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, de que o trabalho "é um direito natural. É um direito inalienável e não cabe ao Estado autorizar ou não autorizar".
Ainda segundo Uebel, subvertemos a crença de que a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo (frase de Abraham Lincoln), para termos um governo do Estado, pelo Estado e para o Estado.
“A MP da Liberdade Econômica visa restituir o poder ao cidadão. O poder emana do povo, que delega a nós, servidores públicos, poder limitado, que não pode ser exercido de forma discricionária e arbitrária”, disse Uebel.
Ao comentar essa minha percepção com uma colega jornalista, falando que, no limite, podemos estar vendo a ruptura com o Estado Getulista e paternalista em que vivemos desde os anos 1930, a pergunta dela foi: “Sim, mas teremos algo no lugar? Algo que não que seja paternalista? Será simples assim em uma economia que não cresce nada?”
Minha resposta imediata foi dizer que o Estado sai de cena para que você entre e faça o que bem entender (respeitados os limites legais) para ter sua renda, propriedade, prosperidade e busca pela felicidade.
Usando termos econômicos, que também estão presentes na fala de Guedes, o que garante o crescimento é o efeito “crowding in”, ou seja, o setor privado, a livre iniciativa e a concorrência tomando o lugar do Estado nos setores onde ele é notadamente ineficiente.
Essa “entrada” do setor privado reverte o “crowding out”, ou expulsão do setor privado pelo Estado, que voltaria a se ocupar das funções mais clássicas de prover saúde, educação, segurança, regras claras e julgamentos justos.
Lembro também da fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que: "o mercado precisa se libertar da necessidade de financiar o governo e se voltar para o financiamento ao empreendedorismo".
Um governo grande e endividado compete pelos recursos disponíveis na economia. Por isso da importância das reformas, como Previdência e tributária, para que “sobre” mais dinheiro para outras iniciativas que não financiar o déficit público.
O próprio Bolsonaro reconheceu as naturais dificuldades dessa agenda e disse que o caminho é longo, especialmente se as concepções políticas forem antagônicas.
Aqui podemos ver o reconhecimento de algo que um amigo chama de “natural horror ao empreendedorismo no Brasil” e da visão de que o patrão e o lucro são coisas a serem demonizadas.
A melhor síntese foi dada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao então postulante ao cargo de presidente do Banco Central, Arminio Fraga, que seria sabatinado pelo Senado.
“O Brasil não gosta do sistema capitalista. Os congressistas não gostam do capitalismo, os jornalistas não gostam do capitalismo, os universitários não gostam do capitalismo. Eles não sabem que não gostam do sistema capitalista, mas não gostam. Eles gostam do Estado, eles gostam de intervenção.”
É justamente com essa lógica, que é praticamente inata no Brasil, que o atual governo, notadamente a equipe econômica, pretende romper. Por isso, será sim um caminho longo e difícil.
Como curiosidade fui rever alguns pronunciamentos de 1º de maio e o Estado sempre esteve por lá de alguma forma.
A Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (16). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. Destaque para a Quina, que pode pagar R$ 20 milhões hoje (17).
Após um março sem feriados, brasileiros poderão descansar uma segunda vez em abril com Tiradentes
A nova edição do ranking de responsabilidade corporativa da Merco no Brasil traz um recorte mais detalhado por pilares — ambiental (E), social (S) e governança (G), mostrando a posição de cada empresa em todos eles
Notificação a milhares de companhias coloca créditos de PIS/Cofins em xeque e pode mexer com as estimativas do setor; veja o que dizem os especialistas
A repercussão foi tamanha que Nassim Taleb, cuja fama costuma ser restrita ao mundo das finanças, respondeu a Jade Picon no X
O financiamento imobiliário exige planejamento por representar décadas de dívidas e a organização de documentos é a primeira etapa; veja o que é preciso ter em mãos
Filho mais velho de FHC foi nomeado como curador provisório do pai, que sofre em grau avançado da doença de Alzheimer
Mais conectado, mais desconfiado e com menos paciência: o brasileiro digital não perdoa erro, demora ou taxa surpresa
O montante, anunciado em março deste ano, será direcionado a empresas consideradas estratégicas ou afetadas por choques externos
Depois de acumular pela 2ª vez na semana, prêmio da Lotofácil cresce, mas nem faz cócegas nas estimativas para os próximos sorteios da Quina, da Timemania e da Mega-Sena, que também ocorrem hoje (16)
Romi (ROMI3), Usiminas (USIM5) e Assaí (ASAI3) dão o pontapé na temporada, e Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, conta o que esperar dos resultados do primeiro trimestre
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais
No mesmo dia de Tiradentes, alguns estados também celebram feriados locais
Reajuste do Gás do Povo pode chegar a R$ 10, de acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento
No Touros e Ursos desta semana, André Loes, economista-chefe da Vivest, fala sobre porque essa conta não fecha e o peso desse descolamento nas eleições de 2026
Governo paulista adia de novo a cobrança automática do pedágio eletrônico em rodovias no interior de SP, incluindo a Castello Branco e a Raposo Tavares
Proposta mantém salários, amplia descanso e abre novo embate com setor produtivo
Pagamentos do abono salarial Pis/Pasep serão feitos via Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil nesta quarta-feira (15)
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 14 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais