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2019-05-03T18:41:54-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Balanço

Lucro do Itaú em 2019 pode aumentar após revisão de projeções do banco, dizem analistas

Maior banco privado brasileiro espera crescimento menor das receitas com crédito e tarifas, mas também cortou a projeção de despesas para este ano. Ações reagem em leve queda ao resultado do primeiro trimestre

3 de maio de 2019
14:26 - atualizado às 18:41
Logo do banco Itaú
Itaú - Imagem: Shutterstock

Após a revisão de uma série de projeções para o desempenho no ano, o Itaú Unibanco pode registrar um lucro levemente acima do esperado para este ano. As contas foram feitas por analistas que acompanham o maior banco privado brasileiro.

Junto com o resultado do primeiro trimestre, o Itaú anunciou a redução nas estimativas para o crescimento da margem financeira (que contabiliza as receitas com crédito) e das receitas com tarifas em 2019. Só que esse efeito negativo deve ser mais do que compensado pela perspectiva de despesas menores em relação ao início do ano.

No ponto médio das estimativas revisadas, o lucro do Itaú em 2019 pode atingir R$ 29 bilhões, alta de 1% em relação à projeção anterior, de acordo com o Bradesco BBI.

No primeiro trimestre deste ano, o Itaú registrou lucro líquido de R$ 6,877 bilhões, o que representa um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A alta no lucro não foi suficiente para impulsionar as ações preferenciais do banco (ITUB4), que fecharam em queda de 0,97%, cotadas a R$ 33,71. Confira também nossa cobertura completa de mercados.

A revisão nas estimativas para as receitas neste ano foi feita depois que o Itaú decidiu mergulhar de cabeça na disputa das maquininhas de cartão. No mês passado, a Rede zerou as taxas de juros cobradas dos lojistas nas operações de antecipação de recebíveis. O banco também decidiu ajustar as despesas à perspectiva de um crescimento menor da economia neste ano.

Veja a seguir qual foi a leitura dos analistas sobre os resultados do Itaú e a recomendação para as ações:

BTG Pactual - Corte de custos mostra bom senso de urgência

Recomendação: compra

Preço-alvo: R$ 42,00

"Embora em linha com a nossa projeção e com o consenso de mercado, recebemos bem os resultados do primeiro trimestre. A margem com clientes teve um bom desempenho e a revisão das projeções, com o melhor controle de custos, mostra um bom senso de urgência, que os investidores provavelmente receberão de braços abertos."

Bradesco BBI - Em linha, mas ruim entre as linhas

Recomendação: neutra

Preço-alvo: R$ 44,00

"Apesar dos números em linha, o Itaú teve um aumento na formação de créditos em atraso e reduziu seu índice de cobertura pelo terceiro trimestre consecutivo. Além disso, as receitas com tarifas vieram mais fracas do que o esperado. Por fim, o Itaú optou por rever o seu guidance [projeção], reduzindo as estimativas para a margem com clientes, tarifas, seguros, mas compensando os efeitos negativos com um corte acentuado nas despesas, produzindo um resultado levemente positivo."

Safra - Revisão das projeções traz crescimento mais realista e melhor desempenho em custos

Recomendação: neutra

Preço-alvo: R$ 38,50

"Em nossa visão, o Itaú deve se manter como o banco mais lucrativo do setor, embora os concorrentes estejam reduzindo a diferença de rentabilidade. Acreditamos que a revisão nas projeções é ligeiramente positiva (devido ao melhor desempenho das despesas), mas talvez não seja suficiente para movimentar as ações."

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