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2019-05-02T20:10:07+00:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Balanço

Itaú sendo Itaú: lucro atinge R$ 6,877 bilhões e rentabilidade sobe para 23,6% no trimestre

Maior banco privado brasileiro tem resultado 7,1% maior do que no mesmo período de 2018, mas cresce menos no crédito que concorrentes e revisa projeções para o ano

2 de maio de 2019
19:58 - atualizado às 20:10
Itaú_Paulista
Agência do Itaú na Avenida Paulista - Imagem: Wikimedia Commons

O Itaú Unibanco foi o último dos grandes bancos privados a divulgar o balanço, mas confirmou por mais um trimestre a posição de banco mais rentável entre os gigantes que atuam no varejo. O maior banco privado brasileiro registrou lucro líquido de R$ 6,877 bilhões, o que representa um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da alta, o resultado ficou dentro do esperado pelos analistas, que projetavam um lucro de R$ 6,828 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.

Mais do que o lucro, porém, o que chamou a atenção foi a rentabilidade. O Itaú entregou um retorno de 23,6% sobre o patrimônio nos três primeiros meses deste ano, uma alta de 1,4 ponto percentual na comparação com o primeiro trimestre de 2018.

O resultado coloca o banco bem à frente dos principais concorrentes privados: o Santander registrou uma rentabilidade de 21,1% no trimestre e o Bradesco, de 20,5%.

Mas vale dizer que o resultado do Itaú se beneficiou de uma queda de 7,9% nas despesas com imposto de renda e contribuição social, que foram de R$ 3,188 bilhões entre janeiro e março deste ano. Ou seja, o mercado pode pegar no pé e questionar o banco sobre a qualidade dos resultados.

Crédito sobe menos

Apesar do lucro e da rentabilidade serem vistosos, o Itaú avançou menos no crédito que os principais concorrentes.

O saldo de financiamentos atingiu R$ 647,061 bilhões em março, uma alta de 1,6% no trimestre e de 7,7% em 12 meses. O crescimento também ficou abaixo da projeção feita pelo Itaú para este ano, que varia entre 8% e 11%.

O Itaú avançou bem nas linhas para pessoas físicas e pequenas e médias empresas, cujo saldo aumentou 13,9% na comparação com março do ano passado. Só que esse avanço foi parcialmente compensado pela queda de 3,1% na carteira de grandes empresas.

O banco manteve a expectativa para o crédito em 2019, mas reduziu a projeção para o crescimento da margem financeira com clientes, que inclui as receitas com a concessão de financiamentos, para um intervalo de 9% a 12%. A estimativa anterior variava de 9,5% a 12,5%.

No primeiro trimestre, a margem com clientes foi de R$ 16,424 bilhões, aumento de 7,6% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

O índice de inadimplência acima 90 dias na carteira do banco ficou em 3%, alta de 0,1 ponto percentual no trimestre, mas uma queda na comparação com os 3,1% de março do ano passado.

O custo do crédito, linha na qual o banco contabiliza as despesas de provisão para calotes, teve uma pequena alta de 0,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e atingiu R$ 3,804 bilhões. A expectativa do Itaú é fechar o ano com uma despesa com crédito entre R$ 14,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões.

Menos receita com tarifa

Outro dado que chamou a atenção, também pelo lado negativo, foi a receita com prestação de serviços e seguros, que cresceu apenas 1% na comparação com o primeiro trimestre de 2018, para R$ 10,228 bilhões.

Com isso, o Itaú também diminuiu a projeção para as receitas com tarifas no ano, de um aumento de 3% a 6% para uma expansão de 2% a 5%.

Para compensar esse efeito, o banco também cortou a expectativa para o aumento das despesas, de um intervalo de 5% a 8% para uma faixa entre 3% e 6%.

Nos primeiros três meses do ano, as despesas aumentaram 4,1% e somaram R$ 12,150 bilhões.

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