Menu
2019-07-31T21:13:05-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Ranking

Prefixados lideraram os ganhos em julho; confira os melhores e piores investimentos do mês

Títulos prefixados foram os melhores investimentos do mês, enquanto bitcoin amargou a maior desvalorização; confira o ranking completo

31 de julho de 2019
21:13
Pódio
Imagem: Shutterstock

Os títulos prefixados foram os melhores investimentos do mês de julho, seguidos dos fundos imobiliários e da bolsa. Na ponta negativa está o campeão do mês passado, o volátil bitcoin. Os títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação e o dólar também tiveram desempenho negativo no mês.

Os melhores investimentos de julho

Melhores investimentos de julho de 2019

O mês de julho contou com dois acontecimentos principais que influenciaram os mercados. Na primeira metade do mês, a bolsa subiu e os juros futuros caíram muito motivados pela expectativa de aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o que de fato se concretizou.

Ainda que a aprovação tenha se dado apenas em primeiro turno (ainda falta o segundo turno, que acontece só em agosto, depois da volta do recesso parlamentar), o Ibovespa chegou a fechar acima dos 105 mil pontos no dia 10, uma nova máxima histórica.

Depois da aprovação da reforma, o Congresso já entrou em ritmo de férias mesmo antes do início do recesso, o que deixou a bolsa brasileira à mercê do cenário externo.

A partir daí, o que mais influenciou os mercados foram as expectativas de corte de juros por parte dos bancos centrais americano, europeu e, por aqui, também do BC brasileiro.

Contudo, dados econômicos mistos nos Estados Unidos levaram o mercado a passar a acreditar num corte modesto, o que se concretizou no corte de 0,25 ponto percentual efetuado pelo Federal Reserve (Fed).

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) acabou mantendo os juros. No Brasil, no entanto, mantinha-se a crença de corte na Selic em 0,5 ponto percentual, o que se confirmou nesta quarta-feira (31).

Com isso, a bolsa acabou alternando momentos de marasmo com quedas pelo desânimo dos investidores com cortes menores do que aqueles inicialmente esperados. Ainda assim, o Ibovespa conseguiu fechar o mês com alta de 0,84%, acumulando valorização de 15,84% no ano, aos 101.812 pontos.

Já os juros futuros tiveram comportamentos mistos, com quedas nos prazos intermediários e altas nos prazos mais longos.

Assim, os títulos públicos prefixados e os atrelados à inflação (NTN-B) de prazos médios tiveram valorização, o que levou os pré para o topo do ranking; já os títulos atrelados à inflação de prazo mais longo, que inclusive já tinham valorizado muito, tiveram uma correção e desvalorizaram no mês.

Melhores e piores ações do mês

Liderando o ranking das ações que mais valorizaram em julho estão os papéis da Via Varejo (VVAR3), que decolou desde que o Grupo Pão de Açúcar vendeu sua participação na companhia, com o controle sendo retomado pelo empresário Michael Klein, filho do fundador das Casas Bahia. A empresa agora passa por profunda reestruturação.

Ações - maiores altas de julho de 2019

Já na ponta negativa está a Gerdau, que caiu 9,01% no mês e acumula perda de 5,57% no ano.

Ações - piores desempenhos de julho de 2019

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Pressão para todo lado

Comissão inicia discussões sobre a Reforma Administrativa; relator afirma que Bolsonaro precisa manifestar seu apoio

A comissão especial formada na Câmara dá hoje o pontapé inicial na discussão da reforma administrativa. A primeira reunião é cercada de forte pressão para definir a lista das categorias de Estado a serem incluídas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O crescimento desse movimento é uma das preocupações do relator do projeto, deputado […]

Matéria-prima salgada

Commodities vão inflacionar o mercado de carros, diz presidente de consórcio que reúne Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën

Além da pandemia e da falta de chips, o executivo vê com preocupação o movimento inflacionário das commodities usadas pelo setor

MERCADOS HOJE

Dólar fica abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em um ano; confira as razões para a queda da moeda

Entrada de fluxo estrangeiro no país é acompanhada de alguns critérios técnicos e uma melhora na percepção de risco.

Ampliando investimentos

GM amplia em 75% investimentos em carros elétricos e automáticos até 2025

A projeção da empresa é de que seu Ebit fique entre US$ 8,5 bilhões e US$ 9,5 bilhões na primeira metade do ano

Análise do presidente

Para Bolsonaro, derrubada ou perda da validade da MP da Eletrobras provocará caos

A MP não tem consenso entre líderes e corre o risco de ser derrubada ou ter a votação adiada

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies