🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Inteligente, conservador e milionário: o que fazer?

“Ora, me parece haver um bocado de gente esperta espalhada no mundo. Pode um gestor brasileiro, daqui de longe, ter insights sobre mercados emergentes europeus? Ou identificar boas oportunidades de long x short entre as empresas de tecnologia norte-americanas?”

29 de abril de 2019
11:06 - atualizado às 9:52
super-ricos do mundo, segundo o Credit Suisse
Imagem: Shutterstock

Somente agora está se recuperando do luto. Desde a morte da mãe há seis meses, ele vinha se escondendo do mundo. Era muito apegado à dona Elza e seu falecimento despertou em Márcio uma tendência ao isolamento muito diferente do temperamento usual de extroversão e sociabilidade típico de sua adolescência e início da fase adulta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Câncer no pâncreas com contaminação no peritônio costuma ser fatal e ele, dizem os amigos, deveria se orgulhar de ter sido tão leal à mãe por toda a vida, em especial na fase final.

Márcio se emudece. Responde apenas inclinando um pouco a cabeça para o lado, como se alongasse a parte oposta do pescoço, e levantando as sobrancelhas. É como se dissesse: “Hmmm, obrigado, mas não sei, deixa pra lá”. Não se convence pelos argumentos que lhe são oferecidos. Ele tem certeza: Elza morreu mesmo foi de tristeza e desgosto. Desistiu de viver com a morte do outro filho, Antônio, envolvido em trágico acidente de carro. Tom chegou ao hospital com vida, mas um erro médico durante um transplante levou embora o caçula.

Márcio sente culpa pela morte do irmão. Acha que poderia ter influenciado mais para impedir comportamento tão transgressor do caçula. Seus recados recorrentes não foram suficientes e se cobra por não ter sido tão incisivo. “Mano, você sabe que não sou careta e já fiz muito por aí. Mas beber tanto e dirigir não rola. Na moral.” Encontrava de maneira invariável a resposta: “Me deixa, irmão. Tá de boa”.

Márcio nunca se deu muito bem com protocolos e informações oficiais. Da mãe, herdou o posicionamento liberal nos costumes. Foi ele quem contou ao pai sobre a homossexualidade da irmã Catarina e a decisão de fazerem o casamento gay numa praia de nudismo na Bahia, o que o pai Deoclécio entendeu como uma afronta. “Você lembra que dei o nome de sua avó para sua irmã? Ou ficou louco? Como vó Cata vai receber essa notícia? Não vai ter casamento algum.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Era mais uma bravata. Deoclécio foi um dos mais felizes na festa do casório, talvez influenciado pelos goles de MD ingeridos, sem saber, junto ao uísque 12 anos.

Leia Também

Márcio sempre foi mais próximo da mãe. Ela era uma intelectual, erudita, de uma família com longa tradição na pintura e na literatura. Elza era sua referência ética e moral. Via as posições da mãe sobre comportamento e costumes e as pegou também para si. Talvez por isso tenha apoiado tanto a opção da irmã e tenha sido tão compreensivo com o caçula quando este se viciou em drogas. Problema possivelmente tenha sido o de fazer vista grossa para o alcoolismo de Tom.

Ambivalências

O próprio Márcio dava uns “tirinhos” de vez em quando e, inclusive, descolava um pouco para os amigos do mercado financeiro, que sempre se diziam liberais na economia e conservadores nos costumes. As contradições são muitos nas festas de Trancoso, e o conservadorismo nos costumes desse pessoal vai até o primeiro contato com o garçom cuja camiseta estampa “Michael Douglas”. Nesses ambientes, o consumo de sintéticos em quantidades industriais estava liberado.

Márcio também tem suas ambivalências. Da mãe, herdou não somente a maneira de ser e estar no mundo, mas também uma quantia de 10 milhões de reais. Do pai, pegou quase nada, apenas o conservadorismo com o dinheiro. Nunca percebeu a dicotomia, claro. Na verdade, nunca gostou do tema dinheiro. Ainda mais agora, sem o norte da Dona Elza para outras questões, Márcio havia se afastado por completo do cuidado com as finanças. Refugiava-se em livros de filosofia, com foco no existencialismo de Sartre, e nas coleções de filmes antigos da mãe, emendando a sequência completa de Kurosawa — chegou a cogitar empreender no ramo, perguntando para si mesmo se não valeria a pena comprar todo o acervo da locadora 2001, digitalizá-lo e colocá-lo em streaming. Desistiu rapidamente ao projetar uma demanda de meia dúzia de gatos pingados interessados em Keaton, Eisenstein, Truffaut, Godard, Fellini, Bergman e Welles. Se não fosse o estado semivegetativo em que se encontra com a depressão, talvez insistisse na empreitada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O inventário finalmente está pronto. Após 180 dias, Elza ainda é uma ausência presente. Ele ainda está sob os efeitos da depressão, mas a combinação Seroquel com Depakote, junto à própria passagem do tempo, vai costurando a ferida aberta e transformando-a em cicatriz. Ainda de forma tímida, começa a sair da depressão, em processo catalisado pela última cobrança de sua filha.

Slip the jab

Rebeca tem apenas 10 anos e é um espetáculo de inteligência. “Pai, você não pode fazer isso consigo mesmo. Você é a maior referência da família e não merece isso. A gente precisa de você bem.” Ela, conhecedora da paixão do pai por Rocky, pega seu iPhone já preparado no trecho em que Mickey dá um sermão ao protagonista:

“Slip the jab will ya, Slip the jab, That's right, That's it, Hey I didn't hear no bell, Alright that's right slip the jab, That's it mentalize, See that bum in front of you, You see yourself doing right and you'll do right. TIME! Ah, come here Rock. My God, you're ready ain't ya? That Apollo won't know what hit him. You're gonna roll over him like a bulldozer, an Italian bulldozer! You know kid, I know how you feel about this fight that's comin' up because I was young once, too. And I'll tell you somethin'. Well, if you wasn't here I probably wouldn't be alive today.”

Rebeca encerra o vídeo e se volta para o pai repetindo a última frase, agora em português: “Se não fosse por você, nós não estaríamos aqui hoje”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Márcio chora por meia hora ininterruptamente, abraçado à filha. A referência à autodestruição e à própria punição pouco o haviam tocado — sempre detestou o vitimismo. Mas a parte final do discurso de Rebeca o pegou pelas vísceras. “A gente precisa de você bem.” A sensação de responsabilidade e, mais uma vez, a culpa em relação à prole lhe eram insuportáveis. Carregou durante toda a vida, talvez com algum exagero, uma autoimagem de herói, em sua representação clássica de dedicação genuína aos outros, por vezes superior àquela destinada a si mesmo.

Decide levantar. Ele tem inteligência, um perfil conservador e 10 milhões de reais.

Como primeira atitude, liga para um amigo de infância, hoje em dia um financista renomado. Eles se afastaram um pouco, mas sempre mantiveram enorme respeito e amor um pelo outro. Márcio culpa divergências políticas pelo distanciamento; o amigo diz que isso resulta apenas dos caminhos que a vida impõe naturalmente, sem que nenhum dos dois tenha culpa — muito menos o presidente.

Bancos

Terminada a conversa, Márcio percebe que, pela quantia hoje detida em seu nome, deveria ter um atendimento diferenciado em seu banco de varejo, o que ainda não acontece. Cobra migração de sua conta bancária para o private banking, o que só ocorre depois de ameaça de transferência iminente do dinheiro para a GPS (o amigo de infância o havia instruído para usar da chantagem caso tentassem enrolá-lo).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Finalmente tem uma reunião com o banker. Por influência da mãe, sempre desconfiou dos bancos. Segundo ele, seriam a razão da alta concentração de renda e das mazelas da desigualdade social tão típicas de uma sociedade de mercado — em mais uma de suas ambivalências, adorava citar Piketty para apontar uma suposta tendência à piora dos indicadores de equidade em sociedades liberais. A visão que mantinha dos bancos — esses porcos capitalistas ávidos por arrancar uma tira de couro dos clientes a cada conversa — era superficial, enviesada e até um pouco grotesca. Mas nesse caso lhe foi útil.

Possivelmente influenciado pelo viés de confirmação, que o empurrava para duvidar de cada palavra pronunciada pela banker Bianca, viu uma manifestação orgânica de seu ceticismo. “Bianca, com todo respeito, mas essas coisas são boas mesmo pra mim? Ou você acaba recebendo mais dinheiro conforme vende um produto ou outro? Eu imagino que você tenha metas a bater e bocas a alimentar. Mas, sabe, eu também tenho as minhas. Não me parece que estejamos alinhados aqui.”

Não foi fácil pra ele dizer aquilo. Estava um pouco tomado pela beleza dos cabelos loiros e dos olhos cor de amêndoa, que compunham um contraste bonito com a pele alva e o vestido preto, com decote no ponto certo e corte capaz de marcar de forma sensual mas não exagerada o corpo definido à base de yoga e crossfit. Por sorte ou azar (nunca saberemos), a libido não era a mesma de outros tempos e assim pode desviar da tentação. Foi ríspido com Bianca e acabou percebendo o caráter irreconciliável daquela conversa. Era da natureza da relação, da essência da coisa a dissonância entre o interesse do investidor e aquele da banker. Ele queria uma atrativa combinação risco-retorno; ela queria altas taxas e rebates.

Agente autônomo

Nova ligação para o amigo de infância. Decide migrar para uma corretora, com os devidos avisos e alertas do financista com quem estudou lá atrás em colégio católico. Recebe indicação de um agente autônomo de confiança. “Esse cara tem um nível melhor do que a média, tanto em termos de inteligência quanto de ética.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Márcio fica quase amigo de Sandro, seu novo agente autônomo. Percebe como as taxas cobradas pela tal corretora são realmente mais baixas do que aquelas do banco. Vê o movimento como acertado, numa percepção corroborada pelo financista amigo de infância. Ao estudar um pouco mais a relação, desconfia da insistência de Sandro. Ele é competente, inteligente e rápido. Mas a forma como oferece produtos gera certo desconforto. Márcio havia sido avisado de que o agente autônomo, por regulação, não poderia sugerir ou recomendar investimentos. Ele era apenas um vendedor. E vendedores comissionados não poderiam induzir compras de produtos financeiros distintos. “Ora, quem parte e reparte fica com a melhor parte.”

Márcio tinha consigo a inteligência de rua e se incomodou com Sandro. Sentiu-se, em algum nível, traído por aquela atitude de, sub-repticiamente, empurrar produtos que acabariam rendendo mais taxas e rebates para o próprio Sandro. Não dramatizou a situação. Nem era de seu feitio. Apenas lembrou do conto entre o sapo e o escorpião: “É a minha natureza”. O agente autônomo era um grande avanço sobre o gerente do banco. Tinha uma gama maior de produtos a oferecer e taxas mais baratas, mas ainda se deparava com a mesma essência do problema do conflito de interesses. Quem sugestiona investimentos não pode receber mais ou menos taxas/rebates a partir desse ou daquele produto.

Consultores

Além de uma decisão financeira, aquilo era uma afronta ética. Então, de novo sob devida orientação, Márcio resolveu procurar um consultor. Essa era a forma de resolver em definitivo o problema do agente-principal. Ele paga uma taxa fixa e recebe consulta sobre como investir. O consultor não recebe mais ou menos por indicar esse ou aquele produto. Todos alinhados. Fica sabendo depois que assim também funciona majoritariamente nos EUA, o que lhe dá certa satisfação pessoal, uma espécie de sinalização de que está no caminho adequado.

Ele gosta de seu consultor no primeiro encontro. Há uma empatia natural entre ambos. O consultor está feliz porque 0,9 por cento ao ano sobre 10 milhões representa 90 paus. E isso não é ruim, claro. Márcio gosta das regras claras. Prefere pagar de maneira direta por um serviço bom e transparente, do que ser enganado indiretamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há duas características em Márcio, no entanto, que dificultam a boa relação. Normalmente, ele é muito mais inteligente do que seus interlocutores — é o caso aqui. Sempre pensou: o maior problema nunca foi matar um leão por dia, mas, sim, desviar de dez antas.

A segunda coisa: o sujeito não aceita com facilidade as convenções se não lhe forem provadas suas vantagens.

A primeira sugestão do consultor é mandar boa parte de seu dinheiro hoje na poupança para o fundo DI do BTG Pactual Digital, que cobra taxa zero e rende mais do que a tradicional caderneta. “É o melhor do mercado para reserva de emergência.”

Márcio faz rapidamente as contas de cabeça. Fora campeão das olimpíadas nacionais de matemática aos 14 anos e conserva até hoje uma habilidade sem precedentes para esse tipo de cálculo. Concorda com o consultor sobre as vantagens da migração. “De fato, me parece melhor.” Mas, no fundo, fica um tanto decepcionado. No final do dia, a diferença em termos de dinheiro é pequena. O benefício marginal (diferença de ganho derivada da migração) pouco compensa o que ele considera seu custo marginal (o tempo e a aporrinhação de ter de cuidar da grana).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Está realmente incomodado. Pensa consigo: “A Selic está 6,5 por cento ao ano. A inflação é de 4 por cento. E em média você gasta 2 por cento ao ano para gerirem seu patrimônio”. A situação não é boa. Ele está convencido de que precisa sair das aplicações pós-fixadas.

"Uma coisa é o Campeonato Brasileiro, outra é a Champions League”

Novamente estimulado pelo amigo de infância, começa a ler as cartas dos gestores de fundos multimercados. Já havia sido alertado que os melhores estavam fechados. Outras coisas lhe incomodam também. Até poderia tolerar o fraco desempenho de 2018. Sabe diferenciar as coisas e entende performances ruins de curto prazo com naturalidade, como efeito do resultado de forças aleatórias. Não é esse o foco do problema.

A desconfiança vem da arrogância da maior parte dos gestores. Equipes pequenas se dispõem a prever comportamentos dos mercados globais e o fazem com grande contundência. Ele, de novo, é mais inteligente do que os demais. “Ora, me parece haver um bocado de gente esperta espalhada no mundo. Pode um gestor brasileiro, daqui de longe, ter insights sobre mercados emergentes europeus? Ou identificar boas oportunidades de long x short entre as empresas de tecnologia norte-americanas?”

Também teme que o mau desempenho de 2018 decorra de problemas um pouco mais estruturais, advindos da necessidade de adentrar outros mercados após as gestoras terem captado demais. “Essa turma não consegue atuar com a mesma agilidade e sem interferir nos preços no mercado brasileiro. Vai ter que ir lá pra fora. Mas uma coisa é o Campeonato Brasileiro, outra é a Champions League.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então ele pensa nos fundos de ações. Liga mais uma vez para o amigo financista. De novo, sente um desconforto. Nem consegue muito bem formalizar a desconfiança, mas é tomado por uma dor nas costas que indica somatização do inconformismo intelectual. Tenta conectar as ideias e estruturar os pensamentos.

“Ora, toda essa turma se diz investidor de longo prazo. Agora, está todo mundo captando nas plataformas de varejo, onde os fluxos são mais curtoprazistas e oportunistas. Estão eles mesmo se colocando numa armadilha. Não é o princípio básico de que o ativo (no caso, de longo prazo por construção da escola buffettiana) deveria casar-se com o passivo (no caso, de curto prazo, porque influenciado pela pressão vendedora do agente autônomo)?”

Tem mais:

“Percebi como aumentaram de tamanho. Tudo muito rápido. Veja se estou louco: os caras multiplicaram as cotas investindo em microcaps, algumas vezes de maneira bem concentrada. Foi essa multiplicação que atraiu o cotista marginal. Só que agora ficaram grandes. Ou seja, por conta da escala que assumiram, não conseguem mais multiplicar as cotas investindo em microcaps de forma concentrada. Só temos uma certeza aqui: a estratégia que atraiu boa parte dos cotistas é irreplicável agora.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E por fim:

“Lendo as cartas aos cotistas como você me sugeriu, a verdade é que quase não encontro mais fundos de ações. Tudo está virando long biased — as pessoas acreditam mesmo nessa capacidade do gestor de ficar ‘timing the market’, como se ele soubesse quando tem que vender, aumentar o caixa ou fazer short? E também tem uma galera se transformando em hedge fund, comprando dólar, operando inclinação da curva de juros… onde estão os fundos de ações puros? Sabe, se eu compro um fundo de ações é porque quero ali, naquela parte do meu portfólio, investir em ações. Não estou pagando um cara pra fazer asset allocation pra mim. Eu tomei essa decisão a priori, antes de destinar aquele percentual da minha carteira para o fundo de ações. Se ele fica comprando dólar, entra em conflito com a posição que já tenho em dólar no meu portfólio. Vira a casa da mãe Joana.”

Mercado de ações

Márcio foi picado pela mosca do mercado de ações. Está ciente de que precisa se expor a isso. Ao mesmo tempo, está frustrado e não quer perder o capital deixado pela mãe. Tem medo de decepcionar a dona Elza. Depois de muito refletir, ele chega a um caminho prático. Ele deixa 90 por cento do dinheiro aplicado no fundo DI do BTG Digital e destina os 10 por cento restantes a uma carteira de small caps composta por SMLS3, PRIO3, BPAC11, ENEV3, EVEN3, OIBR3, BIDI4, LINX3, JPSA3 e ALSC3.

É quase impossível perder dinheiro em termos nominais assim. E ele consegue surfar razoável potencial de valorização por meio de exposição diversificada em small caps. Ele nem sabe muito sobre esse nicho. Mas sabe que o entendimento é um substituto ruim para a convexidade. Aplicando Sartre às finanças, percebe que o ganhar dinheiro precede a essência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mercados iniciam a semana em clima positivo, empurrados por prognóstico mais favorável para a Previdência após encontro entre Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Jair Bolsonaro. A perspectiva é de que uma conciliação entre eles possa pavimentar a via para negociações mais profícuas sobre o tema.

Exterior é tomado por alguma cautela, diante de agenda bem cheia no decorrer da semana, com Fomc e payroll nos EUA nos próximos dias. Hoje saem renda e gastos do consumidor norte-americano. Por aqui, IGP-M apontou inflação de 0,92 por cento, um pouco acima do esperado por conta do item transporte, mas não assustou. Relatório Focus trouxe nova revisão para baixo nas estimativas de crescimento.

Ibovespa Futuro abre em alta de 0,7 por cento, dólar e juros futuros caem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar