🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Como eu entraria em 2020

Eu gostaria de focar em três coisas, que marcaram bastante o ano de 2019 pra mim: gestão de ego, paciência e gratidão.

18 de dezembro de 2019
10:41 - atualizado às 16:29
Ano Novo. 2020 - Imagem: Shutterstock

Este é meu último Exile on Wall Street do ano. Voltamos com a programação normal no começo de janeiro. Isso nos traz algumas questões elementares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A primeira delas: qual seria minha grande meta para 2020? A verdade é que tenho a mesma para todos os réveillons: sobreviver. Considerando a atual faringite e sua trajetória expansionista — dado o nível de surdez no ouvido esquerdo, suspeito que as bactérias tenham absorvido meu tímpano por fagocitose —, já me parece um objetivo audacioso.

Calma, não há nada tétrico aqui. A questão da sobrevivência costuma ser subestimada no mercado. Como diz Warren Buffett, “para ser bem-sucedido, primeiro você precisa sobreviver”. Ou seja, o ponto de partida é, necessariamente, se manter no jogo. Depois, você pensa no resto. E como constata Gerd Gigerenzer, a racionalidade precisa ser entendida num contexto ecológico, sendo a sobrevivência o elemento mais valorizado. Arrematando com Nassim Taleb, “você jamais poderá incorrer em qualquer tipo de estratégia se ela implicar, por menor que seja, em risco de morte (incluída aqui a morte financeira), independentemente de sua matriz de payoff”. Você não entra num avião com 2% de chance de queda.

Assumindo que ainda estarei por aqui pelos próximos meses — ok, talvez seja uma hipótese excessivamente restritiva, mas precisamos caminhar —, acho justo com os três leitores, dado meu compromisso ético e moral com eles, falar da minha cabeça macro para investimentos nessa virada de ano. Como vejo, em termos sistêmicos, os mercados para o começo de 2020? 

Destarte, vale a ressalva de sempre. Eu vejo muito pouco. O futuro é opaco e retira-nos qualquer possibilidade de previsibilidade. Os mercados são complexos e informacionalmente muito eficientes. Por mais que trabalhemos feito loucos aqui e — digo do fundo do coração — hoje contemos com uma equipe de pesquisa de dar o maior orgulho do mundo, também existe muita gente boa por aí. Duvide de quem sabe demais, de quem se coloca como herói, de quem não admite o papel da sorte e da aleatoriedade no processo. No mundo em que eu vivo, a incerteza jamais desaparecerá de cena. Ela é protagonista da história, não coadjuvante. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A resposta pra isso é a diversificação, o Santo Graal dos investimentos, nas palavras de Ray Dalio — sonho com o dia em que nós, investidores brasileiros, possamos ter acesso fácil ao seu “All Weather Portfolio”. Vale para ativos, classes de ativos e distribuição regional, claro. Por isso, uma das minhas obstinações para 2020 é justamente tentar dar uma pequena contribuição para aliviar o enorme “home bias” (viés de se focar apenas em ativos domésticos) do investidor brasileiro.  

Leia Também

As premissas acima — de que eu vou sobreviver e de que você deve diversificar diante de um mundo recheado de incertezas — valem para 2020 e para vários outros anos (espero). Indo além, resumo aqui minha cabeça em termos de macroestratégia. Entendo que o novo equilíbrio econômico brasileiro, com política fiscal restritiva e política monetária expansionista, se desdobra para uma combinação de atratividade da Bolsa e do juro longo e uma moeda local fraca. Vamos comprar ações, B45 e dólar — esse último nem tanto por acreditar numa desvalorização adicional do real, mas por servir de hedge barato frente às duas primeiras opções. 

O crescimento começa a acelerar agora e entraremos na fase do ciclo em que as ações são puxadas mais destacadamente pela expansão dos lucros corporativos, depois de um momento inicial cuja tração veio da redução dos juros e da menor percepção de risco.  

Em paralelo, depois de conviver por bastante tempo com um temor de recessão global em 2020 diante do impasse sobre a guerra comercial e do seu late cycle, encontramos indicadores mais favoráveis na margem, com os PMIs (indicadores de atividade manufatureira) sistematicamente superando as projeções. Identificamos uma aceleração na margem da economia global ou, ao menos, uma desaceleração menos intensa do que se imaginava anteriormente.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entendo haver dois grandes corolários aí. Mercados emergentes são tipicamente associados a situações de crescimento — essa, aliás, é sua maior virtude frente aos países desenvolvidos; eles supostamente gozam de maior velocidade de expansão. Assim, quando o tema crescimento entra na pauta, eles aparecem com destaque frente aos demais. Em outras palavras, não me surpreenderia com uma retomada gradual do fluxo estrangeiro para os emergentes, entre eles o Brasil, o país, dentro desse bloco, em que se empenha a mais profunda e abrangente plataforma de reformas estruturais (e na direção certa, do liberalismo, da abertura da economia, da agenda pró-negócios, etc.). 

O segundo corolário é que talvez esteja chegando a hora de ganharmos alguma exposição adicional a commodities, classe de ativos mais sensível ao crescimento mundial.

Por mais que a função essencial destas pobres linhas seja falar estritamente de finanças, não acho que seria digno terminar meu ano de coluna sem uma mensagem mais familiar de “Boas Festas”. Desculpe se isso lhe soa invasivo ou se desvio do que deveria ser o aparente fio principal desta coluna. Mas o fato é que, se escrevo “familiar”, é porque assim mesmo os considero. Não sei se é certo ou errado, mas sempre foi assim que encarei a Empiricus e todos seus stakeholders, aliás contrariando os manuais clássicos dos “especialistas” (afe, sempre eles!) em administração, que ordenam uma separação entre as coisas — fiquei realmente feliz quando soube que Ray Dalio também trata a Bridgewater como uma família. Pergunto-me se os escritores de livros de administração sabem mais do que ele sobre o assunto?

E há outro motivo para falar de questões mais humanas e pessoais aqui, em meio às perspectivas para 2020 e meu desejo de “Boas Festas”. Se você não estiver física, mental e sexualmente (sim, porque isso também é saúde e ninguém é de ferro) preparado, dificilmente você vai ser um bom investidor. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu gostaria de focar em três coisas, que marcaram bastante o ano de 2019 pra mim. 

A mais importante de todas talvez: gestão de egos. O seu próprio e o de sua equipe.  Lembre-se que, no mercado, você não é um gênio. Ninguém é. A verdadeira genialidade está em descobrir que não há genialidade alguma. Você só está num bull market. Se você teve um ano de excelente retornos (provável que sim), isso se deveu à sua própria competência em grande medida. Mas também decorreu bastante da sorte. Se você se achar o máximo, vai fazer besteira. Possivelmente, vai descalibrar seu portfólio, abandonar a diversificação, concentrar demais, se alavancar. Você vai errar uma hora. Todos erram. E isso pode ser fatal. Eu já tinha visto isso na pele com meu próprio pai na minha adolescência. Neste 2019, vi como gestor de equipe. Como o inchaço dos egos pode ser absolutamente destruidor para a própria pessoa, que passa a se contar uma história de heroísmo e entra, sem perceber, claro, em rota de colisão consigo mesma. É muito fácil acreditar nas narrativas de superioridade pessoal que contamos a nós mesmos. Eu, como gestor de equipe, me decepcionei com minha incapacidade de administrar egos neste ano. Está aí mais um de minha multiplicidade de defeitos. 

O segundo ponto está um pouco fora de moda. Paciência. Gosto de achar que sou vintage, um eufemismo para ultrapassado. Mas acho que as pessoas precisam voltar a valorizar a virtude. Falo no sentido aristotélico da coisa, em que a eudaimonia (bem-estar e felicidade) vem do desenvolvimento da excelência do caráter. A virtude estaria muitas vezes associada ao caminho do meio, contrariamente aos excessos dos vícios. Precisamos aprender a conviver com forças ambivalentes, encontrando o difícil limite entre ordem e caos, organização e criatividade, disciplina e espontaneidade, conservadorismo e reforma (não revolução), Dionísio e Apolo. Saber dar ao dinheiro e ao trabalho a grande importância que ele tem, sem, no entanto, contaminar valores e outras questões mais essenciais da vida. E que ele também não significa superioridade moral ou intelectual. Mais uma vez recorrendo à ironia de Taleb, invertendo a lógica do ditado clássico americano: “If you are so rich, why aren’t you so smart?” (Se você é tão rico, por que não é tão inteligente?). Ter mais dinheiro significa apenas que você tem mais dinheiro. Isso é ótimo, sim, mas não desdobra para seu caráter e suas demais virtudes pessoais. 

A última delas se refere à gratidão. Ela é a virtude das almas nobres, como definiu Esopo. É assim porque o sujeito grato não haverá de encontrar retribuição por nutrir aquilo consigo. Aliás, o maior prêmio da virtude é a própria virtude, em si, não há nada além. E como colocou Goethe: “A ingratidão é sempre uma forma de fraqueza. Nunca vi homens hábeis serem ingratos”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando eu me vejo sendo ingrato com alguém, costumo perguntar a mim mesmo: “Se essa pessoa à minha frente, que acaba de me fazer algum mal e me deixou irritado, nunca tivesse passado pela minha vida, eu estaria hoje melhor ou pior?”. Se aquela pessoa foi responsável por, em termos líquidos, uma melhora na minha condição como indivíduo (pessoal ou profissional), por que razão hei de nutrir algo negativo sobre ela? Só pode haver espaço para gratidão. 

Por isso, minhas últimas palavras a vocês três neste ano precisavam passar por isto: muito obrigado! Sem vocês, nada, absolutamente nada, seria possível. Só há uma coisa com que posso lhes retribuir: muito trabalho. 

Aproveito também para agradecer publicamente a todos os colaboradores da Empiricus. Vocês são espetaculares. Não há palavras para descrevê-los. E é absolutamente injusto que eu tenha me tornado o rosto da Empiricus. São vocês que deveriam estar à frente disso. Eu, quem sabe um dia, poderia ser digno apenas de apoiá-los em sua jornada. 

Para 2020, eu posso prometer uma Empiricus melhor e trazendo novidades com que vocês vão se surpreender. Cobrem-me por isso — se a faringite deixar, claro.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Boas festas a todos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

REPORTAGEM ESPECIAL

Oncoclínicas (ONCO3) tenta mais um resgate — agora com a Porto — enquanto perde CFO que lideraria o turnaround

17 de março de 2026 - 17:16

Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?

AFOGADA EM DÍVIDAS

CSN (CSNA3): com mais dívidas até 2027 que dinheiro em caixa, situação segue em deterioração, diz BB Investimentos

17 de março de 2026 - 15:04

Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco

CRÉDITO TRAVADO

Consignados do C6 Bank em xeque: INSS barra novos empréstimos — e banco terá que devolver R$ 300 milhões a aposentados

17 de março de 2026 - 11:07

Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça

O PIOR FICOU PARA TRÁS

Natura (NATU3) reverte prejuízo, lucra R$ 186 milhões no 4T25, demite 1.400 funcionários e relança Avon; agora vai?

17 de março de 2026 - 11:02

O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente

FICOU PARA FORA DO CAMPO

Brava Energia (BRAV3) tem compra de ativos cancelada após decisão da Petrobras (PETR4); entenda

17 de março de 2026 - 9:35

A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados

SEM SAÍDA?

Fim da linha: Banco Central decreta liquidação do Banco Master Múltiplo

17 de março de 2026 - 8:23

Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo

REORGANIZAÇÃO

O novo modelo de administração da Cury (CURY) após 35 anos terá dois copresidentes

16 de março de 2026 - 19:55

A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração

DE VOLTA PARA A DONA

Petrobras (PETR4) vai às compras e paga US$ 450 milhões por fatia da Petronas em dois campos

16 de março de 2026 - 19:45

Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio

CHUVA DE PROVENTOS

Dividendos e JCP: saiba quando Itaúsa (ITSA3) pagará R$ 1,3 bilhão aos acionistas

16 de março de 2026 - 19:38

O anúncio da distribuição do JCP acontece quando a Itaúsa está nas máximas históricas, após saltar 57% nos últimos 12 meses

RELAÇÃO MAIS PRÓXIMA

Nubank recebe aprovação unânime para fazer parte da Febraban

16 de março de 2026 - 18:02

A sugestão do Nubank para integrar a instituição foi uma recomendação do conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): mesmo com concorrência sem misericórdia e poucos gatilhos à vista, ação guarda oportunidade rara, diz Itaú BBA

16 de março de 2026 - 15:33

Concorrência crescente no e-commerce exige gastos maiores do Mercado Livre, pressiona margens no curto prazo e leva Itaú BBA a revisar projeções

NÃO DÁ PARA IGNORAR

Embraer (EMBJ3) está barata demais, e Itaú BBA vê ponto de entrada atrativo para o investidor

16 de março de 2026 - 14:35

Depois de atingir o menor valor em quatro anos na última sexta-feira (13), banco acredita que é hora de colocar os papéis da fabricante de aeronaves na carteira; entenda os motivos para isso

ANOTE NA AGENDA

JCP da Multiplan (MULT3): confira quando a empresa vai pagar R$ 110 milhões aos acionistas

16 de março de 2026 - 13:35

O valor total bruto a ser distribuído é equivalente a R$ 0,22515694882 por ação, sujeito à retenção do imposto de renda na fonte

ATENÇÃO, ACIONISTA!

Dividendos e JCP: Petrobras (PETR4) atualiza a segunda parcela de proventos; confira a correção

16 de março de 2026 - 12:01

O pagamento ocorrerá no dia 20 de março de 2026 e farão jus a esse provento acionistas com posição na companhia em 22 de dezembro de 2025

DE NOVO

Vem mais uma recuperação aí? Lupatech (LUPA3), fabricante para o setor de óleo e gás, busca medida cautelar de urgência, e ações caem na bolsa

16 de março de 2026 - 10:52

A companhia, que saiu de uma recuperação judicial três anos atrás possui negócios na produção de cabos, válvulas industriais e outros materiais, principalmente para o setor de exploração de petróleo e gás

VEJA QUAL É O POTENCIAL

Petrobras (PETR4) no topo? Ainda não: BTG acha que ação pode mais e eleva recomendação para compra

16 de março de 2026 - 10:30

O banco elevou a recomendação para a ação da Petrobras de neutro para compra, e o novo preço-alvo representa um potencial de alta de 25 em relação ao preço do último fechamento

OUTRA BOIA SALVA-VIDAS?

Em meio à crise, Oncoclínicas (ONCO3) aposta em aliança de até R$ 1 bilhão com a Porto (PSSA3); CFO renuncia

16 de março de 2026 - 9:59

Parceria prevê nova empresa para reunir cerca de 200 clínicas, enquanto grupo negocia dívidas e troca o comando financeiro

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Nem roxinho, nem laranjinha: Revolut quer tirar o sono do Nubank e dos bancões para se tornar a ‘conta óbvia’ do brasileiro, afirma CEO

16 de março de 2026 - 6:07

Ao Seu Dinheiro, Glauber Mota afirma que o modelo da fintech não depende do crédito para crescer e aposta na escala global e em serviços financeiros para disputar espaço no Brasil

PLANO DE SOBREVIVÊNCIA

Depois de prejuízo bilionário, Correios apertam o cinto e renegociam quase toda a dívida com fornecedores

15 de março de 2026 - 14:01

Com 98,2% dos débitos revistos, estatal economizou R$ 321 milhões enquanto tenta se recuperar da maior crise financeira de sua história

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar