Menu
2019-10-21T11:50:31-03:00
Você está entre eles?

Brasil ganhou 42 mil novos milionários em 2019

Pesquisa do Credit Suisse também mostra que o número de ultra ricos, aqueles com mais de US$ 50 milhões, subiu em 860 no país. Alta só foi menor que a vista nos EUA

21 de outubro de 2019
11:26 - atualizado às 11:50
brasil ranking
Imagem: Shutterstock

O Brasil ganhou 42 mil novos milionários entre 2018 e 2019 segundo a décima edição do Global Wealth Report, feita pelo Credit Suisse Research Institute. E esse número deve continuar aumentando já que a projeção é de um aumento de 23% no número de milionários até 2024, dos atuais 259 mil para 319 mil. Em 2010, o país tinha apenas 36 mil deles.

É considerado milionário aquele com ativos avaliados em mais de US$ 1 milhão (imóvel principal fora), ou algo como R$ 4,1 milhões. O relatório também chama atenção para o aumento no número de ultra ricos, ou “Ultra High Net Worth -UHNW”, aqueles com mais de US$ 50 milhões, que foi 860 no ano passado. Segunda maior alta entre os países pesquisados, perdendo apenas para os EUA, com aumento de 4,2 mil.

Segundo o Credit Suisse, a riqueza global teve uma alta modesta de 2,6% no ano passado, totalizando US$ 360 trilhões. Já riqueza por adulto atingiu novo recorde de US$ 70.850, ficando 1,2% acima do nível observado em meados de 2018. As principais contribuições para o crescimento da riqueza global vieram dos EUA (US$ 3,8 trilhões), da China (US$ 1,9 trilhão) e da Europa (US$ 1,1 trilhão). Valorização dos ativos não financeiros foi o principal motor para o aumento da riqueza.

Concentração e prosperidade

Segundo o estudo, mais da metade dos adultos do mundo, 2,9 bilhões de pessoas, tem riqueza inferior a US$ 10 mil, enquanto cerca de 1% dos milionários concentram 44% de toda a renda global. Ainda assim, o Credit Suisse aponta que tendência de concentração de renda teve breve redução, depois do pico registrado em 2016.

Aqui no Brasil, a estimativa é de que o 1% mais rico da população detém 49% de toda a riqueza familiar do país. Já a proporção de brasileiros com riqueza inferior a US$ 10 mil é maior do que a observada no mundo todo, com 70% ante 57%.

Ainda no Brasil, desde 2010, a riqueza média caiu 3% em dólares americanos, até chegar ao patamar atual de US$ 23.550 mil. Os ativos financeiros respondem por 49% do patrimônio bruto das famílias brasileiras.

Olhando outro recorde de renda global, o número de pessoal com US$ 10 mil a US$ 100 mil teve o maior crescimento do século, saindo de 514 milhões de pessoas no ano 2000 para 1,7 bilhão em meados de 2019.

Segundo o estudo, esse aumento reflete a prosperidade das economias emergentes, especialmente a China, e um aumento da classe média no mundo em desenvolvimento. A renda média desse grupo é de US$ 33.530 e os ativos totais são de US$ 55,7 trilhões.

No mundo

O Credit Suisse estima que há 46,8 milhões de milionários ao redor do mundo, um alta de 1,1 milhão no comparativo atual. Os EUA concentram 40% deles e a China 10%.

No quesito riqueza por adulto, a Suíça lidera a lista (US$ 17.790), seguida dos Estados Unidos (US$ 11.980), do Japão (US$ 9.180) e dos Países Baixos (US$ 9.160).

De volta aos ultra ricos, o relatório estima que 55.920 adultos tinham um patrimônio de pelo menos US$ 100 milhões, enquanto 4.830 tinham ativos líquidos em valor superior a US$ 500 milhões.

A América do Norte domina a composição regional, com 84.050 membros (50%). A Europa contabiliza 33.550 (20%). O número de ultra ricos que vivem em países da região da Ásia-Pacífico, com exceção da China e da Índia, chega a 22.660 (14%).

O estudo projeta um aumento de 27% na riqueza global nos próximos cinco anos, chegando a US$ 459 trilhões até 2024. Os países de renda baixa e média são responsáveis por 38% do crescimento, embora respondam por apenas 31% da riqueza atual.

O número de milionários também aumentará consideravelmente nos próximos cinco anos, chegando perto de 63 milhões. Enquanto o número de pessoas de altíssima renda atingirá 234 mil.

Mulheres

O patrimônio das mulheres cresceu em relação ao dos homens na maioria dos países, resultado da crescente participação feminina na força de trabalho e da divisão mais proporcional da riqueza.

Segundo o estudo, tradicionalmente, a herança tem sido uma fonte de riqueza mais importante para as mulheres do que para os homens – em parte porque rendas mais baixas limitaram o acúmulo por conta própria, em parte porque elas ficaram viúvas e também porque as mulheres herdeiras aproveitam a herança por mais tempo do que os homens herdeiros, uma vez que elas tendem a viver mais.

Millennials

Segundo o estudo, o grupo dos millennials (nascidos entre 1981 e 1996) não tem muita sorte. Como se não bastasse eles terem sido atingidos na juventude pela crise financeira global e pelas poucas perspectivas de trabalho que se seguiram, ele enfrentam em muitos países a desvantagem dos altos preços dos imóveis, dos juros baixos e da baixa renda, o que dificulta a aquisição da casa própria e a formação de patrimônio.

Embora enfrentem muitas desvantagens aparentes, esse grupo pode contar com herança e ajuda financeira dos pais. Mas o aumento esperado no patrimônio herdado traz consequências para a distribuição de riqueza e a desigualdade tanto em países desenvolvidos quanto em economias emergentes.

A íntegra do relatório está aqui.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

medida anticrise

Trump anuncia pacote de US$ 13 bi de ajuda a agricultores dos EUA

Dados divulgados pelo USDA, no início deste mês, mostraram que os pagamentos do governo devem aumentar 66% este ano, para um recorde anual de US$ 37,2 bilhões

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta sexta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

depois de alta expressiva

Magazine Luiza anuncia operação para tornar ações mais acessíveis

Empresa vai promover um desdobramento de ações; só neste ano MGLU3 já têm ganhos de 86%, a R$ 88

MERCADOS AGORA

Indefinição das bolsas internacionais faz Ibovespa se firmar em queda; dólar sobe

Cautela dos investidores internacionais deixa os mercados sem fôlego para sustentar uma alta expressiva. No Brasil, foco está nos ruídos políticos que chegam de Brasília

disputa tecnológica

EUA anunciam proibição de TikTok e WeChat no País a partir de domingo

TikTok ainda tem até o dia 12 de novembro para firmar acordo para venda das operações no país

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements