Menu
2019-09-27T16:35:00-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
A pauta é IGP-M

Inflação do aluguel cai 0,01% em setembro, diz FGV

No ano, o IGP-M acumulou elevação de 4,09% e, em 12 meses, passou de 4,95% até agosto para 3,37% no período até setembro

27 de setembro de 2019
9:49 - atualizado às 16:35
Aluguel ou compra de imóvel
Aluguel - Imagem: Shutterstock

A Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou hoje que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecida como a inflação do aluguel, caiu 0,01% em setembro. O resultado do mês reduz o ritmo de queda que vinha acompanhando o índice e que havia registrado um recuo de 0,67% em agosto.

No ano, o IGP-M acumulou elevação de 4,09% e, em 12 meses, passou de 4,95% até agosto para 3,37% no período até setembro.

  • Veja agora: Pela primeira vez em 42 anos, um dos maiores grafistas do Brasil vai revelar seus segredos para ganhar no mercado de criptomoedas. Leia mais aqui

Influência

O resultado do IGP-M foi composto por uma queda do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), de 0,09%, também menos intensa do que no mês anterior (-1,14%), e no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), de 0,04% (ante alta de 0,23%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), avançou de 0,34% para 0,60% entre agosto e setembro. O IPA industrial seguiu com a tendência de deflação, embora também em ritmo reduzido: de 1,31% em agosto para 0,61% nesta divulgação. Em 12 meses, o setor tem alta de 3,63% nos preços e, no acumulado do ano, de 4,32%.

A menor do mês desde 2005

Ainda que tenha reduzido a deflação frente a agosto, o IGP-M de setembro registrou a menor taxa para o mês desde 2005 (-0,53%), diz o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulga o índice.

Braz acrescenta que a taxa próxima da estabilidade tampouco significa uma piora do cenário de inflação. Segundo o economista, tanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) quanto o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) devem fechar o ano próximos de 3,50%, o que também indica um desempenho do IGP-M bem aquém de 2018 (7,54%).

No nono mês, segundo Braz, a deflação menor do IGP-M frente a agosto foi influenciada pela queda menos intensa de minério de ferro (-7,47% para -6,86%), e pela aceleração de soja (1,80% para 8,12%) e de derivados, como o farelo (-2,19% para 0,23%), assim como de milho (-2,82% para 0,38%). No caso dos grãos, o economista avalia que o encarecimento tem relação com a redução da oferta global.

Já houve também aumento de óleo diesel, de -0,57% para 3,56%, e de óleos lubrificantes (-0,21% para 1,17%), como resultado do reajuste de alta da Petrobras após o ataque a refinarias na Arábia Saudita.

Esse tem sido um dos únicos impactos da depreciação cambial sobre os preços, mesmo no atacado, diz Braz. O dólar médio subiu 5,28% entre agosto e setembro, mas o economista diz que o repasse tem sido muito limitado pela demanda fraca. "Pode ter alguma influência também sobre a aceleração de grandes commodities e de minério de ferro, mas não é a causa predominante."

Outubro

Em outubro, a expectativa de Braz é de que o IGP-M volte a subir, com a continuidade dos aumentos de combustíveis, grãos e também com a expectativa de redução da deflação de alimentos in natura, tanto no IPA quanto no IPC, que registram recuo de 0,09% e 0,04% em setembro, respectivamente. Nesta sexta-feira, a Petrobras anunciou outro reajuste de gasolina, de 2,50%. No IPC de setembro, o derivado de petróleo ainda teve queda de 0,53%, após -0,43%.

"A gasolina deve ser uma pressão para outubro, como reflexo dos desdobramentos do ataque na Arábia Saudita, mas não deve ter fôlego para dominar o mês todo. Não será algo destacado, porque os aumentos não foram grandes, mas vai contribuir para aceleração do IPC e do IPA", avalia Braz.

A perspectiva de continuidade de encarecimento de grãos também deve se refletir em proteínas, acrescenta Braz, porque a soja é matéria-prima para a ração bovina e o milho, para a de frango.

*Com Estadão Conteúdo.
Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Entrevista

‘Desemprego alto e déficit público nos deixam cautelosos’, diz presidente da Whirlpool

CEO da fabricante das marcas Consul e Brastemp diz estar cauteloso para investir em produção e em relação à sustentabilidade da demanda, por conta de desemprego e da situação fiscal

Mercadores da noite

Bolsa, dólar e juros subindo: qual dos três está mentindo?

Quando a Bolsa, o dólar e as taxas de juros estão subindo ao mesmo tempo, um dos três está mentindo – qual deles será e o que fazer?

Infraestrutura

Novo marco legal para ferrovias vai a votação no Senado na próxima semana

Legislação promete organizar regras do setor e permitir novos formatos para a atração de investimentos privados

Telecomunicações

Operadoras cobram transparência do governo na definição da tecnologia 5G

Teles se dizem preocupadas com as “incertezas” relativas ao processo, depois de governo sinalizar banimento da chinesa Huawei

Recorde

Estrangeiros põem R$ 30 bilhões na bolsa brasileira em novembro

Trata-se de recorde de entrada de recursos estrangeiros em um mês, impulsionado pela migração de recursos para bolsas emergentes; movimento por aqui, porém, pode ser passageiro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies