🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Dia de cautela

Antes da luta decisiva dos juros, os mercados preferiram aprimorar a defesa — e derrubaram o Ibovespa

A expectativa em relação às decisões de política monetária do Fed e do BC, amanhã, deu um viés de precaução ao Ibovespa e às bolsas americanas

Victor Aguiar
Victor Aguiar
30 de julho de 2019
10:33 - atualizado às 9:44
Equipamento de boxe
Preocupado com eventuais surpresas com o Fed amanhã, o Ibovespa e as bolsas americanas ficaram na defensiva e fecharam em baixaImagem: Shutterstock

Wall Street está tomada de cartazes e letreiros luminosos. "A luta dos juros" é o assunto do momento entre os agentes financeiros — e a expectativa para esse duelo, marcado para quarta-feira (31), traz ampla ansiedade aos mercados globais, inclusive o Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No córner azul, estará o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A instituição decidirá, na tarde de amanhã, a nova taxa de juros do país, e as casas de aposta indicam o favoritismo do cenário de corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, há quem esteja colocando dinheiro em cenários diferentes.

No córner vermelho, estarão os mercados globais, que passaram os últimos dias treinando para não serem pegos de surpresa. Afinal, o Fed possui um amplo leque de movimentos — jabs, diretos, cruzados, ganchos, esquivas —, e os agentes financeiros não querem ser nocauteados por um golpe inesperado.

Assim, os agentes financeiros preferiram promover os últimos ajustes na estratégia nesta terça-feira (30), véspera da luta decisiva. E a maior parte desse último treinamento foi dedicada ao aprimoramento da defesa: tanto as bolsas americanas quanto o Ibovespa encerraram o pregão em queda, refletindo a cautela dos mercados antes de subir ao ringue.

O principal índice acionário brasileiro fechou em baixa de 0,53%, aso 102.932,76 pontos — na mínima do dia, o Ibovespa chegou a cair 0,86%, aos 102.596,13 pontos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,09%), o S&P 500(-0,26%) e o Nasdaq (-0,24%) seguiram tendência semelhante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dólar à vista também refletiu essa preocupação: a moeda americana terminou a sessão em alta de 0,22%, a R$ 3,7915 — no momento de maior tensão, a divisa tocou os R$ 3,7992 (+0,43%).

Leia Também

Eye of the Tiger

A luta de amanhã é especialmente importante para os mercados porque há ampla expectativa de corte de juros por parte da autoridade monetária americana, o que, se confirmado, representará o primeiro movimento de redução nas taxas dos EUA em uma década.

No meio do mês, os agentes financeiros até chegaram a apostar que o BC americano poderia ser agressivo e promover um ajuste mais amplo, de 0,50 ponto percentual nos juros. No entanto, com a economia do país não dando sinais mais intensos de fraqueza — e com o Banco Central Europeu (BCE) hesitando em reduzir as taxas na região —, esse cenário parece bem menos provável.

Assim, os mercados sobem ao ringue esperando que o primeiro golpe a ser desferido pelo Fed seja um cruzado de 0,25 ponto percentual. No entanto, após esse primeiro ataque, não há consenso quanto ao que a autoridade monetária poderá fazer daí em diante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Um corte de juros de 0,25 pelo Fed parece bem definido", diz Victor Candido, economista da Journey Capital. No entanto, ele pondera que as sinalizações a serem dadas a respeito dos próximos passos da política monetária — quando e se ocorrerão novos ajustes negativos, e em qual intensidade — também são fatores muito importantes para os mercados.

Afinal, os juros são fatores fundamentais na tomada de decisão dos agentes financeiros: taxas mais baixas diminuem a atratividade dos investimentos em renda fixa e estimulam a tomada de risco pelos mercados. Nesse cenário, as ações e ativos de países emergentes acabam ficando mais interessantes, já que tendem a oferecer retornos mais altos.

De qualquer maneira, os mercados optaram por diminuir um pouco suas posições em bolsa nesta terça-feira, de modo a ficarem menos expostos a eventuais surpresas por parte do Fed — o que fez o Ibovespa retornar ao nível dos 102 mil pontos.

Mas, no Brasil, os mercados irão enfrentar mais uma luta amanhã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo round

O Banco Central do Brasil também divulgará amanhã sua decisão a respeito da taxa Selic, por volta das 18h — portanto, poucas horas depois de o Fed publicar suas diretrizes de política monetária, às 15h. E, assim como o BC americano, o Copom também pode desferir diversos golpes diferentes.

Por aqui, as casas de aposta também indicam que um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros é o cenário mais provável para a luta de amanhã. Só que os agentes financeiros locais parecem mais preocupados quanto à imprevisibilidade dos movimentos do BC.

Um movimento mais agressivo, de corte de 0,50 ponto percentual, não está completamente descartado. No entanto, também não está fora de cogitação uma postura pacifista do Copom, mantendo a Selic nos atuais 6,5% ao ano. "O BC tem condição de não fazer nada, dada a comunicação. Tem espaço para tudo", diz Candido.

E, assim como no caso do Fed, as sinalizações a respeito dos próximos passos também serão fundamentais para definir o comportamento dos ativos brasileiros — seja o Ibovespa, o dólar à vista ou a curva de juros — daqui para frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, o dólar à vista teve mais um dia de alta, aproximando-se do nível dos R$ 3,80, também impulsionado pelos ganhos da moeda americana no exterior em relação a quase todas as divisas do mundo. As curvas de juros, por sua vez, ficaram perto da estabilidade, tanto na ponta curta quanto na longa, com os mercados optando por aguardar pela definição da luta antes de promover ajustes mais intensos de posição.

Nesse contexto, os DIs para janeiro de 2020 caíram de 5,57% para 5,56%, enquanto as com vencimento em janeiro de 2021 recuaram de 5,43% para 5,42%. Na ponta longa, as curvas para janeiro de 2023 ficaram estáveis em 6,30%, e as com vencimento em janeiro de 2025 tiveram baixa de 6,85% para 6,83%.

Treino intenso

Enquanto se prepara para a luta de amanhã, o Ibovespa usou o noticiário corporativo e a temporada de balanços como ferramentas para ajustar posições e se preparar de maneira definitiva. Quanto aos resultados trimestrais, duas empresas que compõem o Ibovespa reportaram seus números recentemente: Itaú Unibanco e Multiplan.

O banco encerrou o período entre abril e junho deste ano com lucro de R$ 7,034 bilhões, um avanço de 10,2% na base anual — apesar disso, os papéis PN da instituição (ITUB4) recuaram 3,32%. O dia foi marcado pelo mau desempenho das ações do setor bancário: Bradesco ON (BBDC3) teve baixa de 1,74%, Bradesco PN (BBDC4) caiu 2,07% e as units do Santander Brasil fecharam em queda de 3,10%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a operadora de shoppings reportou baixa de 20,9% em seu lucro, para R$ 115,2 milhões, mas viu sua receita líquida avançar 6% na mesma base de comparação, para R$ 324,8 milhões. Nesse cenário, os ativos ON (MULT3) da companhia subiram 1,53% neste momento.

Ainda dentro do Ibovespa, destaque para o bom desempenho das ações mais expostas à economia doméstica, caso de GPA PN (PCAR4), em alta de 3,86%, Ecorodovias ON (ECOR3), com valorização de 2,00%, e MRV ON (MRVE3), com ganho de 2,40%, entre outras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar