🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Dia de cautela

Antes da luta decisiva dos juros, os mercados preferiram aprimorar a defesa — e derrubaram o Ibovespa

A expectativa em relação às decisões de política monetária do Fed e do BC, amanhã, deu um viés de precaução ao Ibovespa e às bolsas americanas

Victor Aguiar
Victor Aguiar
30 de julho de 2019
10:33 - atualizado às 9:44
Equipamento de boxe
Preocupado com eventuais surpresas com o Fed amanhã, o Ibovespa e as bolsas americanas ficaram na defensiva e fecharam em baixaImagem: Shutterstock

Wall Street está tomada de cartazes e letreiros luminosos. "A luta dos juros" é o assunto do momento entre os agentes financeiros — e a expectativa para esse duelo, marcado para quarta-feira (31), traz ampla ansiedade aos mercados globais, inclusive o Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No córner azul, estará o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A instituição decidirá, na tarde de amanhã, a nova taxa de juros do país, e as casas de aposta indicam o favoritismo do cenário de corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, há quem esteja colocando dinheiro em cenários diferentes.

No córner vermelho, estarão os mercados globais, que passaram os últimos dias treinando para não serem pegos de surpresa. Afinal, o Fed possui um amplo leque de movimentos — jabs, diretos, cruzados, ganchos, esquivas —, e os agentes financeiros não querem ser nocauteados por um golpe inesperado.

Assim, os agentes financeiros preferiram promover os últimos ajustes na estratégia nesta terça-feira (30), véspera da luta decisiva. E a maior parte desse último treinamento foi dedicada ao aprimoramento da defesa: tanto as bolsas americanas quanto o Ibovespa encerraram o pregão em queda, refletindo a cautela dos mercados antes de subir ao ringue.

O principal índice acionário brasileiro fechou em baixa de 0,53%, aso 102.932,76 pontos — na mínima do dia, o Ibovespa chegou a cair 0,86%, aos 102.596,13 pontos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,09%), o S&P 500(-0,26%) e o Nasdaq (-0,24%) seguiram tendência semelhante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dólar à vista também refletiu essa preocupação: a moeda americana terminou a sessão em alta de 0,22%, a R$ 3,7915 — no momento de maior tensão, a divisa tocou os R$ 3,7992 (+0,43%).

Leia Também

Eye of the Tiger

A luta de amanhã é especialmente importante para os mercados porque há ampla expectativa de corte de juros por parte da autoridade monetária americana, o que, se confirmado, representará o primeiro movimento de redução nas taxas dos EUA em uma década.

No meio do mês, os agentes financeiros até chegaram a apostar que o BC americano poderia ser agressivo e promover um ajuste mais amplo, de 0,50 ponto percentual nos juros. No entanto, com a economia do país não dando sinais mais intensos de fraqueza — e com o Banco Central Europeu (BCE) hesitando em reduzir as taxas na região —, esse cenário parece bem menos provável.

Assim, os mercados sobem ao ringue esperando que o primeiro golpe a ser desferido pelo Fed seja um cruzado de 0,25 ponto percentual. No entanto, após esse primeiro ataque, não há consenso quanto ao que a autoridade monetária poderá fazer daí em diante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Um corte de juros de 0,25 pelo Fed parece bem definido", diz Victor Candido, economista da Journey Capital. No entanto, ele pondera que as sinalizações a serem dadas a respeito dos próximos passos da política monetária — quando e se ocorrerão novos ajustes negativos, e em qual intensidade — também são fatores muito importantes para os mercados.

Afinal, os juros são fatores fundamentais na tomada de decisão dos agentes financeiros: taxas mais baixas diminuem a atratividade dos investimentos em renda fixa e estimulam a tomada de risco pelos mercados. Nesse cenário, as ações e ativos de países emergentes acabam ficando mais interessantes, já que tendem a oferecer retornos mais altos.

De qualquer maneira, os mercados optaram por diminuir um pouco suas posições em bolsa nesta terça-feira, de modo a ficarem menos expostos a eventuais surpresas por parte do Fed — o que fez o Ibovespa retornar ao nível dos 102 mil pontos.

Mas, no Brasil, os mercados irão enfrentar mais uma luta amanhã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo round

O Banco Central do Brasil também divulgará amanhã sua decisão a respeito da taxa Selic, por volta das 18h — portanto, poucas horas depois de o Fed publicar suas diretrizes de política monetária, às 15h. E, assim como o BC americano, o Copom também pode desferir diversos golpes diferentes.

Por aqui, as casas de aposta também indicam que um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros é o cenário mais provável para a luta de amanhã. Só que os agentes financeiros locais parecem mais preocupados quanto à imprevisibilidade dos movimentos do BC.

Um movimento mais agressivo, de corte de 0,50 ponto percentual, não está completamente descartado. No entanto, também não está fora de cogitação uma postura pacifista do Copom, mantendo a Selic nos atuais 6,5% ao ano. "O BC tem condição de não fazer nada, dada a comunicação. Tem espaço para tudo", diz Candido.

E, assim como no caso do Fed, as sinalizações a respeito dos próximos passos também serão fundamentais para definir o comportamento dos ativos brasileiros — seja o Ibovespa, o dólar à vista ou a curva de juros — daqui para frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, o dólar à vista teve mais um dia de alta, aproximando-se do nível dos R$ 3,80, também impulsionado pelos ganhos da moeda americana no exterior em relação a quase todas as divisas do mundo. As curvas de juros, por sua vez, ficaram perto da estabilidade, tanto na ponta curta quanto na longa, com os mercados optando por aguardar pela definição da luta antes de promover ajustes mais intensos de posição.

Nesse contexto, os DIs para janeiro de 2020 caíram de 5,57% para 5,56%, enquanto as com vencimento em janeiro de 2021 recuaram de 5,43% para 5,42%. Na ponta longa, as curvas para janeiro de 2023 ficaram estáveis em 6,30%, e as com vencimento em janeiro de 2025 tiveram baixa de 6,85% para 6,83%.

Treino intenso

Enquanto se prepara para a luta de amanhã, o Ibovespa usou o noticiário corporativo e a temporada de balanços como ferramentas para ajustar posições e se preparar de maneira definitiva. Quanto aos resultados trimestrais, duas empresas que compõem o Ibovespa reportaram seus números recentemente: Itaú Unibanco e Multiplan.

O banco encerrou o período entre abril e junho deste ano com lucro de R$ 7,034 bilhões, um avanço de 10,2% na base anual — apesar disso, os papéis PN da instituição (ITUB4) recuaram 3,32%. O dia foi marcado pelo mau desempenho das ações do setor bancário: Bradesco ON (BBDC3) teve baixa de 1,74%, Bradesco PN (BBDC4) caiu 2,07% e as units do Santander Brasil fecharam em queda de 3,10%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a operadora de shoppings reportou baixa de 20,9% em seu lucro, para R$ 115,2 milhões, mas viu sua receita líquida avançar 6% na mesma base de comparação, para R$ 324,8 milhões. Nesse cenário, os ativos ON (MULT3) da companhia subiram 1,53% neste momento.

Ainda dentro do Ibovespa, destaque para o bom desempenho das ações mais expostas à economia doméstica, caso de GPA PN (PCAR4), em alta de 3,86%, Ecorodovias ON (ECOR3), com valorização de 2,00%, e MRV ON (MRVE3), com ganho de 2,40%, entre outras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar