O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com as decisões de política monetária do Fed e do Copom no horizonte, os mercados preferiram não abrir espaço para maus agouros e reduziram a exposição ao risco. O Ibovespa perdeu força e fechou em queda
O mercado é cheio das superstições. Tem aquela história do sell in May and go away — algo como "venda em maio e vá embora" —, um misto de piada e crença que parte do pressuposto de que o quinto mês do ano nunca é bom para os investimentos em bolsa. Bom, se você se lembra bem, sabe que o Ibovespa quebrou essa maldição em 2019.
Hoje, sexta-feira 13, mostrou mais uma vez que os agentes financeiros não acreditam em bruxas, mas que elas existem, existem. Afinal, semana que vem será muito importante para os ativos globais — assim, é melhor ter cuidado e não se expor a riscos desnecessários.
Com medo de maus agouros, o Ibovespa cedeu a um movimento de realização de lucros durante a tarde, fechando o pregão dessa sexta 13 em queda de 0,83%, aos 103.501,18 pontos. Com isso, o índice reduziu bem os ganhos registrados desde segunda-feira, terminando a semana com alta acumulada de apenas 0,55%.
O dólar à vista seguiu por um caminho semelhante ao do Ibovespa: a moeda americana passou a primeira metade da sessão oscilando ao redor da estabilidade, mas, durante a tarde, passou a subir em relação ao real, fechando em alta de 0,66%, a R$ 4,0865. A divisa, assim, terminou a semana com ganho acumulado de 0,16%.
O saldo modesto ao fim desta sexta-feira mostra que os agentes financeiros estão preocupados com os eventos da próxima semana. Na quarta-feira (18), o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e o Copom divulgam suas decisões de juros — e o mercado tem medo de surpresas.
No front doméstico, há a percepção praticamente unânime de que o Banco Central irá promover um novo corte de 0,5 ponto na Selic, levando-a a um novo piso histórico de 5,5% ao ano. Mas, nos Estados Unidos, a situação é mais nebulosa.
Leia Também
Por um lado, os mercados acreditam que o Fed deve continuar reduzindo as taxas de juros do país, de modo a estimular a economia local e evitar eventuais impactos mais fortes da guerra comercial por lá. Mas, por outro, os dados econômicos dos EUA ainda não sinalizam uma perda de tração mais relevante na atividade local.
Assim, a dúvida fica no ar: o que o Fed irá fazer? Como os mais recentes desdobramentos das disputas entre EUA e China irão afetar a decisão da instituição? O recente pacote de estímulos anunciado pelo Banco Central Europeu irá influenciar o BC americano?
Com essas questões em mente, e ciente que a sexta-feira 13 pode trazer más vibrações para o futuro, o mercado não hesitou e ajustou suas posições, diminuindo a exposição aos maus-olhados.
Vai que...
No exterior, a semana foi marcada pela queda nas tensões entre Washington e Pequim. O governo chinês anunciou a isenção de 16 tipos de produtos americanos da lista de sobretaxas de importação, enquanto a administração Trump adiou para 15 de outubro o início da cobrança de novas tarifas sobre produtos chineses.
O tom mais amistoso assumido pelas duas partes trouxe alívio aos agentes financeiros, que enxergaram essas movimentações como um indício de que EUA e China não querem entrar numa espiral ascendente de atritos comerciais.
Vale lembrar que os governos de ambos os países definiram que uma nova rodada formal de negociações irá ocorrer no começo de outubro, e esses sinais mais amenos também reacenderam a esperança de que algum tipo de acerto poderá ser atingido a partir desses diálogos — notícias de que a administração americana estaria cogitando um possível "acordo interino" chegaram a circular nos últimos dias.
Nesse cenário, as bolsas americanas acumularam desempenho positivo nesta semana: desde segunda-feira, o Dow Jones teve ganho de 1,57%, o S&P 500 avançou 0,96% e o Nasdaq subiu 0,91%. O Ibovespa, assim, não ficou muito distante dos pares americanos, mas, até ontem, o índice brasileiro tinha alta de mais de 1%.
Um segundo fator também foi bem recebido pelos mercados: o pacote de estímulos lançado pelo BCE. A autoridade monetária da zona do euro anunciou, na última quinta-feira, uma série de medidas para tentar reaquecer a atividade no velho continente, que dá sinais de fraqueza há algum tempo.
O pacote foi comemorado porque o mercado mostrava-se hesitante quanto ao BCE. Na última reunião, em julho, a instituição deu indícios de que não via urgência para lançar mão de estímulos extras à economia da região — assim, havia o temor de que o órgão poderia novamente assumir uma postura semelhante.
Agora, o Banco Central Europeu passou a bola para o Fed: as atenções dos agentes financeiros estarão voltadas à autoridade monetária americana até a próxima quarta-feira, data em que a instituição revelará seus próximos passos. E não há firmeza quanto ao que o BC americano poderá fazer.
Assim, os mercados optaram por reduzir a exposição ao risco nesta sexta-feira 13, derrubando o Ibovespa durante a tarde. Com tanta coisa em jogo — e com a guerra comercial sempre podendo passar por uma nova onda de deterioração —, é melhor prevenir do que remediar.
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa