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Guerra comercial

Trump adia aplicação de tarifas comerciais e China mostra satisfação com a medida

Horas antes, a China havia anunciado a isenção de 16 tipos de produtos dos EUA de tarifas extras por um ano, a partir do dia 17

12 de setembro de 2019
8:00 - atualizado às 8:29
China/ EUA/ Guerra comercial
Imagem: Shutterstock

Donald Trump usou o seu Twitter na noite desta quarta-feira (11) para anunciar que irá adiar a aplicação de tarifas adicionais a cerca de US$ 250 bilhões em produtos chineses. Antes programada para ter início no dia 1º de outubro, as tarifas só passarão a valer no dia 15 do mesmo mês.

Nas publicações, Trump diz que a iniciativa foi um 'gesto de boa vontade' e que atende um  um pedido do vice-primeiro-ministro chinês Liu He, uma vez que 1º de outubro marca o 70º aniversário da fundação da República Popular da China.

Horas antes, a China havia anunciado a isenção de 16 tipos de produtos dos EUA de tarifas extras por um ano, a partir do dia 17.

Nesta quinta-feira (12), o Ministério de Comércio da China expressou satisfação com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar um aumento de tarifas sobre algumas importações chinesas, antes de equipes de médio escalão realizarem uma reunião preparatória para a próxima rodada de negociações bilaterais, prevista para outubro.

Segundo o porta-voz do ministério, Gao Feng, as empresas chinesas começaram a fazer levantamentos de preços de bens agrícolas americanos. Pequim suspendeu as compras desses produtos em agosto, quando a relação comercial entre os dois países sofreu forte deterioração.
Os levantamentos de preços, que podem levar os chineses a retomar as compras de produtos agrícolas dos EUA, incluem itens como soja e carne suína.

Segundo Gao, que falou durante coletiva de imprensa semanal, a possível retomada de compras de bens agrícolas pela China não é "uma moeda de troca" nas discussões comerciais.

*Com Estadão Conteúdo
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