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A redução da potência fiscal da reforma da Previdência no Senado, somada à aversão ao risco lá fora, fez o Ibovespa cair ao nível dos 101 mil pontos
Os mercados tinham um plano infalível para finalmente capturar as máximas do Ibovespa. Confiantes na aprovação sem percalços da reforma da Previdência e na reação das economias globais após a rodada de corte de juros nos mundos, os agentes financeiros subiram um foguete da ACME — e estavam indo para o alto.
Tudo parecia estar correndo perfeitamente bem — e, no fim do mês passado, o principal índice da bolsa brasileira chegou a encostar no pico histórico, de 105.817,06 pontos. Só que, neste início de outubro, o rojão começou a falhar.
A Previdência foi desidratada, a economia americana deu sinais de fraqueza, o Brexit trouxe preocupação à Europa, o cenário político dos Estados Unidos continuou cheio de incertezas... uma conjunção de fatores que fez o produto da ACME ter uma pane no meio do voo — abandonando o Ibovespa à própria sorte.
Sem ter como se sustentar no ar, o índice despencou do precipício. Já havia caído 0,66% na terça-feira (1), mas, nesta quarta (2), desabou 2,90%, aos 101.031,44 pontos — na mínima, bateu os 100.943,82 pontos (-2,99%). É o menor nível de fechamento desde 3 de agosto.
O topo histórico do Ibovespa, que esteve tão perto, escapou pelos dedos. Novamente.
Bip-bip!
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A sessão desta quarta-feira foi amplamente negativa para as bolsas globais, e não só para o Ibovespa. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-1,86%), o S&P 500 (-1,79%) e o Nasdaq (-1,56%) também tiveram perdas expressivas.
Na Europa, a sessão foi igualmente ruim: no Reino Unido, o FTSE 1000 caiu 3,23%; na França, o CAC 40 teve baixa de 3,12%; e, na Alemanha, o DAX recuou 2,76% — o índice pan-continental Stoxx 600 fechou em queda de 2,70%.
As perdas generalizadas de hoje se devem aos inúmeros focos de preocupação que rondaram os mercados globais. Lá fora, a percepção de que a desaceleração econômica global começa a ser sentida de forma mais intensa também nos EUA deixou os investidores na defensiva.
O cenário político internacional também foi fator de tensão: as incertezas no processo de saída do Reino Unido da União Europeia, após declarações do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, contribuíram para aumentar a aversão ao risco no mundo.
E, por aqui, a reforma da Previdência voltou a inspirar prudência entre os agentes financeiros, tanto em relação à perda de potência fiscal quanto à possibilidade de novos atrasos no cronograma. E, com essa conjunção de fatores, o Ibovespa registrou o o pior pregão, em termos percentuais, desde 14 de agosto, quando recuou 2,94%.
Na noite de ontem, o plenário Senado aprovou, em primeiro turno, o texto-base das novas regras da aposentadoria. No entanto, os senadores retiraram da proposta todas as mudanças que seriam feitas nas regras do abono salarial — o que eliminou R$ 76,4 bilhões da economia esperada em 10 anos com a reforma.
Além disso, os desentendimentos entre governo e Congresso também podem fazer com que o andamento da proposta na Casa sofra novos atrasos. Agora, a previsão é a de que o plenário do Senado vote a Previdência em segundo turno até o dia 15 — o cronograma original estabelecia como data-limite o dia 10.
Assim, apesar de o texto ter sido aprovado em primeiro turno, os mercados amanheceram com um gosto agridoce na boca — entre os agentes financeiros, há a percepção de que uma reforma com ampla potência fiscal é fundamental para trazer equilíbrio às contas públicas e pavimentar o caminho para a retomada do crescimento econômico.
"Essa desidratação mais intensa não estava precificada pelo mercado", diz Victor Beyruti, economista-chefe da Guide Investimentos, afirmando que a situação gera um certo "mal-estar interno" nos mercados.
Nesta quarta-feira, o plenário do Senado terminou de votar os destaques restantes do texto-base da Previdência — ou seja, os pedidos de alteração na proposta. Todos os itens da pauta foram derrubados ou retirados e, assim, a proposta não sofreu com outros enfraquecimentos.
No entanto, a conclusão da votação no primeiro turno no Senado sem novos sobressaltos não foi suficiente para aliviar a pressão no Ibovespa. Afial, a possibilidade de a tramitação da Previdência sofrer novos atrasos implica num risco de demora adicional para que outros items da pauta econômica — como a reforma tributária e as privatizações de ativos estatais, entre outros items — avancem no Congresso.
E o clima parece pouco amistoso em Brasília no momento: o ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou três reuniões que teria com senadores nesta quarta-feira; na Câmara, a análise de divisão de recursos da cessão onerosa foi suspensa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Lá fora, os mercados seguiram atentos aos sinais de desaceleração econômica global, especialmente nos Estados Unidos — ontem, dados da indústria americana ficaram bastante abaixo do esperado. Mais cedo, foi divulgada a criação de 135 mil empregos no setor privado dos EUA em setembro, dado que não animou muito os investidores.
Assim, os agentes financeiros continuaram bastante preocupados em relação à economia mundial — e a nebulosidade vinda do front da guerra comercial e a instabilidade no cenário político americano certamente não ajudaram a fortalecer a confiança dos investidores. Como resultado, o dia foi de cautela nas bolsas globais.
Para Beyruti, os mercados aguardam ansiosamente pelos próximos dados do setor de serviços nos Estados Unidos e no mundo — sinais de que o enfraquecimento visto na indústria global estão contaminando os serviços tendem a trazer pessimismo e elevar a aversão ao risco no mundo.
"Por enquanto, predomina o sentimento de cautela lá fora", diz o economista da Guide, lembrando que autoridades de alto escalão dos Estados Unidos e da China irão se encontrar na semana que vem para dar continuidade às negociações comerciais — e que os sinais mais intensos de desaceleração econômica no mundo colocam ainda mais pressão sobre essa nova rodada de conversas.
"Tivemos uma onda de otimismo quando essa reunião foi marcada, mas os dados não ajudam, eles só aumentam a preocupação", afirma Beyruti. "Os investidores acabam ficando mais conservadores e optam por colocar dinheiro no bolso, considerando que as bolsas estavam bastante esticadas".
Também lá fora, o Brexit voltou às manchetes nesta quarta-feira. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson — um ferrenho defensor da saída do Reino Unido da União Europeia — disse que o plano será concluído 'venha o que vier'. Nas últimas semanas, Johnson sofreu seguidas derrotas no cenário político local.
Em carta enviada à Comissão Europeia, o premiê britânico propõe uma zona regulatória de bens em toda a Irlanda, no contexto de indefinição das relações entre Reino Unido e União Europeia pós-Brexit. Essa movimentação acabou trazendo desconforto aos mercados do velho continente, que tiveram perdas expressivas hoje.
O maior receio dos investidores em relação à economia dos EUA tirou força do dólar em escala global, tanto em relação às principais moedas do mundo quanto na comparação com as divisas de países emergentes. E, nesse cenário, o mercado de câmbio teve uma sessão bastante calma — ao menos, em contraste com o Ibovespa.
O dólar à vista fechou em queda de 0,68%, a R$ 4,1337, o menor nível desde 18 de setembro, em linha com o contexto global — lá fora, a moeda americana também perdeu terreno em relação ao peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano. Na mínima do dia, a divisa tocou os R$ 4,1306 (-0,75%).
Por aqui, a conclusão da votação da Previdência pelo plenário do Senado em primeiro turno sem desidratações adicionais fez com que o dólar acentuasse o ritmo de queda. No entanto, o clima ainda conflituoso visto em Brasília impediu um alívio adicional da moeda americana.
Por outro lado, o tom foi de ligeira alta na ponta longa da curva de juros— na curta, o viés foi de estabilidade. Os investidores mostraram-se mais cautelosos com a desidratação da Previdência e eventuais impactos no ciclo de corte da Selic.
Os DIs com vencimento em janeiro de 2021 ficaram inalterados em 4,95%. No vértice longo, as curvas para janeiro de 2023 subiram de 6,04% para 6,05%, e as para janeiro de 2025 foram de 6,64% para 6,67%.
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