Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-05-03T14:58:04-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
queda

Produção industrial cai 1,3% em março ante fevereiro, revela IBGE

No acumulado do ano de 2019, que equivale à variação do primeiro trimestre ante igual período de 2018, a indústria teve queda de 2,2%

3 de maio de 2019
10:28 - atualizado às 14:58
Produção industrial
Imagem: José Patricio/Estadão Conteúdo

A produção industrial caiu 1,3% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, divulgou na manhã desta sexta-feira, 3, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda na produção veio igual à estimativa mais pessimista dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. O intervalo ia de -1,30% a 0,10%, o que resultou em uma mediana de -0,80%.

Em relação a fevereiro de 2018, a produção caiu 6,10%. O recuo também veio igual à projeção mais pessimista entre os economistas consultados pelo Projeções Broadcast. Nessa comparação, sem ajuste, o intervalo das estimativas ia de -6,10% a -1,00%, com mediana de recuo de 5,0%.

A queda foi de 6,1% se comparado março ante março de 2018 — foi a maior nessa base de comparação desde maio do ano passado, quando houve tombo de 6,3% ante igual mês de 2017. Naquela ocasião, a greve dos caminhoneiros se abateu sobre a indústria.

Segundo o IBGE, embora a intensidade da queda possa ser explicada pelo menor número de dias úteis em março de 2019, por causa do carnaval, a retirada desse efeito não melhora o quadro negativo do setor.

Se feito o ajuste sazonal, para expurgar o efeito da variação de dias úteis, a queda na produção em março ante março de 2018 seria de 3,1%, reduzindo o tombo à metade.

Só que o mesmo deveria ser feito com fevereiro, já que fevereiro de 2019 teve dois dias úteis a mais do que igual mês de 2018. Feito o mesmo cálculo para fevereiro, o resultado da produção ante fevereiro de 2018 passaria de uma alta de 2,1% para uma queda de 1,5%.

Bens de capital

A produção da indústria de bens de capital teve alta de 0,4% em março ante fevereiro, mas, na comparação com março de 2018, o indicador mostrou recuo de 11,5%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF).

No ano, houve recuo de 4,3% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 3,6%.

Bens de consumo

Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou queda de 2,0% na passagem de fevereiro para março. Na comparação com março de 2018, houve queda de 7,7%. No ano, a produção de bens de consumo caiu 1,9%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 0,3%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de março foi de recuo de 1,3% ante fevereiro. Em relação a março de 2018, houve queda de 15,8%. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve recuo de 1,1% na produção em março ante fevereiro. Na comparação com março do ano passado a produção encolheu 5,2%.

Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção recuou 1,5% em março ante fevereiro. Em relação a março do ano passado, houve uma retração de 4,4%. No ano, os bens intermediários tiveram redução de 2,0%. Em 12 meses, houve diminuição de 0,6% na produção. O índice de Média Móvel Trimestral da indústria teve queda de 0,5% em março.

Queda em 16 de 26 ramos

A queda de 1,3% na produção industrial na passagem de fevereiro para março reflete o recuo na produção de três das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 26 ramos pesquisados.
O gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo, destacou que no acumulado de dezembro de 2018 a janeiro deste ano, a produção de bens de capital encolheu 10,7%. No acumulado de fevereiro e março, houve alta de 5,1%, insuficiente para recuperar as perdas.

Para Macedo, o quadro da produção industrial é de queda disseminada. "Há um claro predomínio de atividades e categorias econômicas em queda", afirmou o pesquisador do IBGE.

Segundo o órgão, entre as atividades industriais, a principal influência negativa foi em produtos alimentícios, (-4,9%), que eliminou parte da expansão de 13,8%, acumulada no período novembro de 2018 a fevereiro de 2019. A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 3,2%.

Outras atividades

Também tiveram queda na produção na passagem de fevereiro a março as seguintes atividades: coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%), indústrias extrativas (-1,7%) e de outros produtos químicos (-3,3%).

Segundo Macedo, a queda na indústria extrativa ainda sofreu influência da paralisação das atividades da mineradora Vale após o rompimento de uma barragem de rejeitos em Brumadinho, no início do ano.

Na comparação de março com março de 2018, a queda de 6,1% foi acompanhada em 22 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE. Segundo Macedo, é o maior "espalhamento" de resultados negativos nessa base de comparação desde outubro de 2016, quando 23 dos 26 ramos pesquisados registraram queda.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Cliente difícil

Barrada na alfândega: Carne de unidade da BRF não é mais bem vinda na China

País asiático suspende compra de produtos suínos e de aves processados na unidade de Lucas do Rio Verde (MT), alegando problemas no transporte

Esquenta dos Mercados

Pré-mercado: cautela antes da decisão do Copom e risco fiscal devem dividir atenção com balanços do dia

Em meio ao exterior positivo, bolsa brasileira deve lidar com cenário interno de incertezas quanto ao teto de gastos

Preparar para decolagem

Renovação total: Gol faz acordo para adquirir aviões novos; veja os detahes

Presidente da companhia aérea afirma que movimento é uma antecipação à esperada retomada da demanda por viagens após a pandemia

EXCLUSIVO

Inter lança família de fundos temáticos com entrada a partir de R$ 100; conheça os produtos

A Inter Asset lança hoje a Innova, família de fundos de investimento temáticos. O fundo de cannabis da Vitreo estreia o produto

De olho no Banco Central

Copom decide juros nesta quarta; veja como ganhar dinheiro com apostas no sobe e desce da Selic – e quando vale a pena

Opções de Copom, derivativos lançados no ano passado pela B3, permitem ao investidor apostar nas decisões de juros do Banco Central, protegendo a carteira de surpresas ou lucrando com cenários pouco prováveis

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies