Menu
2019-09-30T16:17:43-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Nas contas do governo

Déficit primário soma R$ 1,448 bilhões em agosto

Já no acumulado até agosto desse ano, as contas do setor público acumularam um déficit primário de R$ 21,950 bilhões

30 de setembro de 2019
15:25 - atualizado às 16:17
Dinheiro concentrado cofre
Imagem: Shutterstock

O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 13,448 bilhões em agosto, informou o Banco Central. Em julho, houve déficit de R$ 2,763 bilhões.

O resultado primário consolidado do mês passado ficou perto do teto do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de déficit de R$ 19,800 bilhões a déficit de R$ 13,019 bilhões. A mediana estava negativa em R$ 17,403 bilhões.

O resultado fiscal de agosto foi composto por um déficit de R$ 16,459 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 2,657 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 2,269 bilhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 388 milhões. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 355 milhões.

A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 132,0 bilhões para 2019. No caso do governo central, a meta é um déficit de R$ 139,0 bilhões.

No ano

As contas do setor público acumularam um déficit primário de R$ 21,950 bilhões no ano até agosto, o equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central.

O resultado fiscal no ano até agosto ocorreu em função do déficit de R$ 42,535 bilhões do Governo Central (0,90% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 19,815 bilhões (0,42% do PIB) no período. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 17,713 bilhões, os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 2,102 bilhões. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 770 milhões no período.

12 meses

As contas do setor público acumulam um déficit primário de R$ 95,508 bilhões em 12 meses até agosto, o equivalente a 1,36% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central.

A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 132,0 bilhões para 2019.

O déficit fiscal nos 12 meses encerrados em agosto pode ser atribuído ao rombo de R$ 106,457 bilhões do Governo Central (1,51% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 8,558 bilhões (0,12% do PIB) em 12 meses até agosto. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 10,176 bilhões, os municípios tiveram um saldo negativo de R$ 1,618 bilhão. As empresas estatais registraram um resultado negativo de R$ 2,391 bilhões no período.

Juros

O setor público consolidado teve gasto de R$ 50,197 bilhões com juros em agosto, após esta despesa ter atingido R$ 27,500 bilhões em julho, informou o Banco Central.

O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) teve no mês passado despesas na conta de juros de R$ 45,376 bilhões. Os governos regionais registraram gasto de R$ 4,184 bilhões e as empresas estatais, de R$ 637 milhões.

No ano até agosto, o gasto com juros somou US$ 258,808 bilhões, o que representa 5,49% do PIB.

Em 12 meses até agosto, as despesas com juros atingiram R$ 349,203 bilhões (4,96% do PIB).

Dívida bruta

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que a desvalorização do real em relação ao dólar foi um dos fatores que levaram ao crescimento da dívida bruta em agosto, além das emissões de títulos no mês passado e os juros nominais apurados no período.

A Dívida Bruta do Governo Geral fechou agosto aos R$ 5,618 trilhões, o que representa 79,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual é o maior da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2006. No melhor momento da história, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

"No caso da dívida bruta, o que explica diretamente a variação são as emissões de títulos, determinadas pelo resultado que o governo geral obtém em suas contas. Já estamos com déficits primários desde 2014 esse será o sexto ano -, sendo que, para estabilizar ou reduzir a dívida bruta, seria preciso alcançar superávits primários", explicou.

Rocha lembrou que o responsável pela política fiscal é o Ministério da Economia e, por isso, evitou comentar qual patamar de resultado primário seria necessário para a estabilização da dívida bruta e sua eventual redução.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

coronavírus no brasil

Brasil passa da marca de 1,5 milhão de casos confirmados de covid-19

Do total de infectados até o momento, 868.372 já se recuperaram

ministro da Economia

Presidente está determinado a seguir em frente com reformas, diz Guedes

Guedes voltou a traçar um prognóstico positivo para a recuperação da atividade econômica após o momento mais dramático dos efeitos da pandemia do novo coronavírus

seu dinheiro na sua noite

Aqui, ali, em qualquer lugar

Os protestos surgiram logo no primeiro dia da quarentena aqui em casa. O André, meu filho mais velho, reclamou de tédio, e não demorou até ganhar a adesão da Helena. A situação se acalmou depois que a escola adotou as aulas virtuais. Mas com as férias a partir desta semana já começo a temer por novas “manifestações”. […]

gigante estatal

Petrobras aguarda autorização da ANP para avançar com diesel vegetal

A Petrobras está em fase final de desenvolvimento da tecnologia que permitirá a produção de óleo diesel de origem vegetal em suas refinarias, afirmou o diretor de Relacionamento Institucional da estatal, Roberto Ardenghy

Semana positiva

Ibovespa sobe mais de 3% na semana e dólar cai a R$ 5,31; dados positivos se sobrepõem à cautela

Indicadores econômicos mais fortes no mundo, somados a novas injeções de recursos pelos BCs e governos, levaram o Ibovespa às máximas em quase um mês e permitiram um alívio no dólar à vista

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements