Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

A visão dos gestores

A bolsa vai subir? Saiba como cinco fundos multimercados estão posicionados em ações

A ameaça de um acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China assustou, mas não mudou a visão positiva de algumas das principais gestoras de fundos multimercados para o desempenho da bolsa brasileira

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
12 de setembro de 2019
5:59 - atualizado às 9:41
Imagem mostra jogo de xadrez com simulações de gráficos
Imagem: Shutterstock

A bolsa vai subir? Quem é (bem) pago para investir bilhões de reais em recursos de clientes diz que sim. A ameaça de um acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China assustou no mês passado, mas as principais gestoras de fundos multimercados seguem otimistas (e compradas) em ações brasileiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os multimercados – que como diz o nome investem em diferentes classes de ativos – podem aumentar, diminuir ou até mesmo apostar contra a bolsa. Mas das cinco gestoras que eu selecionei para esta reportagem – Adam, Kinea, Legacy, SPX e Verde – nenhuma mantinha posições líquidas vendidas em ações no mercado local no fim do mês passado.

É sempre bom lembrar que os gestores não são meros “palpiteiros”. Nenhum deles vai muito longe se as expectativas traçadas para o mercado não se traduzirem em retorno para os cotistas. Os fundos multimercados, em particular, são ainda mais cobrados porque podem, em tese, ganhar em qualquer cenário.

O mês de agosto foi daqueles típicos em que a convicção dos gestores foi testada. O Ibovespa fechou em queda de 0,67% e o dólar se valorizou mais de 10%. Já o CDI – indicador de referência para o desempenho da maioria dos fundos – ficou em 0,50% em agosto e acumula uma alta de 4,16% no ano.

Em suas cartas mensais, as gestoras destacaram o que sabemos: os mercados no Brasil foram contaminados pela piora no cenário externo ao longo do mês passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do acirramento da guerra comercial, a surpresa com a vitória da oposição nas primárias das eleições argentinas acabou respingando por aqui. Mas isso não significa que o fim do ciclo de alta das ações no Brasil esteja no fim. Ao contrário, os fundos mantiveram e alguns até aumentaram a exposição à bolsa.

Leia Também

Aliás, a surpresa positiva em agosto veio justamente da economia brasileira, com a divulgação da alta de 0,4% do PIB no segundo trimestre. O resultado veio acima das expectativas do mercado mas em linha com o que algumas gestoras esperavam.

Saiba a seguir como os gestores de fundos multimercados se comportaram em agosto e as principais posições para este mês:

Verde aumenta posição em ações

O lendário fundo de Luis Stuhlberger, teve um mês difícil em agosto, com um retorno de apenas 0,18%, mas continua batendo de longe o CDI no ano, com uma alta de 8,79%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com um total de R$ 42 bilhões sob gestão, a gestora aproveitou a queda da bolsa para aumentar as posições em ações brasileiras em seu fundo clássico, que acumula uma rentabilidade que supera os 17.000% desde o início, em 1997, contra pouco mais de 2.000% do CDI no mesmo período.

“Temos visto mais oportunidades de aumentar do que diminuir o risco dos portfólios, mas a complexidade do ambiente nos mantém permanentemente de sobreaviso”, escreveram os gestores.

Além da bolsa, o Verde aumentou a aposta de queda de dólar ao longo do mês passado e manteve a posição aplicada em juro real.

Legacy vendido em bolsa (americana)

Quem também segue otimista com o cenário local é a Legacy. A gestora fundada no ano passado por ex-profissionais da tesouraria do Santander caiu rapidamente no gosto dos investidores e conta hoje com um patrimônio de R$ 8,2 bilhões

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mês passado, o fundo rendeu 114% do CDI, mesmo com uma queda de 0,40% nas posições em ações na carteira. Apesar do desempenho no mês passado, a Legacy manteve a aposta na bolsa brasileira.

“Na parte local, nossa visão segue otimista, lastreada em nossa convicção quanto a perspectivas de aceleração da atividade econômica à frente e de avanço nas agendas de reformas”, escreveu a gestora, em sua carta mensal.

Para a Legacy, as ações brasileiras devem se descolar do mercado americano. “Mantivemos posições vendidas no S&P [índice da bolsa de Nova York] ao longo de agosto e tencionamos manter essa posição.”

SPX mantém aposta em bolsa e dólar

O estrelado fundo Nimitz da gestora de Rogério Xavier surfou nos mares revoltos do mês passado com um retorno de 1,51% – o triplo do CDI no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alta em agosto veio principalmente da aposta no dólar. A gestora que possui um total de R$ 38,5 bilhões em patrimônio informou que segue comprada na moeda norte-americana, o que poderá pesar contra o fundo no resultado deste mês se o câmbio mantiver a atual tendência de queda.

Na carta do mês passado, a SPX fala em um cenário de "bear market político" que pode afetar o desempenho dos mercados. Assim como a Legacy, a gestora mantém uma exposição líquida vendida no mercado acionário americano.

Para a SPX, os ativos brasileiros devem seguir o caminho trilhado no resto do mundo. Mesmo assim, o fundo possui alocação comprada na bolsa brasileira, principalmente em ações dos setores de utilities (energia elétrica) e consumo.

Kinea tem ganho com bolsa em agosto

Enquanto boa parte dos multimercados amargou perdas com a exposição em bolsa no mês passado, a aposta no mercado de ações trouxe resultado positivo para os fundos da Kinea.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Chronos, principal produto da gestora controlada pelo Itaú Unibanco, praticamente empatou com o CDI no mês passado, com uma rentabilidade de 0,50%. Nos últimos 12 meses, o fundo rende 153,9% do indicador de referência.

A Kinea segue comprada na bolsa com posições principalmente em ações dos setores de consumo, serviços financeiros e elétricas. Ou seja, aqueles mais ligados à economia doméstica.

A gestora também atua com a estratégia de pares de ações, ou seja, com a compra de uma ação combinada com a venda de outra. "O principal destaque positivo foi para o intersetorial comprado em logística contra indústria, enquanto o principal destaque negativo foi o intrasetorial em educação", escreve a Kinea, no relatório de agosto.

Adam neutra em bolsa

Das cinco gestoras de fundos multimercados que eu selecionei para esta matéria, apenas a Adam, do gestor Marcio Appel, não tinha posição comprada na bolsa brasileira no fim de agosto. Com R$ 26 bilhões sob gestão, a Adam obteve um retorno de 0,50% em seu fundo principal no mês passado e acumula rentabilidade de 5,30% em 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Embora se encontre no início de seu ciclo econômico, não consideramos que o Brasil será capaz de se desvencilhar do cenário global e mantemos visão neutra em relação à bolsa local", escreveu a gestora.

E você, compartilha da visão dos gestores de fundos sobre a bolsa? Conte como está sua posição no mercado de ações nos comentários logo abaixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
IGNORANDO A GRAVIDADE

Bolsa brasileira melhor que o S&P 500: Ibovespa faz história e analistas veem espaço para o rali continuar

10 de abril de 2026 - 12:23

Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos

MENOR PATAMAR EM DOIS ANOS

Dólar abaixo de R$ 5? O que precisa acontecer para a moeda cair ainda mais — e o que poderia atrapalhar isso

9 de abril de 2026 - 16:29

Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização

DE VOLTA AO JOGO

Como a Petrobras (PETR4) recuperou R$ 27 bilhões perdidos na véspera e ajuda o Ibovespa a passar dos 195 mil pontos

9 de abril de 2026 - 14:42

Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

MUDANÇAS NO PORTFÓLIO

Riza Arctium Real Estate (RZAT11) anuncia venda de imóveis, e cotistas vão sair ganhando; veja os detalhes das operações

9 de abril de 2026 - 12:00

O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas

VEJA OS DESTAQUES DA PRÉVIA OPERACIONAL

Tenda (TEND3) ‘faz a festa’ fora do Ibovespa após prévia operacional, mas calcanhar de Aquiles segue o mesmo. O que fazer com as ações?

8 de abril de 2026 - 16:40

A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores

SEGURANÇA E DEFESA

O superciclo de investimento de US$ 2,6 trilhões que sobrevive à trégua de Trump com o Irã e está apenas começando

8 de abril de 2026 - 14:12

Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.

UM DOS GRANDES PROBLEMAS

Maior alta do Ibovespa: Hapvida (HAPV3) dispara mais de 10% com possível venda bilionária de ativos

8 de abril de 2026 - 12:37

Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline

MERCADO IMOBILIÁRIO

FIIs colocam Pague Menos e Amazon na mira, e emissão milionária rouba a cena; veja o que movimenta os fundos imobiliários hoje

8 de abril de 2026 - 11:12

Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir

MERCADOS HOJE

Ibovespa sobe mais de 2% com cessar-fogo entre EUA e Irã, mesmo com Petrobras (PETR4) desabando; dólar cai a R$ 5,10

8 de abril de 2026 - 9:52

O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia

HORA DE INVESTIR

‘Ações não são o patinho feio’. Gestores estão otimistas com os ganhos do Ibovespa mesmo diante da guerra e das eleições

7 de abril de 2026 - 15:42

Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa

A FOME DO 'PACMAN DOS FIIS'

O Zagros Renda (GGRC11) quer levantar até R$ 1,5 bilhão em nova oferta de cotas; entenda o que está na jogada para o fundo imobiliário

7 de abril de 2026 - 10:41

O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta

RECOMENDAÇÃO DE COMPRA

Copo meio cheio? Projeções para a Hypera (HYPE3) pioram, mas ação ainda pode saltar até 33%, diz Santander — e caneta emagrecedora é um dos motivos

6 de abril de 2026 - 18:02

Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?

NOVOS PATAMARES

Qual o próximo passo da JBS na bolsa norte-americana, segundo o BTG? Veja qual a vantagem para o investidor

6 de abril de 2026 - 15:01

Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações

FII DO MÊS

Fundo imobiliário com carteira ‘genuinamente híbrida’ é o favorito para investir em abril — e ainda está com desconto 

6 de abril de 2026 - 6:04

O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro

CARTEIRA RECOMENDADA

Small caps: Minerva Foods (BEEF3) e Azzas 2154 (AZZA3) entram na carteira de abril da Terra Investimentos; veja quem sai

5 de abril de 2026 - 17:52

Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)

OPORTUNIDADE NA CARTEIRA

Dividendos em abril: veja as ações recomendadas pelo Safra para turbinar os ganhos

5 de abril de 2026 - 14:48

Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo

GRINGO NA ÁREA

Nem a guerra do Irã parou a bolsa: mercado brasileiro deve ter melhor 1º trimestre em fluxo de capital estrangeiro desde 2022

4 de abril de 2026 - 13:42

Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue

ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia