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Duas semanas após o impeachment da Dilma Rousseff, fui para Nova York participar de um seminário na universidade de Columbia sobre economia com 20 jornalistas do mundo todo. Uma das palestras do programa era sobre risco político global. Eu estava certa que o caos brasileiro estaria na apresentação e já me preparava para as perguntas dos colegas estrangeiros na hora do jantar.
Para minha surpresa, o Brasil sequer foi citado. Naquela época, os gringos estavam muito mais preocupados com o Brexit, as eleições americanas e o fluxo de imigrantes pelo mundo. A única menção aos emergentes foi a China e seu risco de desaceleração. Com esse episódio, caí na real de que o Brasil é um peixe pequeno no mercado financeiro global.
Os números dão uma dimensão disso. Veja o exemplo da Black Rock, a maior gestora de ativos do mundo: ela tem US$ 6,5 trilhões sob sua administração e só R$ 7 bilhões deste montante foram captados por aqui.
Só que esse “peixinho” é bem complicado de estudar. Se para quem vive no Brasil foi difícil acompanhar o turbilhão político dos últimos anos com impeachment, operação Lava-Jato e suas mais de 60 fases, crise econômica, o “vai-não-vai” da reforma da Previdência, manifestações pró e contra governo, fico imaginando como é difícil para os gringos interpretar o Brasil.

Talvez seja por isso que eles ficaram de fora da “festa da bolsa” neste ano. A alta no preço das ações foi fortemente puxada pelos investidores brasileiros. E os estrangeiros, não vão entrar? Imagine o que pode acontecer com a bolsa se uma enxurrada de dinheiro de fora vier para o Brasil? É bom você acompanhar esse fluxo porque ele certamente vai mexer com o preço das ações.
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Para Carlos Takahashi, gestor da Black Rock no Brasil, os estrangeiros virão quando sentirem que o país está um pouco mais previsível do que foi nos últimos anos. Nesse sentido, a aprovação da reforma da Previdência no Congresso ajuda muito. Ela deixa de ser apenas uma promessa para se tornar um ajuste fiscal efetivo.
O gestor da Black Rock conversou com o Vinícius Pinheiro e falou sobre sua visão para a bolsa brasileira e os mercados internacionais. Ele também contou que vê um espaço para um avanço na oferta de ETFs no Brasil, algo que seria muito bom para investidores como eu e você. Quer saber mais? O Vinícius conta tudo aqui.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, bem que tentou, mas a votação em segundo turno da reforma da Previdência ficou mesmo para o segundo semestre. Agora, os investidores ficam de olho na movimentação política durante o recesso parlamentar que começa nesta semana. O receio é de que possíveis acordos já costurados possam ser afetados durante a pausa.
Com o adiamento da votação em segundo turno, por aqui a tendência é que o mercado enfrente alguma realização de lucros no mercado de ações, após semanas de alta expressiva. Na sexta-feira, o Ibovespa encerrou o dia aos 103.905 pontos, uma queda de 0,18% na semana. Já o dólar fechou a sexta-feira em R$ 3,7382, um recuo de 2,09% na semana.
Hoje, o dia começa com os mercados de olho nos dados do PIB da China. Os números do segundo trimestre, divulgados na noite de ontem, trouxeram o ritmo de crescimento trimestral mais lento em 27 anos, com um avanço de 6,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados chegaram a azedar os mercados asiáticos, mas os indicadores de produção industrial e vendas no varejo em junho ajudaram as bolsas a se recuperarem e alimentam esperanças de uma virada na desaceleração econômica do país. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Na edição semanal da Bula do Mercado você pode acessar um panorama completo dos principais eventos da semana que vão mexer com a bolsa. O conteúdo é exclusivo e gratuito para os leitores premium do Seu Dinheiro. Para ser Premium, você só precisa se cadastrar aqui e indicar esta newsletter para cinco amigos. O acesso será liberado assim que eles aceitarem o convite.
Depois de quatro leituras negativas, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou alta na passagem de abril para maio. Considerado uma prévia do PIB, o indicador subiu 0,54%. Mas é uma leitura que não muda a avaliação de que a economia está praticamente estagnada. O boletim Focus divulgado hoje, aliás, mostra pela 20ª vez uma redução nas projeções . Os economistas esperam um crescimento em 2019 de 0,81%, abaixo da previsão da semana passada, de 0,82%.
A Petrobras segue firme com seu plano de desinvestimentos. Depois de dar início ao processo de redução de participação nas ações da BR Distribuidora, a estatal trouxe uma novidade a respeito de outra operação: a venda da totalidade de sua participação no campo de Baúna, em águas rasas na Bacia de Santos. A companhia anunciou que a empresa de exploração Karoon fez a melhor proposta. Saiba mais.
Enquanto uns vendem ativos, outros se preparam para comprar mais. A operadora de planos de saúde Hapvida anunciou uma oferta de ações para captar até R$ 2,6 bilhões. O dinheiro vai para o caixa da companhia e será usado para financiar novas aquisições. Vale lembrar que a Hapvida comprou no primeiro semestre o Grupo São Francisco, por R$ 5 bilhões, e o Grupo América, por R$ 426 milhões.

Quem achou que seria fácil o caminho do Facebook para a criptomoeda Libra enganou-se. A SEC, regulador do mercado de capitais dos EUA, está analisando se a criptomoeda do Facebook é similar à estrutura de um ETF (fundo de índice). Se a avaliação for positiva, a iniciativa de Mark Zuckerberg precisará do crivo da SEC. A Libra ainda está no radar do Federal Reserve, o BC dos EUA, e do próprio Donald Trump, que usou as redes sociais para criticar as criptomoedas. Saiba mais.
Bancos Centrais
- Banco Central divulga Boletim Focus
- BC: IBC-Br de maio
- BC: Oferta de R$ 3 bilhões em operações compromissadas
- EUA: Fed NY: índice de atividade industrial Empire State de julho
Indicadores
- Secex: Balança comercial (semanal)
- EUA: DoE divulga relatório mensal de produtividade na produção de petróleo
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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