O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com 5 milhões de clientes, o Sem Parar virou praticamente sinônimo de pagamento automático de pedágio. Mas diversificou a atuação para crescer e se defender da concorrência. Eu entrevistei Fernando Yunes, presidente da empresa, e conto mais detalhes dos planos
Nem Nubank nem o aplicativo de transporte 99. Se levarmos ao pé da letra a definição de unicórnio - nome dado a uma startup avaliada acima de US$ 1 bilhão - o primeiro que surgiu no mercado brasileiro foi o Sem Parar.
A empresa de pagamento automático de pedágio, que permite ao usuário passar sem a necessidade de parada nas cabines, obteve a avaliação em março de 2016, na venda para a FleetCor. A americana pagou R$ 4 bilhões (ou US$ 1,05 bilhão, nas cotações da época) por 100% da companhia.
Quem reivindica o posto de primeiro unicórnio brasileiro para o Sem Parar é o presidente da companhia, Fernando Yunes, que me recebeu para uma entrevista na sede da empresa.
Com 5 milhões de clientes, o Sem Parar virou praticamente sinônimo do serviço que oferece e lidera esse mercado com folga. Mas, como todo bom negócio, atraiu vários concorrentes desde 2013, com o fim do monopólio do serviço em São Paulo, onde se concentra boa parte do fluxo de veículos – e pedágios.
Até o fim deste ano, a previsão é que seis empresas diferentes ofereçam o serviço. Atualmente existem quatro em operação, incluindo duas ligadas a grandes bancos, como a ConectCar (Itaú Unibanco) e Veloe (Bradesco e Banco do Brasil).
Apesar da concorrência, trata-se de um mercado que ainda possui grande espaço para crescimento, segundo Yunes. Ele sabe bem do que fala, já que passou a última década na Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos dona das marcas Brastemp e Consul. “Como você tem geladeira e fogão em 100% dos lares, só ganha participação de mercado tirando de um concorrente ou com o próprio crescimento do mercado.”
Leia Também
No caso do pedágio eletrônico, ainda há uma estrada a ser percorrida, sem trocadilho. A estimativa é que hoje metade das passagens nas rodovias aconteça nos sistemas automáticos. Mas como os carros com o equipamento instalado costumam passar muito mais vezes do que os demais, o número de potenciais clientes é ainda maior.
Para chegar aos demais veículos e se defender do avanço da concorrência, o Sem Parar decidiu investir para ter sua placa além das estradas. A companhia quer que você passe não só pelos pedágios sem colocar a mão na carteira como também em postos de gasolina, estacionamentos e restaurantes com “drive thru”. Em outras palavras, a empresa quer engrossar a disputa no cada vez mais acirrado mercado de meios de pagamento.
“No fundo, o Sem Parar nada mais é do que um cartão de crédito colado no vidro do carro”, comparou Yunes.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora tenha sido avaliado como unicórnio, nos últimos anos o Sem Parar sentiu os efeitos da crise econômica e da maior concorrência e registrou taxas de crescimento menores. Mas para este ano, a expectativa é ter um crescimento superior a 10%, segundo Yunes.
Mesmo com o ritmo menor de expansão, no primeiro trimestre deste ano as operações brasileiras responderam por 17% da receita da Fleetcor, cujas ações estão listadas na Bolsa de Nova York (Nyse).
O faturamento da dona do Sem Parar foi de US$ 622 milhões (R$ 2,4 bilhões) nos três primeiros meses deste ano, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o lucro recuou 2%, para US$ 172 milhões (R$ 674 milhões).
Ao contrário do que muitos pensam, a receita do Sem Parar não vem do pedágio, mas da mensalidade cobrada dos usuários do sistema, que custa a partir de R$ 24,90. Os gastos com as passagens nas rodovias são debitados depois da conta corrente ou na fatura do cartão.
Então, para valer a pena, o usuário precisa efetivamente usar o produto. Yunes se arrisca a dizer que a experiência de pagar com o Sem Parar é ser melhor do que em sistemas como o Apple Pay, que funciona por aproximação do aparelho celular nas maquininhas.
“Para pagar com o Sem Parar em um posto de gasolina basta apenas dizer ao frentista que vai pagar com o Sem Parar”, comparou.
Mas não basta ser cômodo, é preciso ter onde passar. Por isso, a empresa está numa ampla campanha para aumentar o alcance. Hoje já é possível usar a “tag” colada no carro como forma de pagamento em 650 postos das redes Shell e Petrobras (BR), além de estacionamentos de redes como Estapar e também no drive-thru do McDonalds.
Em outra parceria anunciada recentemente, todos os 96 mil veículos da frota da locadora de veículos Movida devem sair das lojas com o Sem Parar instalado até o fim deste ano. Caso o cliente queira usar o serviço, será cobrada uma diária cujo será dividido entre as empresas.
O objetivo é anunciar mais parcerias ao longo deste ano para fazer a mensalidade. Mas se você acha que pagar R$ 25 por mês por essa comodidade é caro, Yunes converte esse valor em outra medida: tempo.
"Dependendo do uso, uma pessoa pode ganhar de cinco a dez horas por mês com o Sem Parar", diz.
Para chegar a esse número, ele incluiu os minutos ganhos na fila para pagar o estacionamento do shopping center e no abastecimento e deu como exemplo uma pessoa que viaja duas vezes por mês no fim de semana de São Paulo para a Rio Claro, que fica a 180 quilômetros da capital.
Na ida e na volta desse trajeto o carro passa por oito pedágios, com um tempo de espera médio de 20 minutos nos horários de pico, no total de duas horas e meia.
"Uma pessoa que faça esse percurso toda semana gasta dez horas por mês na fila. O que você pode fazer com dez horas? Será que elas não valem R$ 20 por mês", questionou o presidente do Sem Parar quase ao fim da entrevista, que durou cerca de uma hora. Ou seja, o tempo na fila dos pedágios em uma viagem de ida para Rio Claro.
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida
A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números
O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã
O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses
Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG
A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano
Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados
Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre
Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”
Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação
A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança
Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado
Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3
O desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra já estava no plano de RJ e era uma das opções para levantar recursos para a Americanas. No entanto, não houve acordo sobre o preço, diz Broadcast
Bancos credores e os detentores de títulos de dívida estão entendendo que segregar os negócios de usinas e os de distribuição de combustíveis pode ter um sentido econômico relevante para todos