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Primeiros passos

Mourão diz que reforma da Previdência não é “solução de todos os males”

Presidente em exercício também afirmou que, enquanto as reformas não forem concluídas, será "um massacre" para os cidadãos

Hamilton Mourão, vice-presidente da República
Mourão defendeu que é preciso primeiro organizar o sistema tributário no paísImagem: Flickr/Palácio do Planalto

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou nesta terça-feira, 19, que a reforma da Previdência não é a solução de todos os males, mas sim um passo inicial. Em palestra a empresários do Distrito Federal, Mourão disse que a aprovação da reforma criará um ambiente de confiança. "Os investidores verão que o governo estará cumprindo promessas de campanha", disse o presidente em exercício.

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Mourão enfatizou que a reforma não irá solucionar da noite para o dia a crise fiscal do País, mas, reforçou, é "o passo inicial". Na avaliação dele, o início do segundo semestre seria o prazo ideal para aprovação da reforma. "Isso é o ótimo. Mas o ótimo é inimigo do bom."

O presidente em exercício também defendeu uma reestruturação do sistema tributário para "dar condições para que o País possa voltar a crescer".

Para ele, enquanto todas as reformas não forem concluídas, será "um massacre" para os cidadãos. "Vamos reformar a Previdência, o sistema tributário, privatizar tudo o que tiver que ser privatizado e reformar o sistema educacional. Vamos também tirar o peso das costas de quem produz", disse.

Questionado por empresários, Mourão defendeu que é preciso primeiro organizar o sistema tributário, reduzir o peso de cada imposto e incluir todos na base de pagamento.

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"Precisamos organizar o sistema, ele é caótico. Não sabemos o que temos que pagar. O passo seguinte será a redução do peso de cada um desses impostos. Todo mundo tem que estar na base pagadora. Todo mundo vai pagar, mas vai pagar menos", disse. Mourão, no entanto, afirmou que os detalhes de uma proposta que pode ser apresentada pelo governo no futuro está nas mãos do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

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Mourão disse que há um preço que o País terá que pagar no curto prazo para que no longo prazo "a nação sorria para todos". O presidente em exercício destacou que o problema estrutural do País é "o pequeno crescimento econômico e a deterioração das contas públicas".

A fala do vice de Bolsonaro também contemplou a defesa de uma abertura da economia, porém de forma "lenta, gradual e segura". "Temos que abrir a economia para o comércio mundial. Mas essa abertura tem que ser lenta, gradual e segura. Porque, enquanto não reformarmos o sistema tributário, será um massacre para nossa produção local", disse.

Defesa de Bolsonaro

Em seu discurso, Mourão saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro ao dizer que ele "não é uma ameaça à democracia". "Bolsonaro é um estadista, ele está pensando no futuro do País", disse. Mourão também afirmou que o governo atual "resgatou a confiança do povo brasileiro" e a primeira demonstração para isso foi a formação de um ministério menor e composto por indicações técnicas.

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Durante a abertura do evento, o empresário Paulo Octávio destacou que o setor produtivo de Brasília espera do governo "muita eficiência" para atender às necessidades da população e dos empresários. Ele também afirmou que o grupo apoia a reforma da Previdência e defende a reestruturação do sistema tributário do País.

*Com Estadão Conteúdo.

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