Índice de Preços ao Consumidor sobe 1,43% em maio
Índice inclui preços da indústria extrativa e de transformação e mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica"

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 1,43% em maio, informou nesta quarta-feira, 3, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice inclui preços da indústria extrativa e de transformação e mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes.
Com o resultado de maio, o IPP acumulou aumento de 3,99% no ano. A taxa em 12 meses até maio foi de alta de 7,36%. A taxa de abril foi revista de uma elevação de 1,27% para 1,22%.
Considerando apenas a indústria extrativa, houve elevação de 6,50% em maio, após o aumento de 3,02% registrado em abril. Já a indústria de transformação registrou alta de 1,18% em maio, ante aumento de 1,13% no IPP de abril.
Segundo o gerente do IPP, Alexandre Brandão, valorização do dólar ante o real tem pressionado os preços dos produtos industriais na porta de fábrica. "O real se depreciou 2,7% ante o dólar em maio ante abril. De janeiro a maio, o real caiu mais de 10%", calculou Brandão.
A alta do dólar tem influência sobre o IPP através do encarecimento de insumos para a indústria, como o petróleo; do preço das commodities, que são cotadas em dólar no mercado internacional; e do valor obtido com produtos que são exportados.
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"Quando o dólar sobe, o exportador recebe mais reais por aqueles produtos, mesmo que mantenham o mesmo preço em dólar, então o preço em reais sobe", justificou Brandão.
Puxando a alta
A alta de 1,43% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em maio foi decorrente de reajustes disseminados, que alcançaram 18 das 24 atividades pesquisadas.
As maiores altas ocorreram entre os produtos das indústrias extrativas (6,50%), refino de petróleo e produtos de álcool (3,28%), farmacêutica (2,89%) e impressão (2,27%).
Em termos de influência, os segmentos que mais contribuíram para a alta do IPP em maio foram alimentos (com alta de 1,75% e impacto de 0,39 ponto porcentual), refino de petróleo e produtos de álcool (com impacto de 0,35 ponto porcentual), extrativas (impacto de 0,30 ponto porcentual) e outros produtos químicos (alta de 1,27% e impacto de 0,10 ponto porcentual).
Bens de capital
Os bens de capital ficaram 1,27% mais caros na porta de fábrica em maio, ainda segundo dados do IPP. Os bens intermediários registraram elevação de 1,81% nos preços em maio, ante um avanço de 0,95% em abril.
Os preços dos bens de consumo, por outro lado, subiram 0,92% em maio, depois de uma alta de 1,70% em abril. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram alta de 0,14% em maio, ante aumento de 1,02% no mês anterior. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis avançaram 1,08% em maio, após a alta de 1,84% registrada em abril.
*Com Estadão Conteúdo
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