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Empresa afirma que não vai negociar com a administração da controlada, nem submeter a proposta ao conselho independente da companhia
A Gol anunciou nesta segunda-feira (9) uma nova proposta para incorporar as ações da Smiles, empresas que administra o seu programa de fidelidade e mantém uma estrutura separada e listada na bolsa. Trata-se da segunda tentativa da empresa de fechar o capital da Smiles sem fazer uma OPA (oferta pública de aquisição de ações).
Assim como na primeira tentativa, a Gol propõe a troca de ações da Smiles por papéis da Gol. Desta vez, no entanto, há uma opção de trocar por "ações preferenciais resgatáveis" da Gol.
A Gol comunicou também que não vai negociar os termos com a administração da controlada, nem submeter a proposta ao conselho independente da companhia. É como se fosse um "pegar ou largar" para os acionistas minoritários.
Na primeira tentativa, a Gol e o conselho independente encerraram as tratativas por falta de consenso sobre os termos da proposta.
A nova proposta da Gol é feita menos de uma semana depois de a Smiles admitir que prevê uma desaceleração no faturamento bruto e uma queda nas margens de resgates de milhas — dois fatores fundamentas para a saúde de uma companhia do setor de fidelidade.
A proposta é a seguinte:
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O cronograma proposto prevê uma assembleia geral de acionistas no dia 2 de março de 2020.
Segundo a Gol, a operação tem por objetivo assegurar a competitividade de longo prazo do grupo, com o alinhamento de interesses de todos os acionistas.
Desde de 2013, a Smiles é uma empresa independente e listada em bolsa. A Gol mantém um contrato com a Smiles para a gestão do programa de fidelidade, que estabelece condições e preços para troca de passagens por milhas.
Com a incorporação da Smiles, a Gol tenta seguir os passos da Latam, que fechou o capital da Multiplus. Mas, ao contrário da Gol, a Latam fez uma OPA (oferta pública de aquisição) em vez de uma proposta que envolve troca de ações.
No passado, ambas as companhias aéreas enxergaram na separação de programas de fidelidade uma oportunidade de fazer caixa e gerar valor aos acionistas. Mas a visão mudou.
A manutenção de programas de milhagem independentes passou a ser considerado um obstáculo para as empresas aéreas. Elas perdem autonomia para precificar a conversão de passagem com milhas, algo que seria uma desvantagem competitiva frente a empresas que mantêm seus programas dentro de casa, como a Azul.
A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%
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