Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

Sufoco

Empresas de alimentos concentram maior débito entre as mais endividadas

BRF, Marfrig e JBS tentam reduzir endividamento; siderúrgicas e outras empresas de infraestrutura também têm dificuldades

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
20 de janeiro de 2019
14:55 - atualizado às 9:59
Unidade da BRF - Imagem: Divulgação

A busca pela redução do endividamento continuará sendo tarefa prioritária de grandes empresas brasileiras em 2019. Além de pedir mais prazo para bancos e credores, corporações que antes focavam a expansão dos negócios - mesmo que à custa de mais endividamento - deram início a um plano agressivo de venda de ativos para melhorar a rentabilidade. A tendência deve ser notada na maioria das dez companhias mais endividadas do País, grupo que viu suas obrigações crescerem 8,1% entre setembro de 2015 e setembro de 2018, para R$ 219,8 bilhões, segundo a Economatica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A retomada da economia no ano passado, apesar de lenta, já começou a se refletir no balanço das companhias, segundo Carlos Sequeira, analista do BTG Pactual. "À medida que a economia se recupera, essas empresas podem reduzir sua capacidade ociosa", afirma. Para o diretor da área de grandes empresas do Bradesco BBI, Carlos Pedras, a perspectiva de retomada do consumo pode reforçar o caixa das empresas em 2019. "Os investimentos poderão ser retomados aos poucos."

Alimentos

Das dez maiores empresas endividadas, excluindo Petrobras e Vale, as companhias de alimentos concentram o maior débito. A gigante dos alimentos BRF, dona de Sadia e Perdigão, viu sua dívida quase triplicar em três anos. O resultado é reflexo da crise de gestão que ficou transparente a partir de 2017, quando a empresa reportou o primeiro prejuízo de sua história. Para virar o jogo, a BRF anunciou um plano de desinvestimentos de R$ 5 bilhões.

Segundo Lorival Luz, chefe de operações globais da BRF, além de vender operações na Argentina, na Europa, na Tailândia e imóveis, a companhia estruturou captação de R$ 875 milhões no mercado financeiro.

A Marfrig foi pelo mesmo caminho. A companhia usou parte do dinheiro da venda da americana Keystone - US$ 2,4 bilhões - para reduzir sua alavancagem. A dívida líquida caiu para 2,5 vezes a geração de caixa (medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações - Ebitda).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Líder global em carne bovina, a JBS encerrou setembro com o maior endividamento do setor, de R$ 49,5 bilhões. Embora a dívida tenha crescido no período, a alavancagem caiu de 3,45 para 2,99 vezes no resultado em reais. Entre o segundo trimestre de 2017 e o terceiro trimestre de 2018, o grupo pagou US$ 4,3 bilhões em dívidas.

Leia Também

Afetadas pela crise global do aço, com excesso de produção, as siderúrgicas também foram atingidas em cheio pela recessão. A Gerdau saiu de negócios nos EUA e Índia, reduzindo seu endividamento em R$ 6,1 bilhões. Na CSN, a situação é mais delicada. Com dívidas de R$ 26,2 bilhões, a siderúrgica de Benjamin Steinbruch conseguiu vender uma operação pequena nos EUA e agora quer se desfazer de ativos na Europa.

Infraestrutura

Outro setor que ainda luta para se recuperar é o de energia elétrica. A Cemig diz ter enfrentado uma "tempestade perfeita": sofreu com investimentos malsucedidos, distribuição exagerada de dividendos e mudanças de regras no governo Dilma Rousseff, diz o diretor de finanças e relações com investidores da empresa, Maurício Fernandes.

Segundo o executivo, desde o fim de 2017 a empresa conseguiu alongar seu perfil de dívida, com captações de recursos no Brasil e no exterior. A Cemig agora tem três ativos na fila do desinvestimento: a Renova, a usina Santo Antônio e a Light, que chegou a ser negociada com a gestora GP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A CPFL Energia destacou, em nota, a redução de seu endividamento - que, no terceiro trimestre de 2018, ficou em 2,92 vezes o Ebitda. No mesmo período de 2017, era 3,24 vezes. A estatal Eletrobrás diz perseguir a meta de 3 vezes a relação entre dívida e Ebitda. No terceiro trimestre, o índice chegou a 3,3 vezes, ante 8,8 vezes em junho de 2016.

A concessionária CCR afirma que o aumento de sua dívida está relacionado a investimentos feitos entre 2013 e 2018, que somaram R$ 17,5 bilhões. A Braskem diz, em nota, que a redução de seu endividamento de 2015 a 2018 decorre de sua forte geração de caixa, incluindo a entrada em operação do Complexo Petroquímico do México.

Vale e Petrobras

Os endividamentos da Vale e da Petrobras subiram por razões diferentes. A mineradora sofreu forte impacto dos baixos preços do minério em um momento em que ainda fazia pesados investimentos, sobretudo colocar em pé o bilionário projeto de Carajás, no Pará, enquanto a Petrobras teve seu nome envolvido nos escândalos de corrupção da Operação Lava Jato, que afetaram sua reputação tanto no Brasil quanto no exterior.

A rentabilidade da estatal também foi dragada pela política de controle de preços dos combustíveis, adotada pela gestão do PT.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As gigantes, no entanto, convergiram ao adotar a estratégia de redução do endividamento por meio de cortes de custos, mudanças de estratégias de negócios e da venda de ativos não estratégicos. Desta forma, reduziram seu endividamento combinado em 32,8% entre setembro de 2015 e setembro de 2018, para um total de R$ 334,7 bilhões, segundo dados da consultoria Economatica.

A Petrobras informou que, de setembro de 2016 a setembro de 2018 reduziu em um terço a relação entre a dívida líquida e a geração de caixa (medida pelo Ebitda - lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). O indicador está em 2,96 vezes, abaixo do índice de 3, considerado pela S&P Global o limite para um endividamento saudável. A empresa destacou a mudança da política de preços - alinhada a padrões internacionais - como outro fator positivo.

A mineradora Vale lembrou que, em um ano, conseguiu reduzir seu endividamento em US$ 10,3 bilhões em setembro. Com isso, a companhia afirma ter chegado ao menor endividamento líquido em uma década. A Vale afirmou que sua dívida é equivalente a 0,7 vez sua geração de caixa - trata-se, segundo a mineradora, do menor patamar desse indicador desde o primeiro trimestre de 2012, ou quase sete anos. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

*Com Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia