Algo cheira mal no país
Veja os destaques do Seu Dinheiro nesta manhã

Tenho que falar de um cheiro ruim que está no ar. Não, não me refiro (ainda) ao clima político do Brasil ou a alguma traquinagem de empresa corrupta. É o esgoto nas ruas mesmo. Você sabia que um terço das residências no Brasil não tem escoamento para a rede geral? Pois é...
O saneamento é provavelmente um dos setores com menor presença da iniciativa privada. Os serviços públicos estão nas mãos de estatais que não dão conta do recado. Falta dinheiro público para fazer os investimentos que o país precisa e uma regulação retrógrada dificulta a entrada da iniciativa privada.
O Congresso parece ignorar o odor desagradável das ruas. Uma medida provisória que traz um novo marco regulatório para o setor deve caducar na semana que vem. É água no chope (ou seria esgoto…) para quem esperava um sinal verde para investir em um setor que tem quase tudo para fazer.
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A mudança também poderia dar combustível para as ações das estatais de saneamento, como Sabesp e Copasa. A repórter Daniele Madureira conta o que está em jogo e qual o impacto para as ações na bolsa nesta reportagem.

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Multidão verde-amarela
A Copa América ainda não começou, mas os brasileiros já tiraram do armário suas camisas verde-amarelas e foram para as ruas. É uma demonstração de que a população está disposta a sair de casa e cobrar a classe política. No domingo, milhares de pessoas participaram de atos a favor do presidente Jair Bolsonaro e em defesa de pautas como a reforma da Previdência. Nos cartazes das ruas, apareceram também cobranças ao Congresso e críticas ao Centrão. Como bem apontou o Eduardo Campos, mais importante que o fato, são as versões do fato e suas possíveis consequências. Veja a análise do Edu sobre as interpretações para os atos de domingo.
Mercado tirou a camisa
A avaliação do governo entre agentes do mercado financeiro desabou. É o que mostra uma sondagem feita pela XP Investimentos, entre os dias 22 e 24. Segundo levantamento, a percepção “ótima ou boa” do governo caiu de 86% dos entrevistados em janeiro para 14%. Enquanto isso, o nível de "ruim ou péssimo" saltou de 1% para 43%. Confira os números.
Cada vez pior
Não é mais surpresa que a confiança na capacidade de crescimento da economia brasileira não é das melhores. O boletim Focus, publicação semanal do Banco Central que reúne estimativas de economistas, projeta agora uma alta de 1,23% no PIB do País em 2019, ante 1,24% da semana passada. Essa é a 13ª queda consecutiva da projeção dos especialistas.
Magalu reage
Após a Centauro entrar na briga pela Netshoes na quinta-feira, o Magazine Luiza reagiu. A varejista elevou em 50% a oferta pelo site de produtos esportivos, para US$ 3,00 por ação. É mais do que os US$ 2,80 que a Centauro ofereceu. Vale lembrar que na semana passada as ações da Netshoes dispararam depois da oferta da Centauro. Hoje elas devem buscar o patamar da nova proposta do Magalu. A briga deve seguir até o dia 30, quando os acionistas da Netshoes se reúnem em assembleia.
A Fiat está de olho na Renault
A tendência de consolidação no setor automotivo segue forte. A Fiat Chrysler (FCA), anunciou hoje uma proposta de fusão com a Renault. Se o acordo for concretizado, a nova empresa será a terceira maior montadora do mundo em produção e terá valor de mercado de cerca de US$ 37 bilhões. A proposta ainda será avaliada pelo conselho de administração da Renault.
Trump quer mais briga
Em mais um capítulo da guerra comercial entre China e Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse hoje que seu governo ainda não está pronto para fechar um acordo com os chineses. Trump, porém, ressaltou acreditar que os dois países chegarão a um entendimento no futuro. A afirmação foi feita durante visita ao Japão. Na ocasião, o presidente americano afirmou também que Washington fechará um acordo com Tóquio.
A Bula do Mercado: foco na política interna

A semana começa com o noticiário político local em destaque. Feriados no exterior deixam as sessões esvaziadas, dando espaço para o mercado local repercutir as manifestações do último domingo. Os protestos não foram tão fortes quanto os ocorridos em 15 de maio, mas o governo espera que os atos pressionem a aprovação de medidas no Congresso. Para os investidores, o que importa não é a dimensão das manifestações, mas sim as suas demandas.
Os feriados que paralisam as bolsas nos Estados Unidos e no Reino Unido enxuga a liquidez dos mercados. Na Ásia, os investidores elevam a cautela em meio à visita de Donald Trump ao Japão. Já na Europa, as principais bolsas começam a semana em alta, refletindo o resultado das eleições do Parlamento Europeu.
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou o dia com queda de 0,30%, aos 93.627,80 pontos, um ganho acumulado de 4,04% na semana. O dólar encerrou a sessão com baixa de 0,80%, a R$ 4,0152, um recuo semanal de 2,07%. Confira a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Agenda
Índices
- Às 8h, FGV divulga INCC de maio
- FGV divulga sondagem da construção de maio, às 8h
- Argentina divulga vendas no varejo de março, às 17h
- China: NBS: Índice de gerentes de compras (PMI) industrial de maio, às 22h
- Balança comercial (semanal)
- Feriado mantém fechados mercados dos EUA e Reino Unido.
Bancos Centrais
- Boletim Focus, às 8h25
- Banco Central divulga transações correntes e investimento estrangeiro de abril, às 10h30.
LUXO NAS ALTURAS
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