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A Netflix está com uma sequência de estreias nas próximas semanas das novas temporadas de algumas de suas séries mais populares. Confesso que já vi os novos episódios de Stranger Things e estou aguardando a nova leva de Orange is The New Black, que entra na sexta, e da excelente Mindhunters, com lançamento marcado para agosto.
Além das séries da Netflix, tenho planos de acompanhar outra temporada nas próximas semanas. Chegou a hora de as empresas de capital aberto mostrarem seus números do segundo trimestre de 2019. É a hora da verdade para as companhias, que precisam informar seus acionistas se conseguiram fechar o trimestre no azul, gerar caixa e bater as metas.
Neste momento, os CEOs e os diretores de relações com investidores precisam também abrir o bico e revelar detalhes sobre a sua estratégia para o negócio. Além dos números, você também deve ficar atento aos “comentários da administração” que vêm junto com os relatórios de desempenho e às frases dos executivos nas teleconferências com investidores.
Se você é ou deseja ser investidor de ações, compre pipoca e gaste um tempo para acompanhar a temporada de balanços das empresas. Não é tão legal quanto Stranger Things, mas quase sempre tem seus sustos, surpresas e boas oportunidades de investimento.

Vale lembrar que a bolsa de valores é suscetível a furacões políticos ou ondas de otimismo com o país que mexem com o preço dos papéis listados. Sempre foi assim e vai continuar sendo. Mas quando a poeira baixa, o que conta mesmo são os números das empresas. Há uma relação direta entre o resultado e o valor da ação.
Leia Também
A partir desta semana, toda segunda-feira o Seu Dinheiro publica uma reportagem com a expectativa dos analistas para os balanços das empresas que serão divulgados na semana. Até sexta-feira, pelo menos 10 empresas vão revelar seus números, como Cielo, Bradesco, Santander e GPA. O repórter Kaype Abreu conta aqui o que esperar destes números.
As novas medidas econômicas prometidas pelo governo Jair Bolsonaro devem agitar os mercados na semana. A mais esperada é o projeto de liberação do saque de contas do FGTS, que deve ter novidades.
Os investidores também ficam de olho em desentendimentos internos que podem gerar uma nova crise no governo Bolsonaro, como o áudio que traz um comentário do presidente sobre os governadores nordestinos. A dúvida é se ele poderá afetar o apoio dos líderes do Nordeste à reforma da Previdência. Há também uma nova ameaça de greve de caminhoneiros, que estão descontentes com a tabela do frete.
No mundo todo, os investidores aguardam com expectativas as decisões dos bancos centrais de EUA e Europa. A temporada de balanços, aqui e no exterior, também movimenta o noticiário.
Na sexta-feira, o Ibovespa encerrou a semana com uma baixa acumulada de 0,44%, aos 103.451,93 pontos. O dólar teve uma alta semanal de 0,2%, a R$ 3,7458. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Para ter um panorama completo dos principais eventos da semana que vão mexer com a bolsa você pode acessar a edição semanal da Bula do Mercado. É um conteúdo gratuito, exclusivo para os leitores Premium. Para acessar você só precisa se cadastrar aqui e indicar esta newsletter para cinco amigos. O acesso será liberado assim que eles aceitarem o convite.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender que o trabalhador terá de escolher entre menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego — ou um ou outro. Dessa vez ele disse que pode rever o percentual da multa do FGTS paga a quem é demitido sem justa causa. Atualmente, o trabalhador recebe 40% do fundo. Para alterar o valor da multa, o presidente precisaria encaminhar ao Congresso uma proposta de lei complementar — o tema é uma cláusula pétrea da Constituição. Não é à toa que Bolsonaro fala do assunto: nesta semana, deve sair o anúncio da liberação do saque do FGTS.
Após 20 semanas consecutivas em que os economistas reduziram a sua estimativa para o crescimento do PIB de 2019, vimos um sinal de alento. A projeção do boletim Focus de hoje é de um avanço de 0,82% da economia brasileira, um pouco acima do esperado na semana anterior (0,81%). A julgar pela publicação do Banco Central que reúne estimativas de economistas, parece que a onda de pessimismo atingiu o fundo do poço. Saiba mais.
O escritório do Google é famoso aqui em São Paulo pelos lanchinhos liberados e pelo ambiente descolado. A gigante de tecnologia acredita que o engajamento dos funcionários faz diferença no resultado. Neste contexto, os líderes têm um papel fundamental para conseguir tirar o melhor da sua equipe. A empresa fez até um estudo para identificar as 10 características de um gestor ideal. Veja a lista completa.

Já que eu comecei este e-mail falando em séries, quero te lembrar que o Seu Dinheiro trouxe neste domingo mais um capítulo da série Rota do Bilhão, que conta a história dos 10 homens mais ricos do mundo. O novo episódio traz a trajetória de Carlos Slim, o magnata que fez fortuna com o monopólio de telecomunicações no México e virou dono de um conglomerado com 200 empresas. Saiba mais sobre a história de Slim e veja as lições que ele pode te ensinar.
Balanços
- Depois do fechamento do mercado EUA: Balanço Whirlpool
Bancos Centrais
- Banco Central: Boletim Focus
- BC: Oferta de R$ 3 bilhões em operações compromissadas
- Secex: Balança comercial (semanal)
- EUA: Fed Chicago: Índice de atividade nacional de junho
- EUA: Presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, participa de evento do FMI em Washington
Indicadores
- Alemanha: Bundesbank publica relatório mensal sobre economia do país
- FGV: Sondagem da Indústria (preliminar) de julho
- CNI: Sondagem Industrial de junho
Política
- EUA: Presidente Donald Trump recebe primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, na Casa Branca
Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar
Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos
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Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem
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