⚠️ DIVIDENDOS EM RISCO? Lula, Bolsonaro, Ciro e Tebet querem taxar seus proventos e podem atacar sua renda extra em 2023. Saiba mais aqui

2019-10-14T14:13:40-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Vai ficar no papel?

Alcolumbre diz que há receio em autorizar privatização da Eletrobras

Presidente do Congresso relatou que 48 senadores do Norte e do Nordeste são contra, o que tornaria inviável a aprovação de um projeto com esse modelo

19 de setembro de 2019
18:12 - atualizado às 14:13
mcmgo_abr_29081921616
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), avaliou nesta quinta-feira, 19, que o Senado não tem disposição em aprovar um projeto de privatização da Eletrobras. Por outro lado, a desestatização dos Correios passaria mais facilmente, declarou.

Para Alcolumbre, há um "receio" em autorizar a privatização da estatal do setor elétrico. Ele relatou que 48 senadores do Norte e do Nordeste são contra, o que tornaria inviável a aprovação de um projeto com esse modelo.

"Se o governo continuar insistindo na privatização da Eletrobras como primeiro passo, acho que pode acabar prejudicando (a privatização) das outras empresas estatais que seriam importantes para modernização."

Sem base

Ainda sobre o tema, Alcolumbre afirmou o governo não tem base para aprovar a privatização da Eletrobras no Congresso.

Diante disso, o governo teria de começar a agenda de privatizações por outras empresas que - na visão dele - enfrentam menos resistências no tema, como os Correios. "Não pode começar por Eletrobras. O governo não tem base, a dificuldade é isso também", declarou, em evento realizados pelos jornais Valor Econômico e O Globo, em Brasília.

"O governo não tem uma base sólida para defender as suas pautas porque não quis construir. O governo tem que entender que o Senado tem o seu tempo próprio e é isso que vai acontecer diante das privatizações."

Alcolumbre defendeu que as privatizações sejam discutidas no Congresso "caso a caso". E ainda criticou o formato de articulação política do governo. Na opinião dele, o distanciamento do Executivo com o parlamento tem dificultado a confiança dos investidores e prejudicado a recuperação da economia.

Projeto

Alcolumbre declarou ainda que vai procurar o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para articular um acordo em torno de uma proposta de modernização do setor elétrico.

Uma das proposições em discussão na Casa trata da repactuação do risco hidrológico de geradores com contratos no mercado livre. A proposta é acompanhada de perto pelo setor.

"A conversa é para entender se o Senado ou vota do jeito que está ou aprimora a matéria para resolver de uma vez por todas esse problema, que eu acho importante na logística nacional."

Simplificação de impostos

Alcolumbre apontou a redução do imposto sobre a folha de salários como um assunto não prioritário na reforma tributária. A proposta, pontuou, vai focar em simplificar impostos, e não reduzir tributos.

Uma das resistências na desoneração é a necessidade de compensar a perda na arrecadação, o que pode envolver criação ou aumento de impostos. "Se tivermos a oportunidade de desonerar, vamos desonerar, mas não vamos inventar nada mais para sufocar os brasileiros", declarou o presidente do Senado durante evento organizado pelos jornais Valor Econômico e O Globo, em Brasília.

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) apresentou na quarta-feira, 18, o parecer da reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça, tirando do texto um item que possibilitava a desoneração da folha com um imposto sobre valor agregado (IVA), a ser criado com a reforma, maior. Ele apenas manteve um comando já existente na Constituição abrindo brecha para a redução do imposto da folha salarial.

"Quem falar que vai reduzir imposto na reforma tributária vai estar faltando com a verdade. A gente vai simplificar", declarou Alcolumbre. Ele também afirmou que a criação de qualquer tributo - como a CPMF - não passa no Congresso.

"Vamos fazer a simplificação dos impostos, cada dia com sua agonia, temos momentos de fazer isso", afirmou, sendo questionado se a reforma tributária iria desonerar a folha.

Ele ainda apontou outra resistência no Congresso: desindexar o salário mínimo de um aumento pela inflação, como cogita a equipe econômica. "Politicamente, é uma matéria que não tem simpatia do Parlamento. Há debate sobre teto e sobre piso, mas não é o caminho agora."

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

ELEIÇÕES 2022

Eleições 2022: Acompanhe o resultado da apuração para presidente no exterior

2 de outubro de 2022 - 19:27

A apuração começa depois das 17h, no horário de Brasília. Veja o resultado da eleição de presidente, de acordo com dados do TSE

Eleições 2022

Eleições 2022: acompanhe o resultado das eleições para governador de Santa Catarina

2 de outubro de 2022 - 19:10

A apuração começou depois das 17h, no horário de Brasília. Veja o resultado da eleição para governador de Santa Catarina, de acordo com o TSE

APURAÇÃO POR ESTADO

Eleições 2022: Helder Barbalho caminha para a reeleição no Pará

2 de outubro de 2022 - 18:56

Acompanhe a apuração das eleições por estado aqui no Seu Dinheiro

ELEIÇÕES 2022

Eleições 2022: Acompanhe a apuração da eleição para governador do Rio Grande do Sul (RS)

2 de outubro de 2022 - 18:44

No Rio Grande do Sul (RS), Eduardo Leite (PSDB) disputa a reeleição com o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL); acompanhe o resultado

APURAÇÃO POR ESTADO

Eleições 2022: Petista sai à frente na disputa pelo governo do Ceará; candidato de Ciro vem em terceiro lugar

2 de outubro de 2022 - 18:38

Acompanhe a apuração das eleições por estado aqui no Seu Dinheiro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies