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Quando conversei pela primeira vez com José Galló, executivo que presidiu a Lojas Renner por cerca de 20 anos, a ação da empresa perdia mais de 60% no ano. Era novembro de 2008, a crise americana do subprime pesava na bolsa e já abalava os negócios no Brasil. Eu era repórter da Folha de S. Paulo e Galló me explicou o plano para preservar o caixa da empresa e enfrentar a crise.
Anos depois, desta vez pelo Estadão, estive em Porto Alegre para uma nova entrevista com Galló. O cenário era totalmente diferente: a Renner se preparava para fazer o seu maior investimento até então para modernizar e ampliar suas lojas.
Na primeira entrevista com Galló, em 2008, a ação da Lojas Renner valia R$ 1,57, na segunda, em 2012, valia R$ 8,90. Na última sexta-feira, o papel da companhia valia R$ 48,05.
Foi sob o comando dele que a Renner virou uma queridinha da bolsa. Tanto que sua sucessão foi um evento acompanhado com lupa por analistas de mercado. A troca de comando ocorreu em abril deste ano e desde então Galló é presidente do conselho de administração da varejista.
Na nova função, Galló se dedica a pensar o futuro da empresa e orientar a diretoria para conduzir a companhia no rumo certo. Além da Renner, ele também está no conselho de administração de outras três empresas: Itaú Unibanco, Ultrapar e Localiza.
Galló recebeu a repórter Daniele Madureira para uma conversa em Porto Alegre para a série “Os Conselheiros”, que mostra o trabalho invisível dos chefes dos CEOs. Confira a entrevista completa.
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Na sexta-feira passada, Wall Street já estava fechada quando Donald Trump anunciou o aumento de 10% para 15% da tarifa de importação sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses. A reação a todo esse noticiário começou hoje nas bolsas asiáticas: Tóquio e Hong Kong recuaram mais de 2%, enquanto Xangai cedeu pouco mais de 1%. Mas os índices futuros das bolsas de Nova York tentam construir um cenário otimista para o dia e exibem ganhos. Hoje, aliás, o presidente dos EUA, disse que vai retomar o diálogo com a China em breve.
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