O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O impacto do tarifaço é mitigado pela lista de exceções, que foi ampliada e passou a isentar mais de 800 produtos. O setor do agronegócio é o mais beneficiado

A metralhadora tarifária do presidente Donald Trump voltou a atingir o Brasil em cheio. Na noite de ontem (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) anunciou que o governo norte-americano passará a aplicar uma taxa adicional de 25% aos produtos brasileiros a partir da próxima quarta-feira (22).
A decisão ocorre após a investigação da Seção 301, que avaliou práticas comerciais do país em relação aos EUA. Com o comunicado, os mercados locais iniciam o dia reagindo à tarifa.
Nesta manhã, o Ibovespa abriu o pregão em queda de 0,55%, aos 175,040 pontos. Já o dólar à vista abriu o pregão desta quinta-feira (16) em alta de 0,25% ante o real, a R$ 5,0913.
O impacto do tarifaço é mitigado pela ampliação da lista de exceções, que isenta mais de 800 produtos. O setor do agronegócio foi o mais beneficiado, com destaque para o café, carne bovina e laranja.
A Câmara Americana de Comércio (Amcham) no Brasil também se pronunciou sobre a decisão, afirmando que a tarifa indica um resultado "muito negativo" para a relação bilateral.
A declaração da entidade foi realizada em carta escrita em conjunto com a Amcham dos EUA e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Leia Também
As entidades avaliam que a medida coloca o Brasil entre os países com condições mais restritivas no mundo para acessar o mercado norte-americano, com tendência a afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações industriais e do agronegócio.
"Esse tratamento contrasta com o crescente superávit comercial dos EUA com o Brasil — de US$ 41,8 bilhões em bens e serviços em 2025 — e com o baixo patamar das tarifas efetivamente aplicadas pelo país aos produtos norte-americanos", disseram, em nota.
O documento foi encaminhado ao Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e ao Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Nos EUA, a carta foi enviada ao representante do USTR, Jamieson Greer, e ao Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Não é só o brasileiro que sai perdendo com o novo tarifaço. A Amcham Brasil também considera que as taxas tendem a elevar custos para as empresas e consumidores norte-americanos e reduzir a competitividade das indústrias que utilizam insumos brasileiros.
Além disso, avalia que a medida pode ampliar a dependência dos EUA em relação a fornecedores asiáticos, com potencial para deteriorar o déficit comercial do país com os mercados na região.
Ainda segundo a Câmara, a decisão de impor uma nova tarifa aos produtos brasileiros limita as oportunidades de cooperação entre os dois governos em áreas estratégicas, como minerais críticos, energia, economia digital e propriedade intelectual.
A expectativa é de aprofundamento da queda do comércio bilateral, que já registra recuo de 13% no ano e levou a participação dos EUA no comércio exterior brasileiro ao menor nível histórico. Uma possível piora dos investimentos entre os mercados brasileiros e norte-americanos também está no radar da entidade.
"Esperamos que os governos do Brasil e dos Estados Unidos mantenham abertos os canais de diálogo. Embora não tenha sido possível alcançar um acordo, as negociações se intensificaram nos últimos meses e seguem sendo o caminho mais eficaz para a retirada das sobretaxas e a construção de uma agenda bilateral mais ampla", afirma o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.
Ele reforçou que as negociações se tornam ainda mais urgentes diante da probabilidade de uma outra rodada do tarifaço, devido à investigação sobre trabalho forçado, que poderá elevar as taxas para até 37,5%.
A Amcham Brasil ainda avalia que o aumento dos itens isentos — como partes para fabricação de aviões, petróleo e celulose — é positiva e deve contribuir para mitigar parte dos impactos.
No entanto, também solicita a criação de um mecanismo para considerar novas exclusões para produtos cujas taxas possam gerar "impactos econômicos desproporcionais para empresas e consumidores ou que não contribuam de forma efetiva para resolver as preocupações comerciais apontadas pelos EUA", afirmou.
Inicialmente, a equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o impacto da nova rodada de tarifas é irrelevante, segundo apuração da Broadcast.
Porém, a reação da gestão brasileira não deve ser rápida. A ideia é estruturar a estratégia, uma vez que o caso é visto como sensível, envolvendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil.
Ainda durante a madrugada, o governo avaliou, por meio de nota da Secretaria de Comunicação (Secom), que o novo tarifaço é um "marco lastimável" e informou que pretende acionar a lei de reciprocidade.
"Os EUA vinham dando todos os sinais de que viriam para o confronto. Nunca quiseram negociar a sério, e não foi por falta de a gente tentar. Primeiro, temos que analisar detidamente o teor das medidas e o alcance das exceções. O dever de casa chama", explicou uma fonte.
O tarifaço também deve gerar impactos nas eleições presidenciais de outubro, especialmente sobre a campanha de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato do Partido Liberal (PL). Após o anúncio, integrantes e aliados do governo dispararam acusações de traição contra a família.
Além disso, uma nova pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta manhã, mostrou que 51% dos entrevistados avaliam que a responsabilidade do tarifaço é do à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
A pesquisa indicou ainda que 42% dos entrevistados afirmaram que a medida aumenta a vontade de votar em Lula, enquanto 27% dizem o mesmo sobre Flávio.
Porém, o levantamento revelou que 57% dos brasileiros não sabem da viagem de Flávio para os EUA, para pedir a Trump que não tarifasse o Brasil e em defesa do pix. Ainda assim, dentre os que souberam, 58% afirmaram que ele não tem força para convencer o presidente norte-americano, enquanto 34% declararam confiar nele.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes dos EUA anunciarem o novo tarifaço, com 2.004 entrevistas em todo território nacional. A margem de erro é de 2 pontos percentuais
*Com informações do Estadão Conteúdo.
BANCO CENTRAL
DORMINDO NO PONTO
MAIS DESCANSO
Conteúdo Empiricus
ATENÇÃO TRABALHADORES
HORA DE COMPRAR?
ESTRELA QUE BRILHA SOZINHA?
MÁQUINA DE MILIONÁRIOS
DEPOIS DA CHUVA
Internet
TUDO PRONTO
TER OU NÃO TER
LIDERANÇA INCONTESTÁVEL
AGENDA CARREGADA
CONFIRA O RESULTADO
ORIENTE MÉDIO
CORTE VEM AÍ?
NOVA RESOLUÇÃO
Conteúdo Empiricus