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O mercado gosta de risco, mas não gosta de incerteza. Quem me disse essa frase foi um experiente operador da bolsa logo que eu comecei a cobrir o sobe e desce das ações. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O jovem repórter (bons tempos…) custou um pouco a entender a diferença. Ambos os […]

O mercado gosta de risco, mas não gosta de incerteza. Quem me disse essa frase foi um experiente operador da bolsa logo que eu comecei a cobrir o sobe e desce das ações.
O jovem repórter (bons tempos…) custou um pouco a entender a diferença. Ambos os conceitos estão intrinsecamente ligados: quanto menor a incerteza, maior a propensão dos investidores a tomar riscos.
As ações da Petrobras demonstraram ao vivo no pregão de hoje da B3 como funciona essa calibragem entre risco e incerteza na bolsa.
A estatal era a favorita para arrematar as áreas do pré-sal no megaleilão de hoje. Inclusive porque já opera no local e havia indicado a intenção de participar dos campos de Búzios e Itapu com uma participação mínima de 30% no consórcio vencedor.
A incerteza aumentou subitamente, porém, quando saiu o resultado dos dois primeiros campos. Quase todas as empresas estrangeiras deram um bolo no leilão e a Petrobras não ficou com 30%, mas com 90% da área de Búzios e com 100% de Itapu.
Trocando em números, a empresa se comprometeu a assinar um cheque de R$ 63,1 bilhões para explorar as áreas.
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Sem saber o que aconteceria com os outros dois blocos em disputa, os investidores correram para vender as ações da Petrobras, que chegaram a cair mais de 5% na mínima do dia.
Minutos mais tarde, porém, quando saiu a confirmação de que a companhia não fez proposta pelas demais áreas, houve uma nova recalibragem entre risco e incerteza. Resultado: as ações voltaram a ser negociadas perto da estabilidade.
Passado o susto do pregão, você deve estar se perguntando: e agora, como fica a vida da Petrobras depois do leilão do pré-sal? Quem traz a resposta é o Victor Aguiar nesta análise que vale a pena a leitura.
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