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2019-09-24T19:33:19-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Tensão na Casa Branca

Presidente da Câmara dos EUA abre processo de impeachment contra Trump

Em meio ao imbróglio envolvendo supostas pressões exercidas por Trump sobre o presidente da Ucrânia para prejudicar o senador democrata Joe Biden, a Câmara dos Representantes dos EUA abriu um processo de impeachment contra o republicano

24 de setembro de 2019
19:33
Donald Trump
Imagem: Shutterstock

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode estar em maus lençóis. Há pouco, a presidente da Câmara dos Representantes do país, Nancy Pelosi, anunciou a abertura de um processo de impeachment contra o republicano, afirmando que ações tomadas pelo chefe da Casa Branca "violaram a Constituição".

Como pano de fundo para o pedido, aparecem as supostas pressões exercidas por Trump sobre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Em julho, o governo americano cortou uma verba de cerca de US$ 400 milhões que seria repassada à atual administração ucraniana.

Pouco tempo depois, num telefonema em julho, o presidente dos EUA teria tentado convencer Zelensky a abrir uma investigação contra um dos filhos do senador democrata Joe Biden, um dos potencial rivais de Trump nas próximas eleições presidenciais.

O argumento de Trump é o de que no passado, quando era vice-presidente de Barack Obama, Joe Biden teria se empenhado numa campanha para a demissão do promotor-geral da Ucrânia, Viktor Shokin. Na mesma época, o filho do então vice-presidente americano, Hunter Biden, trabalhava numa empresa ucraniana de gás natural — assim, caberia algum tipo de investigação contra a família do político.

Desta maneira, lideranças do partido Democrata argumentam que o corte de verba direcionada à Ucrânia foi usado como "moeda de troca": caso o presidente ucraniano aceitasse o pedido de Trump para investigar os familiares de Biden, os recursos seriam restabelecidos; caso não, a cifra continuaria congelada.

E, em meio a todo esse imbróglio, a presidente da Câmara dos Representantes — órgão semelhante à Câmara dos Deputados no Brasil — abriu um processo de impeachment contra Trump. Vale lembrar que Pelosi também faz parte do partido Democrata e sempre manifestou oposição ao republicano.

Trump reage

No meio da tarde, após ter discursado na Assembleia Geral da ONU, Trump disse ter autorizado a divulgação, nesta quarta-feira (25), da transcrição completa de sua conversa por telefone com o presidente da Ucrânia, afirmando que o diálogo entre os dois não envolveu qualquer tipo de pressão por sua parte.

O movimento foi entendido como a única alternativa para evitar a abertura do processo de impeachment por Pelosi, uma vez que, nos últimos dias, a insatisfação do partido Democrata a respeito da possibilidade de abertura de investigação contra a família de Biden tomou grandes proporções.

No entanto, a promessa feita por Trump não surtiu efeito, com a presidente da Câmara dos Representantes dando início ao processo de impeachment do republicano no início da noite. O movimento, apesar de emblemático, não deve causar maiores transtornos ao chefe da Casa Branca, ao menos por enquanto.

Afinal, o Senado americano possui maioria republicana e, assim, o processo tende a ser barrado ao chegar na Casa. No entanto, Trump foi ao Twitter neste início de noite para se manifestar sobre a abertura do pedido de impeachment.

"Num dia tão importante para o nosso país nas Nações Unidas, com tanto trabalho e tanto sucesso, foi arruinado de propósito pelos democratas com mais caça às bruxas. Isso é muito ruim para o nosso país", escreveu Trump, no Twitter. "Eles nunca leram a transcrição da conversa. Uma total caça às bruxas".

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