Menu
2019-11-14T15:15:13-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Câmbio

Comprados e vendidos disputam dólar a R$ 4,20 de olho no BC

Depois de um breve ajuste de baixa, dólar voltou a subir e já testou os R$ 4,20 no mercado futuro. Grande pergunta continua sendo se o Banco Central (BC) atuará ou não

14 de novembro de 2019
11:58 - atualizado às 15:15
Boxe-Lutadores-Corner
Imagem: Shutterstock

Comprados e vendidos estão, novamente, em uma acirrada disputa no mercado de dólar. A linha a ser observada nessa batalha é a barreira técnica e psicológica de R$ 4,20, que marca a máxima histórica nominal do mercado de câmbio.

Nesta quinta-feira, tivemos um ajuste de baixa na abertura no mercado à vista, algo não surpreendente tendo em vista que houve um descolamento como mercado futuro no pregão de ontem, provocado, vejam só, por anúncio do Banco Central do Chile.

Depois de ver o peso fazer mínimas históricas, o BC chileno anunciou atuação no mercado, no volume de US$ 4 bilhões em operações de swap. Quem reagiu prontamente foi o dólar futuro no mercado brasileiro, que reduziu bruscamente o ritmo de alta.

Por aqui, como já dissemos, segue a expectativa com relação ao que o nosso Banco Central (BC) poderá fazer caso essa linha de R$ 4,20 seja rompida para cima. No mercado futuro, no começo da tarde, a cotação bateu R$ 4,203. No mercado à vista, a máxima do dia foi renovada em R$ 4,1988. Por volta das 15h10, o dólar comercial subia 0,22%, a R$ 4,1947 (veja nossa cobertura de mercados).

Já dissemos, mas não custa reforçar, que o BC não atua para defender linha de preço ou tentar mudar a tendência do mercado. O BC entra no câmbio quando detecta movimentos de falta de liquidez ou variações muito dispares de moedas semelhantes ao real.

No entanto, no mercado, a linha é de R$ 4,20 é o que determina compras e vendas e a eventual atuação do BC é que ditará o alívio do vendido ou tristeza do comprado.

Aqui temos uma assimetria de percepção, por assim dizer. Se o BC atua no R$ 4,20, como fez em agosto, cria uma "quase certeza" no vendido, que ele sempre será "salvo". Se não atua, corre o risco de ver uma arrancada na cotação, com vendidos cobrindo posição e comprados dobrando a aposta.

Olhando além do famoso “bate carteira” do dia a dia, temos que o conjunto de vetores que influi na formação de preço é desfavorável ao real. A liquidez em dólar no mercado local está escassa e não é de hoje.

Já mostramos que o fluxo cambial, em 12 meses, capta a maior saída de dólares do país desde que abandonamos o regime de bandas cambiais em 1999, coisa na casa dos US$ 40 bilhões. Boa parte da saída reflete a troca de dívida externa por interna de empresas, entre elas a Petrobras.

Há também o quase fim das operações de arbitragem de juros com real, reflexo da queda da Selic e no estreitamento entre juros locais e externos.

Mais recentemente, no lado das expectativas, tivemos uma perspectiva de ingresso de dólares frustrada com o leilão do pré-sal, o que obrigou boa parte dos agentes a rever posicionamentos. Junto disso, tivemos agravamento de problemas políticos na região, notadamente no Chile (e vimos com isso pesa na cotação) e Bolívia.

Além disso, estamos entrando em um período sazonalmente negativo em termos de fluxo. Empresas e investidores fecham balanços e elevam as remessas para fora do país. Junto disso, a balança comercial, que já não está nada vibrante, também tem desempenho mais fraco nesse período do ano (sazonalidade de safras).

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Novo candidato?

Rapper Kanye West diz que vai concorrer à presidência dos EUA – e já tem o apoio de Elon Musk

Conhecido apoiador do presidente Donald Trump, o rapper tuitou que concorreria à presidência, e Musk respondeu

Negociações

Bradesco está na reta final para comprar participação no C6 Bank, diz jornal

Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, transação gira em torno de R$ 2 bilhões

Aquisição à vista?

Lojas Americanas fará oferta de ações no valor de R$ 5 bi a R$ 7 bi, diz site

Segundo o Brazil Journal, oferta será 100% primária, mas destinação dos recursos ainda não está clara

Balanço da bolsa

As melhores e piores ações do primeiro semestre

Apesar da recuperação recente do Ibovespa, índice ainda acumula perdas no ano, e apenas 15 das suas ações acumulam alta no semestre

PROJETO DE APOSENTADORIA

Você pode criar sua própria previdência com apenas três ativos na carteira

Claro que existem bons planos de previdência privada, mas para encontrá-los você precisa deixar o bando e alçar voo solo.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements