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Em ata do Copom, BC sinaliza para cortes adicionais da Selic

Na quarta-feira passada, a Selic foi fixada em 5,5%, ante 6%, chegando a mais uma mínima histórica; veja o que diz o documento da reunião do Copom

24 de setembro de 2019
9:27 - atualizado às 15:35
Copom
Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, responsável por definir a Selic - Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

O Banco Central (BC) voltou a indicar nesta terça-feira, 24, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), mais cortes na taxa básica de juros. Na quarta-feira passada, a Selic foi fixada em 5,5%, ante 6%.

Na ata do encontro, divulgada nesta manhã, o BC repetiu uma ideia contida no comunicado da semana passada: a de que "a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve ajuste no grau de estímulo monetário, com redução da taxa Selic em 0,50 ponto porcentual".

Ao mesmo tempo, o BC enfatizou que, apesar da avaliação de que a taxa poderá cair ainda mais, "os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação".

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Na prática, o recado é de que o Copom tomará sua decisão sobre juros apenas no momento da próxima reunião, marcada para o fim de outubro.

Reformas

O Banco Central reafirmou na ata que "o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado". Ao mesmo tempo, o BC enfatizou que "perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

Estas ideias já haviam sido expressas pelo BC no comunicado do último encontro do Copom, divulgado na quarta-feira passada (dia 18).

Entre as reformas pretendidas pelo governo, a principal é a da Previdência, cujo projeto está atualmente em tramitação no Senado.

Na ata agora divulgada, o Copom ressaltou ainda que "a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes". "Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva.", acrescentou a instituição.

*Com Estadão Conteúdo

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