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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Congresso

Não importa quem seja o presidente do Senado, agenda de reformas vai seguir adiante

Para cientista político e sócio da Arko Advice, Lucas de Aragão, reforma da Previdência está na pauta e será votada

1 de fevereiro de 2019
15:12 - atualizado às 13:58
Renan Calheiro MDB-AL
Senador Renan Calheiros (MDB-AL) concede entrevista após reunião de bancada do MDB. - Imagem: Jonas Pereira/Agência Senado

A eleição das presidências do Congresso é o evento político do dia aqui em Brasília. Com a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) bem encaminhada na Câmara dos Deputados, as atenções estão voltadas ao Senado, onde o quadro se mostra mais tumultuado.

A votação está prevista para o fim da tarde, mas manobras regimentais já acontecem e vemos notícias, também, de movimentação para que votação seja por voto aberto. Cenário que não favoreceria Renan Calheiros (MDB-AL) que ganhou a indicação do partido para concorrer ao cargo.

Conversei com cientista político e sócio da Arko Advice, Lucas de Aragão, e ele acredita que deveremos ter uma batalha regimental na eleição no Senado, pois o regimento interno prevê eleição fechada para a presidência da casa, mas há artigo, no mesmo regimento, que diz que o plenário pode decidir diferente.

Segundo Lucas, esse quadro que tira força de Renan, pode facilitar a eleição de Tasso Jereissati (PSDB-CE). Mas o ponto que importa é que a reforma da Previdência está na pauta e será votada, independentemente de o presidente ser A, B ou C.

“O mercado pode ter um soluço com o resultado da eleição, mas dependeria de uma frase do Tasso para se resolver a questão. O PSDB, historicamente, é comprometido com uma pauta dessas”, explica Lucas.

Se o eleito for mesmo Tasso, Lucas não tem dúvida de que o senador iria afirmar a importância das reformas. A diferença com relação ao Renan é que Tasso tenderia a ser “menos governista” e um pouco mais independente.

Lucas nos lembra que o papel do presidente do Senado em um processo como a reforma da Previdência é um só: pautar o tema. O ponto tido como vantagem para Renan é sua capacidade de organizar e articular coalizões em torno de um assunto. Capacidade que não necessariamente seria perdida com ele fora da presidência.

Ainda de acordo com o especialista, o governo Jair Bolsonaro foi cauteloso em não apoiar ninguém explicitamente. Há um candidato do PSL, partido de Bolsonaro, concorrendo (Major Olímpio, mas que poderia desistir) e o governo também fez “afagos” a Renan e a outros concorrentes.

Seja qual for o resultado, como o nome do novo presidente só será conhecido depois do fechamento dos mercados, possíveis reações no Ibovespa, dólar e juros aconteceriam na segunda-feira.

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