O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Câmara dos Deputados aprovou (finalmente!) nesta quarta-feira, a liberação de 100% do capital estrangeiro em companhias aéreas nacionais, o que representa um passo importante para acabar com a barreira atual
As empresas áreas muito em breve não vão mais precisar "disfarçar" que têm acionistas estrangeiros acima do limite permitido pela lei brasileira. A Câmara dos Deputados aprovou (finalmente!) nesta quarta-feira (20) a liberação de 100% do capital estrangeiro em companhias aéreas nacionais, em um passo importante para acabar com a barreira atual. Antes, só era permitido que os gringos fossem donos de uma fatia de no máximo 20% do capital votante das companhias nacionais.
Antes de a legislação virar, o texto ainda precisa ser votado no Senado e sancionado pelo presidente da República. Muita água ainda pode rolar, portanto. Mas a votação na Câmara é sim um passo significativo. Desde 2010 esse texto está em discussão no Congresso e esteve na iminência de ser votado muitas vezes.
A mudança na legislação pode, sim, facilitar as aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras, o que na prática é uma opção de capitalização para elas. Essa novidade pode mexer com as ações da Azul e da Gol, que ganham um caminho mais fácil para conseguir capital. A Gol é parceira da americana Delta, uma das companhias aéreas mais rentáveis do mundo. A Delta aumentou sua fatia na Gol na época da crise a ajudou a evitar a quebra da empresa em 2016. O mercado deve ver com bons olhos essa mudança para a ação da Gol.
O limite de capital estrangeiro não impediu a realização de negócios no setor aéreo, mas exigiu uma certa engenharia financeira na realização dessas operações. Hoje, as três maiores empresas aéreas brasileiras têm sócios estrangeiros - e Latam e Azul já tiveram fatias superiores ao limite previsto na lei. Como elas conseguiram tal façanha? Ah, elas deram um jeitinho.
A primeira foi a antiga TAM, que se uniu à chilena LAN em 2010, em um negócio que dava aos acionistas da companhia aérea chilena 70% da nova empresa, a Latam. A estrutura financeira foi desenhada para, no papel, cumprir a lei brasileira. Mas na prática deu o controle do negócio ao sócio de maior participação - no caso, os controladores da LAN, a família Cueto.
O que a TAM adotou na época virou uma solução padrão. Apesar de ter uma fatia menor da nova empresa, os antigos sócios brasileiros (a família Amaro) ficaram com 80% das ações ordinárias (ON, com direito a voto em assembleia de acionistas) na TAM SA, companhia que tinha o certificado operacional de empresa aérea. No papel, era como se a família Amaro mandasse na empresa mesmo sendo minoritária. Conversa pra boi dormir...
Leia Também
Lembro que na época em que o negócio foi anunciado e a integração das empresas estava em curso, a imprensa tentava apurar quem de fato mandava na TAM. Logo se descobriu que os chilenos estavam ditando as novas regras - e foi um escândalo. O próprio Enrique Cueto chegou a dar declarações dizendo que os Amaro mandavam na TAM - e não os novos donos - para tentar despistar a opinião pública.
Hoje, a Latam é uma empresa de capital aberto no Chile e controlada pela família Cueto, antiga dona da LAN, dona de uma fatia de 27,9% na companhia. Os Amaro, antigos donos da TAM, detém apenas 2,6% da empresa.
A criação da Latam deu a largada para uma corrida entre as áreas estrangeiras para encontrar seus parceiros no Brasil. Eu já disse em outras reportagens que o setor aéreo divide as empresas em grupinhos de companhias parceiras, com base em alianças do setor. As três principais são Star Alliance, One World e Sky Team.
Além de frequentes, a ideia de fazer alianças entre as aéreas é uma tendência no setor em que companhias que pretendem estreitar seus relacionamentos compram participações minoritárias em empresas estrangeiras parceiras.

Mas foi nesta década que o Brasil entrou nesse jogo. Em 2011, a Delta comprou uma fatia minoritária na Gol. Três anos depois, a Air France, que é "colega" da Delta na Sky Team, seguiu o mesmo caminho.
As concorrentes também se mexeram. A Qatar Airways, que é parceira da Latam na One World, comprou 10% da empresa. Já a Azul vendeu uma fatia para a United Airlines, membro da Star Alliance.
E o capital estrangeiro no meio dessa bagunça? Pois bem, até aí, as fatias eram pequenas, sem crise.
No meio da crise econômica, as companhias aéreas brasileiras entraram numa corrida para fortalecer seus caixas. O processo envolveu a venda de participações a empresas estrangeiras - alguns dos negócios mencionados logo acima ocorreram nessa época. Porém, nenhuma operação foi tão grande - e tão descarada- como a venda de uma fatia da Azul para o grupo chinês HNA em novembro de 2015.
Quanto foi vendido? O percentual de 23,7% da empresa por R$ 1,7 bilhão. Ué, mas o limite de capital estrangeiro não era 20%? Lembra da engenharia financeira da LAN e TAM que fingiram que o gringo não tinha poder na empresa e só usava uma estrutura societária que envolvia ações ordinárias e preferenciais? Pois é, a Azul fez algo parecido.
Anos depois, os chineses saíram da Azul de fininho. Eles aproveitaram que a empresa estava na bolsa para vender suas ações.
Como você viu, o limite de capital estrangeiro não impediu as empresas aéreas de negociarem participações acima de 20% para empresas estrangeiras. Aí você pode me perguntar: então o fim do limite não muda nada no setor?
Não é bem assim... O fim do limite abre a possibilidade para que ocorram novas fusões e aquisições e até a venda de 100% de uma empresa aérea brasileira a um gringo. Pense bem: mesmo que a empresa tenha feito alguma engenharia financeira para mascarar a venda de controle, ela sempre precisou manter um sócio brasileiro na jogada para cumprir a lei.
Outro ponto importante é que nem todo mundo topa fazer negócio em termos escusos. A LAN e TAM quando fecharam negócio já tinham uma relação de parceria há anos, com ações que envolviam compras conjuntas de aeronaves.
Os negócios da Gol, por sua vez, também envolvem companhias que já eram parcerias ao menos de code-share (compartilhamento de voos).
Ou seja, as empresas aéreas têm interesse operacional nesses negócios, como integração de malhas. Mas e o investidor estrangeiro? Vai topar comprar ações sem direito a voto a vida inteira?
O limite de capital estrangeiro é um dos entraves para o lançamento de ações de companhias aéreas brasileiras no novo mercado. Como os gringos não podem ter mais do que 20% das ações ordinárias pela legislação atual, as empresas aéreas só conseguem negociar ações preferenciais em bolsa. É difícil controlar se o limite será cumprido quando as ações estão no mercado.
Por causa disso, não há ações de empresas aéreas no novo mercado, o segmento mais rígido de governança corporativa da B3. Um dos requisitos para entrar no grupo é ter apenas ações ON listadas em bolsa.
A Gol tentou aprovar uma reestruturação societária e pediu para ter sua ação migrada para o novo mercado. Mas, até agora, não conseguiu o aval da Comissão de Valores Mobiliários. Agora, vamos aguardar para ver. Talvez não precise mais inventar moda.
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores
Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos