🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Marina Gazzoni

Marina Gazzoni

Diretora-Executiva do Seu Dinheiro e Money Times. Tem 20 anos de experiência em gestão, edição e reportagem de projetos de conteúdo de Economia, passando por Empiricus Research, G1/Globo, Folha, Estadão e IG. Tem MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais e MBA em Marketing Digital. É planejadora financeira CFP® e mestranda na FGV (Inovação Corporativa).

LIBEROU GERAL

Empresas aéreas brasileiras já têm capital estrangeiro – talvez não precisem mais disfarçar

A Câmara dos Deputados aprovou (finalmente!) nesta quarta-feira, a liberação de 100% do capital estrangeiro em companhias aéreas nacionais, o que representa um passo importante para acabar com a barreira atual

Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
21 de março de 2019
5:38 - atualizado às 9:54
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

As empresas áreas muito em breve não vão mais precisar "disfarçar" que têm acionistas estrangeiros acima do limite permitido pela lei brasileira. A Câmara dos Deputados aprovou (finalmente!) nesta quarta-feira (20) a liberação de 100% do capital estrangeiro em companhias aéreas nacionais, em um passo importante para acabar com a barreira atual. Antes, só era permitido que os gringos fossem donos de uma fatia de no máximo 20% do capital votante das companhias nacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes de a legislação virar, o texto ainda precisa ser votado no Senado e sancionado pelo presidente da República. Muita água ainda pode rolar, portanto. Mas a votação na Câmara é sim um passo significativo. Desde 2010 esse texto está em discussão no Congresso e esteve na iminência de ser votado muitas vezes.

A mudança na legislação pode, sim, facilitar as aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras, o que na prática é uma opção de capitalização para elas. Essa novidade pode mexer com as ações da Azul e da Gol, que ganham um caminho mais fácil para conseguir capital. A Gol é parceira da americana Delta, uma das companhias aéreas mais rentáveis do mundo. A Delta aumentou sua fatia na Gol na época da crise a ajudou a evitar a quebra da empresa em 2016. O mercado deve ver com bons olhos essa mudança para a ação da Gol.

O limite de capital estrangeiro não impediu a realização de negócios no setor aéreo, mas exigiu uma certa engenharia financeira na realização dessas operações. Hoje, as três maiores empresas aéreas brasileiras têm sócios estrangeiros - e Latam e Azul já tiveram fatias superiores ao limite previsto na lei. Como elas conseguiram tal façanha? Ah, elas deram um jeitinho.

  • Latam: na época da fusão, os sócios da chilena LAN ficaram com 70% da empresa. Hoje a companhia é controlada pela família chilena Cueto, dona de 27,9% da Latam, e uma fatia de 10% é da Qatar Airways. Os antigos controladores da TAM, a família Amaro, tem 2,6% da companhia.
  • Gol: tem como acionistas a americana Delta e a Air France, em fatias inferiores a 20%.
  • Azul: atualmente 8% da empresa é da United Airlines. No passado, a chinesa HNA chegou a deter fatia equivalente a 23,7% na empresa, mas ela se desfez de suas ações.

TAM inventa 'fórmula' para driblar limite legal

A primeira foi a antiga TAM, que se uniu à chilena LAN em 2010, em um negócio que dava aos acionistas da companhia aérea chilena 70% da nova empresa, a Latam. A estrutura financeira foi desenhada para, no papel, cumprir a lei brasileira. Mas na prática deu o controle do negócio ao sócio de maior participação - no caso, os controladores da LAN, a família Cueto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que a TAM adotou na época virou uma solução padrão. Apesar de ter uma fatia menor da nova empresa, os antigos sócios brasileiros (a família Amaro) ficaram com 80% das ações ordinárias (ON, com direito a voto em assembleia de acionistas) na TAM SA, companhia que tinha o certificado operacional de empresa aérea. No papel, era como se a família Amaro mandasse na empresa mesmo sendo minoritária. Conversa pra boi dormir...

Leia Também

Lembro que na época em que o negócio foi anunciado e a integração das empresas estava em curso, a imprensa tentava apurar quem de fato mandava na TAM. Logo se descobriu que os chilenos estavam ditando as novas regras - e foi um escândalo. O próprio Enrique Cueto chegou a dar declarações dizendo que os Amaro mandavam na TAM - e não os novos donos - para tentar despistar a opinião pública.

Hoje, a Latam é uma empresa de capital aberto no Chile e controlada pela família Cueto, antiga dona da LAN, dona de uma fatia de 27,9% na companhia. Os Amaro, antigos donos da TAM, detém apenas 2,6% da empresa.

Brasil na rota de fusões

A criação da Latam deu a largada para uma corrida entre as áreas estrangeiras para encontrar seus parceiros no Brasil. Eu já disse em outras reportagens que o setor aéreo divide as empresas em grupinhos de companhias parceiras, com base em alianças do setor. As três principais são Star Alliance, One World e Sky Team.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além de frequentes, a ideia de fazer alianças entre as aéreas é uma tendência no setor em que companhias que pretendem estreitar seus relacionamentos compram participações minoritárias em empresas estrangeiras parceiras.

Mas foi nesta década que o Brasil entrou nesse jogo. Em 2011, a Delta comprou uma fatia minoritária na Gol. Três anos depois, a Air France, que é "colega" da Delta na Sky Team, seguiu o mesmo caminho.

As concorrentes também se mexeram. A Qatar Airways, que é parceira da Latam na One World, comprou 10% da empresa. Já a Azul vendeu uma fatia para a United Airlines, membro da Star Alliance.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o capital estrangeiro no meio dessa bagunça? Pois bem, até aí, as fatias eram pequenas, sem crise.

Azul e seu negócio com a China

No meio da crise econômica, as companhias aéreas brasileiras entraram numa corrida para fortalecer seus caixas. O processo envolveu a venda de participações a empresas estrangeiras - alguns dos negócios mencionados logo acima ocorreram nessa época. Porém, nenhuma operação foi tão grande - e tão descarada- como a venda de uma fatia da Azul para o grupo chinês HNA em novembro de 2015.

Quanto foi vendido? O percentual de 23,7% da empresa por R$ 1,7 bilhão. Ué, mas o limite de capital estrangeiro não era 20%? Lembra da engenharia financeira da LAN e TAM que fingiram que o gringo não tinha poder na empresa e só usava uma estrutura societária que envolvia ações ordinárias e preferenciais? Pois é, a Azul fez algo parecido.

Anos depois, os chineses saíram da Azul de fininho. Eles aproveitaram que a empresa estava na bolsa para vender suas ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então vai mudar alguma coisa?

Como você viu, o limite de capital estrangeiro não impediu as empresas aéreas de negociarem participações acima de 20% para empresas estrangeiras. Aí você pode me perguntar: então o fim do limite não muda nada no setor?

Não é bem assim... O fim do limite abre a possibilidade para que ocorram novas fusões e aquisições e até a venda de 100% de uma empresa aérea brasileira a um gringo. Pense bem: mesmo que a empresa tenha feito alguma engenharia financeira para mascarar a venda de controle, ela sempre precisou manter um sócio brasileiro na jogada para cumprir a lei.

Outro ponto importante é que nem todo mundo topa fazer negócio em termos escusos. A LAN e TAM quando fecharam negócio já tinham uma relação de parceria há anos, com ações que envolviam compras conjuntas de aeronaves.

Os negócios da Gol, por sua vez, também envolvem companhias que já eram parcerias ao menos de code-share (compartilhamento de voos).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, as empresas aéreas têm interesse operacional nesses negócios, como integração de malhas. Mas e o investidor estrangeiro? Vai topar comprar ações sem direito a voto a vida inteira?

Aéreas no Novo Mercado

O limite de capital estrangeiro é um dos entraves para o lançamento de ações de companhias aéreas brasileiras no novo mercado. Como os gringos não podem ter mais do que 20% das ações ordinárias pela legislação atual, as empresas aéreas só conseguem negociar ações preferenciais em bolsa. É difícil controlar se o limite será cumprido quando as ações estão no mercado.

Por causa disso, não há ações de empresas aéreas no novo mercado, o segmento mais rígido de governança corporativa da B3. Um dos requisitos para entrar no grupo é ter apenas ações ON listadas em bolsa.

A Gol tentou aprovar uma reestruturação societária e pediu para ter sua ação migrada para o novo mercado. Mas, até agora, não conseguiu o aval da Comissão de Valores Mobiliários. Agora, vamos aguardar para ver. Talvez não precise mais inventar moda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar