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Projeções de lucro entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões foram extintas, enquanto o percentual de distribuição de dividendos caiu para 30%
A vida de fato não está nada fácil para a Cielo (CIEL3). A diretoria da empresa de maquininhas de cartão resolveu retirar a projeção de lucro para 2019 entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões.
O chamado "guidance" havia sido anunciado em janeiro deste ano aos investidores. Em comunicado divulgado ao mercado, a empresa controlada por Bradesco e Banco do Brasil não estabeleceu novas estimativas.
E olha que as projeções que a Cielo já não eram lá grandes coisas. No melhor cenário, o lucro de R$ 2,6 bilhões estimado pela companhia representava uma queda de 20% em relação a 2018.
E não para por aí: a distribuição de dividendos e de juros sobre capital próprio no segundo, terceiro e quarto trimestre foi cortada de 70% para apenas 30% do resultado. A empresa já pagou para seus acionistas os dividendos relativos ao primeiro trimestre.
A enxurrada de más notícias confirma os grandes desafios que a Cielo tem enfrentado, já que a empresa batalha para não perder a liderança de mercado no Brasil. Só de olhar o balanço do 1º trimestre, divulgado em abril, já dava para perceber que a companhia teria dificuldades em entregar o lucro bilionário.
A própria Cielo admitiu em seu comunicado que as decisões anunciadas nesta sexta-feira, 24, "refletem o ambiente competitivo no qual a Cielo está inserida e que tem se tornado mais acirrado ao longo dos últimos meses em face de ações anunciadas e implementadas por outras companhias do setor".
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Vale lembrar que o estrago da guerra das maquininhas se reflete nas ações da Cielo, que acumulam uma queda da ordem de 12% no ano e perderam mais da metade do valor no acumulado de 12 meses.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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