2019-04-16T09:32:13-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Mercado de capitais

Centauro capta R$ 772 milhões no primeiro IPO do ano na bolsa brasileira

O preço por ação da SBF, dona da varejista de produtos esportivos, foi definido em R$ 12,50, pouco acima do mínimo da faixa indicativa. Ações da empresa estreiam na B3 na quarta-feira

15 de abril de 2019
19:17 - atualizado às 9:32
Loja da Centauro: varejista faz primeiro IPO de 2019 - Imagem: Shutterstock

A varejista de produtos esportivos Centauro será a primeira empresa a abrir o capital na bolsa brasileira neste ano. O IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) movimentou até R$ 772 milhões.

O preço por ação da SBF, dona da Centauro, foi definido em R$ 12,50, pouco acima do mínimo da faixa indicativa, que variava de R$ 12,10 a R$ 14,70.

O volume final do IPO será definido com o exercício ou não do lote suplementar, que pode acontecer nos próximos 30 dias. As ações da empresa estreiam na B3 nesta quarta-feira, sob o código  "CNTO3".

A Centauro pretende usar parte dos recursos captados no IPO para pagar dívidas com alguns dos bancos que coordenam a oferta, como Bradesco BBI, o Itaú BBA e o BB Investimentos.

Para reduzir a possibilidade de um conflito de interesses, o BTG Pactual atuou como coordenador adicional da operação. Além dos quatro bancos, o Goldman Sachs e o Credit Suisse atuam na oferta.

Outra parcela do dinheiro obtido no IPO será usado na abertura e reforma de lojas da Centauro, que possui uma rede com 192 unidades, localizadas principalmente em shoppings.

No ano passado, a varejista registrou lucro líquido de R$ 148,7 milhões, queda de 38,3% em relação ao resultado de 2017. A receita líquida, porém, aumentou 15,6%, para R$ 2,275 bilhões.

O grupo SBF é controlada atualmente por Sebastião Vicente Bomfim Filho, sócio-fundador e que detém 62% das ações, e pela GP Investimentos, que possui o controle dos 36% restantes. Nenhum dos dois sócios vendeu suas ações na oferta.

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