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Em boa hora

Venda de ações da Petrobras deve aumentar patrimônio líquido da Caixa

Potencial impacto da operação, que pode ser bilionário, depende, contudo, do preço do papel negociado

Fachada da Caixa Econômica Federal
Imagem: Shutterstock

A venda das ações da Petrobras em poder da Caixa Econômica Federal deve ter efeito positivo no banco estatal, elevando o seu patrimônio líquido, que somava R$ 81,2 bilhões ao final do ano passado.

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O potencial impacto, que pode ser bilionário, depende, contudo, do preço do papel na operação, anunciada nesta segunda-feira, 10, ao mercado.

Este é o segundo desinvestimento da nova gestão da Caixa, presidida por Pedro Guimarães, cujo mandato é vender ativos e participações que não são foco do negócio bancário e tornar o banco mais eficiente.

[captacao]

No início do ano, a instituição já havia emplacado uma oferta do ressegurador IRB Brasil Re. Na fila, estão ainda ações da Alupar, de energia, e do Banco do Brasil, ambas fatias detidas pelo FI-FGTS e para as quais a Caixa está selecionando assessores financeiros para também vender por meio de uma oferta na bolsa.

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Com o dinheiro obtido com os desinvestimentos, além de investir mais no negócio bancário, a Caixa quer devolver recursos recebidos pelo governo para reforçar seu capital por meio da emissão dos chamados instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD). A Caixa tem um saldo de R$ 40 bilhões, que já começou a ser devolvido, e quer zerá-lo o quanto antes.

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No caso da Petrobras, o banco vai vender toda a sua participação de 3,24% em um total de 241.340.371 ações ordinárias. Considerando o fechamento desta segunda, de R$ 29,35, quando os papéis caíram 1,68% como reflexo ao anúncio da operação, a oferta movimentaria cerca de R$ 7 bilhões.

A Caixa chegou a adiar a venda de ações da Petrobras, antes prevista para maio. Pesou, sobretudo, conforme antecipou a Coluna do Broadcast, em 15 de abril, a interferência do presidente Jair Bolsonaro no preço do diesel, o que impactou os papéis da petrolífera na bolsa.

Além disso, o banco público aguardava, como também mostrou a Coluna do Broadcast, na semana passada, o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou o processo de venda ou de perda de controle acionário de subsidiárias de estatais sem a bênção do Congresso Nacional.

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Em paralelo, a Caixa segue desovando dia após dia a fatia que detinha de ações preferenciais da estatal. O volume, segundo apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, é pequeno para emplacar uma oferta assim como o banco público está fazendo com os papéis ordinários.

O preço da ação na oferta da Petrobras será definido em 25 de junho, quando se encerra o procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding), aberto nesta segunda. Como é uma oferta secundária, a Petrobras frisa, em comunicado ao mercado, que não receberá quaisquer recursos em decorrência da oferta, que ficarão com a Caixa.

Procurada, a Caixa não comentou a oferta.

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