O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A ditadura militar havia acabado, uma Nova República fora instaurada no ano anterior e o governo Sarney empenhava-se para debelar a inflação com o primeiro programa de estabilização monetária de que se tinha notícia. Nada daria errado naquele 1986.
Se você quer ir a Nova York, saiba que terá de percorrer 7.680 quilômetros e desembolsar 3.500 reais. Há 30 anos, a distância era a mesma, mas o bilhete era mais caro. Se o ano não fosse 1986, talvez eu esquecesse o desejo de conhecer a “capital do mundo”, tomasse decisões mais sensatas e nem aprendesse a cantarolar Frank Sinatra: “Start spreading the news/ I am leaving today/ I want to be a part of it/ New York, New York”. Mas não foi assim.
Havia certa euforia no ar. A ditadura militar havia acabado, uma Nova República fora instaurada no ano anterior e o governo Sarney empenhava-se para debelar a inflação com o primeiro programa de estabilização monetária de que se tinha notícia. Nada daria errado naquele 1986. Afinal, lançado em fevereiro, o Plano Cruzado havia gerado um dividendo imediato. Em março, a inflação caiu a um quarto do que era. Em abril, quase desapareceu. Os juros despencaram. O Ibovespa subiu, subiu e subiu. Em algum momento iria parar? Talvez. Mas cair nem pensar...
Com a certeza que só a ignorância nos dá, raspei o tacho. Coloquei na Bolsa cada centavo da reserva das férias e pensei: “É só deixar o tempo passar”.
Não dei a mínima para o cenário que, em pouco tempo, não convencia sequer os mais otimistas. Ignorei a minha própria avaliação de que o congelamento de preços imposto pelo plano do governo e o consequente sumiço de produtos das prateleiras dos supermercados prenunciavam um fiasco.
Algum bom senso e alguma informação sobre o mercado acionário teriam possivelmente evitado prejuízo, frustração e várias correções de rota no mapa das Américas que colei na parede em frente à minha mesa de trabalho.
Mas como estávamos no primeiro trimestre daquele ano e a Bolsa brasileira renovava recordes rumo aos impensáveis 50 mil pontos, eu flertava com o mapa... pensava que algumas horas e 7.680 quilômetros depois era só desembarcar no JFK e cumprir a minha agenda de teatros, cinemas, baladas e, claro, de caminhadas pelo Central Park.
Leia Também
A animação era tanta que estranhei quando um colega disse: “O Ibovespa emperrou!”. De imediato, pensei: “É inveja, olho gordo”. Que nada! Foram dias seguidos de vendas maciças de ações de estatais — as bambambãs do Ibovespa naquela época —, mas não me abalei. Não dá para dizer o mesmo, porém, sobre a rota das Américas. Rapidamente Nova York ganhou ares de Cancún. Os megaedifícios espelhados que povoavam os meus sonhos deram lugar a palmeiras e céu azul.
Não pense que me agarrei aos mais de 9.000 quilômetros da costa brasileira. Que nada! Mantive o pique de um aventureiro que embarcaria no Alasca rumo aos trópicos.
O Ibovespa emagrecia a cada semana. De repente, por que não Natal, no Rio Grande do Norte? Cabia no bolso. Logo, passou a ser um destino possível. Tudo certo até chegar o “Aviso de Férias”. Assinado o documento, corri para resgatar a aplicação. Eu havia perdido parte do principal investido. E Natal foi para as calendas. Parti para as contas: Porto Seguro ficava ainda melhor no bolso, a “apenas” 1.591 quilômetros de São Paulo e — a preços de hoje — a passagem do interestadual custava quase 90 por cento mais barato que o voo original (que pareceu tão maneiro).
De Viação Águia Branca cheguei a Porto Seguro 28 horas depois do embarque. O retorno para casa merecia alguma alegria. Fiz uma parada no Rio de Janeiro e voltei para casa no Trem Prata, que parou de circular em 1991, foi reativado em 1995 e saiu de linha definitivamente em 1º de dezembro de 1998. Para mim, uma perda inestimável. Eu adorava fazer essa viagem.
Conheci Nova York antes que o Trem Prata deixasse de rodar. Você ainda se lembra daquela minha agenda de teatros, cinemas, baladas? Não foi cumprida à risca porque o Brasil acostumou-se a tempos bicudos. Os brasileiros também.
A redefinição de rotas das Américas marcou o mapa de vermelho. Durante alguns anos ainda ficou na parede em frente à minha mesa de trabalho e não me deixou esquecer de 1986, tampouco do tombo da Bolsa. O Ibovespa só se reergueria à pontuação semelhante daquele “high” quase oito anos depois, no embalo do Plano Real. Mas aqui já vivi outra história...
Neste mesmo espaço, há dois dias, o estrategista-chefe e CEO da Empiricus, Felipe Miranda, foi tão claro que me animou a te contar a minha não viagem à Nova York. Ele disse que ninguém sabe quando a Bolsa vai subir ou cair. E explicou: “Tenha uma tese, apoiada nos fundamentos e no preço dos ativos, e se agarre a ela. Tudo que podemos fazer, na melhor das hipóteses, é comprar coisas por preços inferiores aos seus verdadeiros valores intrínsecos, na esperança de que A (o preço) vai convergir para B (o valor). A velocidade e a forma de convergência não nos pertence”.
Se você é um dos três leitores da coluna do Felipe, certamente leu, na terça, a explicação e o alerta que ele deu aos incautos ou aos investidores de primeira viagem. Valentes como eu em 1986.
“Os movimentos em Bolsa acontecem aos saltos, de súbito e de maneira não linear. No dia em que você resolver sair das ações, é capaz de amanhecer com uma alta de 10 por cento na sua cabeça. E daí você não pega nunca mais o movimento, porque dificilmente vai ter a frieza de comprar 10 por cento acima do preço que vendeu”, escreveu ele.
Eu não vou esquecer. Você vai?
A agenda de indicadores é fraca, mas o mercado está exposto, nesta quinta-feira, à aversão ao risco que já domina os negócios na Europa e pode se estender aos Estados Unidos. Além da desaceleração do crescimento mundial — também reflexo da guerra comercial entre Estados Unidos e China —, resultados decepcionantes de empresas e a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) corte o juro em apenas 0,25 ponto percentual estão no foco dos investidores, sobretudo nas Bolsas americanas, onde os principais índices declinam no mercado futuro.
Por aqui, a Bolsa abre a sessão em leve queda; dólar e juros em leve alta. Hoje é o primeiro dia do recesso parlamentar, mas a política não sai de cena com a comemoração dos 200 dias do governo Bolsonaro. Em cerimônia prevista para as 16h, o governo deve anunciar a liberação de recursos do FGTS — medida que pode servir de consolo para o país, que espera por mais crescimento e melhora na oferta de emprego.
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante