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Presidente do BNDES vê redução de carteira de ações da instituição em até três anos

Gustavo Montezano ressaltou que as alienações podem ser pela “mesa de operações” do banco, em bloco ou em ofertas

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14 de novembro de 2019
14:21 - atualizado às 10:49
BNDES Gustavo Montezano
Presidente do BNDES, Gustavo Montezano - Imagem: Hoana Gonçalves/Ascom ME

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou que as mudanças na política de mercado de capitais da instituição de fomento exigirá que, em três anos, "boa parte" da carteira de ações tenha de ser vendida. Essa redução poderá chegar a 80%, disse o executivo.

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Três anos é o prazo máximo para o BNDES reduzir o limite de VaR ("variation at risk", indicador que mede a volatilidade diária de uma carteira de ações) da carteira, conforme a nova política, anunciada semana passada. Pelas novas regras, o limite de VaR, hoje em R$ 5,6 bilhões por dia, passará a R$ 600 milhões por dia.

Para chegar à estimativa de redução de até 80% no tamanho da carteira - avaliada em R$ 106,047 bilhões no encerramento do terceiro trimestre -, Montezano partiu do VaR atualmente observado nas participações acionárias do banco, em torno de R$ 3 bilhões.

A redução para R$ 600 milhões de VaR é de 80% e teria que ser observada na mesma magnitude no valor total da carteira, tudo o mais constante, disse Montezano, ponderando, porém, que são muita s as variáveis, como o nível de volatilidade, a correlação entre a composição da carteira e a volatilidade e o nível da taxa de juros.

O presidente do BNDES evitou fazer comentários sobre participações específicas. "Já aprovamos em conselho que temos que reduzir bastante nosso risco de ações. Em até três anos, preciso me desfazer de boa parte dessa carteira", afirmou Montezano, ao ser questionado sobre a intenção de vender pelo menos parte da fatia no frigorífico JBS, como publicado na imprensa nesta semana.

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Segundo Montezano, o BNDES tem conversado com bancos de investimento e investidores sobre estratégias para vender as participações. Além disso, as vendas serão feitas da forma mais "soft" possível, dado o tamanho das participações. "A gente não pode fazer qualquer tipo de comentário em relação a estratégia de venda de qualquer ação", afirmou o executivo.

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Questionado se a estratégia será vender os papéis no dia-a-dia da Bolsa ou em ofertas públicas, o presidente do BNDES ressaltou que as alienações podem ser pela "mesa de operações" do banco, em bloco ou em ofertas. "De forma conceitual, quanto maior sua posição, mais você tende para a oferta, quanto menor, mais se tende pra bolsa", afirmou Montezano.

*Com Estadão Conteúdo 

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