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Uma provável vulnerabilidade na ferramenta de armazenamento de dados em nuvem, utilizada pela instituição financeira, teria exposto indevidamente 1.235.151 arquivos de documentos relacionados a clientes da instituição
O Ministério Público no Distrito Federal e Territórios instaurou inquérito civil público para apurar responsabilidades pelo suposto vazamento de dados pessoais dos clientes do Banco Pan. Para o MP, este poderá ser o maior incidente de segurança envolvendo dados financeiros no Brasil.
Controlado pelo BTG Pactual e pela Caixa, o Banco Pan é um dos destaques da bolsa neste ano, com uma valorização de mais de 400% no ano das ações BPAN4. Nesta quarta-feira, esses mesmos papéis operavam em leve queda, de 0,22%. Acompanhe o dia dos mercados na nossa cobertura.
Segundo informações do MP-DF, uma provável vulnerabilidade na ferramenta de armazenamento de dados em nuvem, utilizada pela instituição financeira, teria exposto indevidamente 245 gigabytes, o que corresponde a 1.235.151 arquivos de documentos relacionados a clientes da instituição.
A investigação teve início com base em notícia publicada na mídia especializada (The Hack), sob o título "Exclusivo: vazam mais de 200 GB de documentos de bancos brasileiros". A notícia, de 22 de julho, relata um suposto incidente de segurança envolvendo diversas instituições financeiras, inclusive o Banco Pan.
O banco informou, por meio de nota, que o ambiente questionado na apuração de suposto vazamento de dados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios não é de sua propriedade e que, após análise criteriosa em seus sistemas de segurança, não foi constatada qualquer invasão.
O Pan informou também que na atuação com parceiros comerciais são capturados dados cadastrais de potenciais clientes por tais parceiros, antes da efetiva formalização de uma operação com o banco, e que nesse processo adota as medidas cabíveis caso identificado qualquer tipo de uso indevido dessas informações.
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O Banco Pan atua em todo o Brasil e tinha, ao final do segundo trimestre, 627 correspondentes bancários originando crédito consignado e 8,3 mil lojas multimarcas e concessionárias parceiras na originação de crédito de veículos.
Há dois anos tem trabalhado com foco na digitalização de contas, incluindo os processos para originação de consignado pelos correspondentes bancários. No segundo trimestre originou R$ 1,6 bilhão em créditos totais, valor 19% acima do mesmo período do ano passado.
Na mesma nota, o Pan diz que "a segurança da informação é uma de suas prioridades, alinhada com as melhores práticas de proteção reconhecidas internacionalmente e exigidas pelos órgãos reguladores". A instituição afirma ainda que segue à disposição para colaborar com a apuração dos fatos.
*Com Estadão Conteúdo
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