Menu
2019-05-28T12:17:23-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
São cinco bancos e 200 milhões de patos

Caixa e Banco do Brasil perdem espaço no crédito, mas liderança não está ameaçada

Bancos públicos seguem com destaque nos empréstimos a pessoas física. BNDES domina o segmento empresarial. Caixa tem 70% do crédito imobiliário e BB faz mais de 50% do rural

28 de maio de 2019
11:56 - atualizado às 12:17
Logo dos bancos Bancos Bradesco, Itau, Santander, Banco do Brasil em cima de passagens de pedágio.
Imagem: Marcos Santos/Jornal da USP - Montagem Andrei Morais

O Banco Central (BC) apresentou novos dados sobre a concentração no mercado financeiro. Os cinco bancões continuam respondendo por 85% das operações de crédito, 84% dos depósitos e 81% dos ativos do sistema, dentro de um universo de 172 bancos. No entanto, parece se consolidar uma tendência de menor participação dos bancos públicos, embora sigam líderes em diversos segmentos.

No Relatório de Economia Bancária (REB), o BC apresenta diversos recortes sobre o mercado, mas vamos centrar atenção na participação nos segmentos de pessoas físicas e jurídicas, bem como nas modalidades crédito imobiliário e rural.

A história que os dados do BC nos conta é a da mudança de orientação de governo na utilização dos bancos públicos como ferramenta de política parafiscal, que se encerrou em meados de 2016, com mudança de governo, e tende a se acentuar com um governo de orientação liberal, que quer reduzir a concentração e ampliar a concorrência.

Pessoas físicas

A participação da Caixa e do Banco do Brasil vem diminuindo desde 2016, quando chegou a 51,7%, e agora caiu para menos da metade do crédito para as pessoas físicas, ficando em 48,16% em 2018.

A Caixa, fechou o ano respondendo por 29,5% do mercado ante 32,58% em 2016. Já o BB caiu de 19,13% para 18,7%. O banco privado com melhor colocação no período foi o Itaú Unibanco, que fechou o ano passado com 12% desse segmento, marcando uma ampliação sobre os 11,77% de 2017, que tinha registrado queda sobre 11,91% de 2016.

Pessoas jurídicas

No financiamento às empresas, a predominância continua sendo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 20,58% do estoque. Mas a fatia é menor que os 21,9% de 2016 e os 22,6% de 2015.

O banco de fomento vem observando redução na sua carteira, depois de observar crescimento na casa de 40% depois da crise de 2008. O ano passado também marcou a adoção da Taxa de Longo Prazo (TLP) no lugar da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), reduzindo o volume de subsídio nas operações do banco.

A segundo posição no segmento empresarial segue com o Banco do Brasil, que tem 18,7% do mercado, seguido pela Caixa, com 12% e pelo Bradesco, com 11,5%. Em comparação com 2016, BB perdeu mercado, enquanto Caixa e Bradesco ganharam espaço.

Imobiliário

Aqui, a Caixa continua sendo o “banco da casa própria”, como 70% do estoque de financiamentos, pouco acima dos 68,17% de 2016 e dos 69,96% de 2017.

O segundo colocado é o Banco do Brasil, com 8,2%, ampliando dos 7,86% de 2016. Entre os privados, o Bradesco é o melhor colocado, com 7,94% ante 7,26% de 2016. Itaú e Santander apresentam quedas marginais de participação.

Crédito rural

Aqui, o Banco do Brasil é o “banco do campo”, respondendo por 53,36% do estoque de crédito em 2018, menos que os 55,45% de 2017, mas acima dos 47,55% de 2016. A segunda colocação é do Bradesco com 6,54%, também menos que 2017 (7,21%), mas acima dos 6,14% de 2016.

Movimentações acontecerem nas demais posições. O Santander parece ter firmado posição em terceiro lugar, com 3,79%, menos que os 4,05% de 2017, mas acima dos 2,53%  que tinha em 2016, quanto ocupava a quinta colocação.

Quem perdeu terreno no período, foi o Banco Cooperativo Sicredi, que era o terceiro em 2016, com 4,28%, não figurou entre os cinco maiores em 2017, e agora está em quinto lugar, com 2,67% em 2018.

O IHHn que aparece nas tabelas é o índice de Herfindahl-Hirschman Normalizado (IHHn) utilizado para medir a concentração no sistema. Ele oscila entre zero e um. O BC considera que mercados que registram valores correspondentes ao IHHn situados entre zero e 0,1000 são considerados de baixa concentração. Acima de 0,1000 até 0,1800, de moderada concentração e acima de 0,1800 até 1, de elevada concentração. Para o sistema financeiro como um todo, as medições então na faixa de moderada concentração.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Mau começo

Ibovespa abre o mês com o pé esquerdo e cai 2,81%, acompanhando o pessimismo externo

O Ibovespa passou a sessão desta quarta-feira no campo negativo, mas ao menos conseguiu sustentar o nível dos 70 mil pontos. Ações de empresas ligadas ao setor de viagens — como companhias aéreas e de turismo — voltaram a reportar perdas expressivas hoje

Menos exportações e importações

Balança comercial tem superávit de US$ 4,713 bilhões em março

Com queda nas exportações e nas importações, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 4,713 bilhões em março. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 1º, pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia

Sobe sem parar

Quebrando recordes: dólar fecha em alta e chega a R$ 5,26, nova máxima nominal de encerramento

O dólar à vista renovou mais uma vez os recordes de fechamento, pressionado pela cautela vista no exterior em relação aos impactos do coronavírus nos EUA

Visão global de carteira

Em carta, gestora de fortunas TAG se mostra construtiva para ações e NTN-B, mas nem tanto para multimercados

Na sua carta do mês de março, TAG Investimentos demonstra visão positiva para a renda variável, sobretudo ações domésticas, bem como para NTN-B de longo prazo; mas se mostra muito mais cautelosa em relação a fundos multimercados e de crédito privado local

Resiliência

Fundos de ações resistem ao choque e captam R$ 7,65 bilhões entre 1º e 27 de março

Fundos de investimento registraram resgates líquidos de R$ 19,6 bilhões entre os dias 1º e 27 de março, período que compreende o agravamento da tensão dos mercados em meio à pandemia do coronavírus

Fuga

Saída de dólar supera entrada em US$ 10,791 bilhões no ano até dia 27 de março, diz BC

Fluxo cambial do ano até 27 de março ficou negativo em US$ 10,791 bilhões, diz BC; em igual período de 2019, resultado era positivo em US$ 4,444 bilhões

Medidas sociais

PEC do orçamento de guerra é assinada por Rodrigo Maia e outros 7 deputados

PEC que cria o Orçamento de Guerra já tramita na Câmara. Ela é assinada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros sete deputados

Sem dividendos

Autoridade bancária europeia pede que bancos não paguem dividendos

Autoridade diz que apoia medidas tomadas até agora para garantir que os bancos tenham uma base de capital robusta e deem o apoio necessário à economia

UM DOS TRADERS MAIS EXPERIENTES DO BRASIL

Por que decidi voltar a investir na Bolsa aos 80 anos e após 25 anos fora do mercado

Após um quarto de século, volto para a Bolsa. Como não tenho necessidade imediata de dinheiro, simplesmente tenho certeza de que vou ganhar.

medidas anticrise

Governo anuncia R$ 51 bi para complementar salário de quem tiver jornada menor

Uma medida provisória com ações na área de trabalho e emprego deve ser enviada ao Congresso até quinta, 2, de acordo com o Palácio do Planalto

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements